Mensagem

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quinta-feira, 4 de abril de 2013



               A VOZ DA RAZÃO!!!            

                UMA INTEVENÇÃO EXEMPLAR 
                DO DEPUTADO JOÃO OLIVEIRA

UMA INCRÍVEL TREPA NO PSD, NO PS E NO CDS, A PROPÓSITO DE UM INTERVENÇÃO DA DEPUTADA TERESA LEAL COELHO, QUE PRETENDIA DESCULPAR A POSIÇÃO DESTES PARTIDOS, RESPONSABILIZANDO O POVO PORTUGUÊS NA ASSINATURA DO PACTO DA TROICA.

A EXPLOSÃO INDIGNADA, DE QUEM 
TEM TODA A RAZÃO DO MUNDO!!!


quarta-feira, 3 de abril de 2013


           EURO A MOEDA ÚNICA         

A “ÚNICA MOEDA” QUE DEU CABO DA NOSSA ECONOMIA.

Na presente situação de descalabro económico, será bom e oportuno recordamos a posição do Partido Comunista Português em relação à nossa entrada para a zona Euro, em dois momentos importantes:
O 1º através de Carlos Carvalhas, na Interpelação do PCP sobre a Moeda Única em 1997.
O 2º através de um extrato da acta da sessão do Parlamento Europeu, do dia 2 de Maio de 1998.
Dizia então Carlos Carvalhas:
«A moeda única é um projecto ao serviço de um directório de grandes potências e de consolidação do poder das grandes transnacionais, na guerra com as transnacionais e as economias americanas e asiáticas, por uma nova divisão internacional do trabalho e pela partilha dos mercados mundiais.
A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado.»
Por outro lado a  intervenção do deputado europeu do PCP, sobre a Moeda única, na sessão do Parlamento Europeu, do dia 2 de Maio de 1998.
– Senhora Presidente, os deputados do Partido Comunista Português, com a solenidade que a ocasião exigiria, mas que a euforia para impressionar a opinião pública não permite, declaram que:
- o seu voto é a expressão coerente de uma posição contra este projecto, o modo como foi conduzido e os interesses que serve. Não é um voto contra a estabilidade de preços, o equilíbrio orçamental, ou o controlo de dívidas, mecanismos e instrumentos. É, sim, um voto contra a sua utilização para impor estratégias que concentram riqueza, agravam desemprego, agudizam assimetrias e desigualdades, criam maior e nova pobreza e exclusão social, diminuem a soberania nacional e aumentam défices democráticos;
- é também um voto contra a formação do núcleo duro para a Comissão Executiva do BCE, privilegiando zonas geográfico-monetárias e partilhando influência entre grandes famílias partidárias, numa evidente polarização do poder na instituição que condicionará todas as políticas dos Estados-Membros;
- após este passo, continuarão a combater os já reais e os previsíveis malefícios do projecto que integram os mecanismos e instrumentos criados. Procurarão, do mesmo modo, contribuir para que sejam potenciadas as suas virtualidades;
- lamentam, por último, que o Parlamento tenha perdido a oportunidade para se credibilizar como instituição democrática, por ter cedido à pompa e circunstância de um ritual de homologação ou de confirmação do que lhe foi apresentado.»
Curiosamente na mesma sessão, a posição eufórica do Partido Socialista expressa pelos seus deputados Marinho, Torres Couto, Apolinário, Barros Moura, Campos, Candal, Correia, Torres Marques, Lage, Moniz:
O euro entrará em vigor em 1 de Janeiro de 1999. É uma certeza que desmente categoricamente os vaticínios negativos que muitos faziam.
Portugal, contrariamente às previsões daqueles que não apostavam um cêntimo nas suas possibilidades, venceu, brilhantemente, todos os exames e está na primeira fila dos países fundadores, participando com orgulho neste momento, verdadeiramente crucial da história da Europa, que assim dá sinais de não querer envelhecer e declinar. Ao contrário também daqueles que arrogantemente garantiam a pés juntos que para atingir o euro seria necessário sacrificar os interesses imediatos dos cidadãos e, ao mesmo tempo, previam uma crise da produção nacional. Portugal desmentiu, nesta recta final do euro, todas as teorias académicas e ideias adquiridas: o crescimento económico do país acelerou, o nível de vida dos portugueses melhorou e a capacidade de exportar aumentou.
Tudo isto foi conseguido porque a grande maioria dos portugueses se sentem identificados com este grande projecto, porque trabalhadores e empresários souberam aproveitar a conjuntura favorável e porque, é justo dizê-lo, o Governo socialista soube combinar habilmente a expansão da procura interna com o investimento público e apostou na iniciativa privada, dinamizada pela baixa da taxa de juro. Tudo isto realizado num clima de tranquilidade social e de solidariedade de que a introdução do rendimento mínimo garantido foi o símbolo maior.
Não se pode dizer que não haverá problemas ou dificuldades. Todavia, tal como o país mostrou ser capaz de realizar as «performances» inesperadas que realizou, também será capaz de, com o mesmo espírito e dinamismo, aproveitar as oportunidades que tem à sua frente e aproximar-se mais depressa dos níveis médios de riqueza e das exigências de competitividade dos nossos parceiros do euro, com os quais encetamos esta caminhada inédita na história contemporânea. Caminho esse que não dispensa, antes exige, uma intensificação da dimensão política e social da integração europeia. A Europa política tem agora a palavra, o funcionamento democrático da União Europeia e o envolvimento dos cidadãos têm a prioridade.
Nós, que desde sempre nos batemos e sonhámos com este momento, temendo quantas vezes em silêncio que não nos pertencesse a alegria da chegada, sabemos reconhecer quem nos indicou o caminho e quem o tornou possível. Vivemos um acontecimento singular da história da Europa, um princípio e não um fim, e estamos conscientes que nesta nova etapa do projecto europeu, esta instituição, será chamada a uma maior intervenção nos destinos da Europa.»


terça-feira, 2 de abril de 2013


  GOVERNO DE MARGINAIS  

Curiosamente, esta manhã, quando eu e a minha companheira nos dirigíamos para o café, onde rotineiramente complementamos o pequeno-almoço com um cafezinho e a leitura do jornal, verifiquei que ela, contrariamente à sua tradicional maneira de ser calma, serena, transigente e super pacífica, rezingava contra indefinidos, por agora no fim da vida, via os filhos e ela própria sujeita a medidas que lhe infernizavam a vida.
Lá a fomos consolando em conformidade, até que começámos a ler o jornal em comum, como é hábito e nem de propósito, deparámos logo com o artigo do Paulo de Morais, (que publicamos a seguir) justificando no texto, os argumento de que nos  tínhamos servido para  generalizar a situação, tirando de cima dela, mais uma vez, a sensação de ser vítima exclusiva das enormidades que a canalhada que nos tem governado, faz à população deste país, transformando o seu comportamento e anulando algumas das boas qualidades que nos caracterizavam, como povo pacífico, ordeiro e respeitador da lei, de uma forma geral.
Curiosamente o comentário mais votado, selecionado pela redação, era a síntese perfeita das consequências dessas medidas e rezava assim:
Os suicídios entre os desempregados são já uma realidade quotidiana.

2013, annus horribilis e o governo a TRÓIKA e o FMI agradecem.




Fio de Prumo
Deslaço
Por:Paulo Morais, Professor Universitário

Os suicídios entre os desempregados são já uma realidade quotidiana. 2013, annus horribilis.
A crise económica colocou milhões no limiar da sobrevivência. Em desespero, muitos adotam comportamentos menos sérios, que jamais teriam, não fosse a situação de aflição em que se encontram. Trabalhadores que sempre foram honestos, incapazes de cobrar uma despesa indevida, que nunca apresentariam um almoço a mais na sua empresa, inventam agora faturas numa tentativa de comporem o seu orçamento familiar. Empregados de cafés e tabacarias fingem enganar-se nos trocos e aproveitam a distração de clientes, que assim são alvo de confisco, sob a forma de gorjetas involuntárias. Quebram-se redes de confiança de anos entre concidadãos que partilham o dia-a-dia. Também entre empresas o ambiente se deteriorou. Empresários outrora ciosos dos seus compromissos atrasam pagamentos, por impossibilidade ou até por desleixo.
Os que não recebem não conseguem também pagar, numa cadeia infernal de incumprimento e desconfiança. Onde havia relações sólidas de negócios e amizade, chega agora a charlatanice. Dentro das organizações, o respeito mútuo desaparece. É já comum as entidades patronais baixarem unilateralmente salários e atrasarem pagamentos. Muitos dirigentes já nem sequer dão satisfações aos seus funcionários; estes já não sabem se e quando recebem aquilo a que têm direito. Esta praxis instala-se progressivamente, justificada pelo comportamento do próprio Estado, que reduz vencimentos e pensões, desrespeitando todos os compromissos. Porque não seguir--lhe o exemplo os patrões na privada? Desmotivados, os trabalhadores falham também as suas obrigações.
Com a crise, adveio a degradação ética nos negócios, acabou a moral nas empresas, diminuiu o respeito pelos trabalhadores. Mas também a vida familiar se corrompe. Com o aumento do desemprego e das dificuldades económicas, amplificam-se os conflitos. Cresce assustadoramente a violência doméstica. A inatividade gera vícios, o alcoolismo e a droga recrudescem. Os comportamentos pessoais, familiares e sociais adulteram-se.
Os suicídios entre os desempregados são já uma realidade quotidiana. 2013, annus horribilis. O ambiente empresarial é depressivo. A cadeia de confiança entre os cidadãos está a romper. As famílias desintegram-se. A rede social deslaçou.