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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A BELEZA DA NATUREZA

Este “power point” começa com uma pergunta: “O QUE FAZ UM SER HUMANO PARA SE APROXIMAR DA BELEZA DA NATUREZA” “TALVEZ MÚSICA” e sem desistir da proposta, mostra-nos algumas maravilhas da própria natureza, corporizadas por alguns elementos da fauna, excepcionalmente fotografados, no seu meio ambiente.
A beleza das imagens é de tal maneira poderosa, que não hesitamos em desistir de jamais pensar em ser tão perfeito com ela, independentemente do conceito estético que se queira considerar.
Nós, seres humanos, por muito que porfiemos, jamais conseguiremos produzir tanta e tanta beleza em que a Natureza é perdularia, mesmo com a música mais maviosa ou o som mais harmonioso que se componha.
O que fazemos, por inconsciência, ignorância, maldade, selvajaria, estupidez, incivilidade ou barbarismo, é destruir e esbanjar por vezes metodicamente aquilo que ela, na sua imensa generosidade, prodigalizou para felicidade do género humano.


POR FAVOR NÃO CLIQUE E APRECIE OS PORMENORES E A MÚSICA

NESTE LINK
É DE CAIR DE CÚ

QUE ME PERDOEM OS PURISTAS DA LINGUA PORTUGUESA

OBRIGADO MIGUEL ESTEVES CARDOSO!!!

Já tínhamos conhecimento deste texto de Miguel Esteves Cardoso, que relata a sua ida a uma anterior Festa do Avante.
Julgamos que nessa ocasião, tivemos ocasião de o publicar neste Blogue.
No entanto como nunca é demais relembrá-lo, aproveitamos a circunstância de um nosso amigo e camarada nos ter enviado ontem este importante e esclarecedor texto, para sentirmos que era boa ideia, voltar a publicá-lo.
A quem já o leu, certamente vai dar por bem empregado o tempo a relê-lo.
A quem ainda não o fez, das duas uma: se é comunista ou simpatizante fica babado de orgulho por ser esta a sua Festa.
Se não é e resistiu ao apelo da curiosidade (quanto mais não seja!!!) de ir até á muito badalada Festa do Avante, vai ficar cheio de pena de não ter ido lá.
Quem lá foi este ano, constatou que não exageramos quando dizemos que a Festa do Avante é a maior manifestação cultural, artística e popular que se realiza neste país e que foi testemunhado por uma imensa multidão, que encheu a Festa do Avante durante os três dias e pôde certificar, que apesar das numerosas certidões de óbito passadas ao PCP, das tentativas de asfixia e isolamento, das discriminações e silenciamento dos média, os comunistas são cada vez mais e a Festa do Avante cada vez melhor.
Imensamente difícil se torna descrever a heterogeneidade dos sentimentos que emanam das pessoas que a visitam.
Consideramos por isso, uma referência lúcida e valiosa este texto de Miguel Esteves Cardoso, porque conseguiu não só avaliar perfeitamente, o esforço que representa a construção e o funcionamento da Festa do Avante, como também descrever de forma emotiva e verdadeira, aquele monumento á alegria e ao fraterno e solidário companheirismo dos comunistas, que transpira constantemente, em todo e qualquer canto daquela imenso e encantador espaço.
Eis então esse belíssimo texto:

REPORTAGEM, UMA AVENTURA DENTRO DO COMUNISMO REAL.

O MEC FOI À FESTA DO AVANTE!

“Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante! Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.
Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.
O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.
Porque é que a Festa do Avante faz medo?
É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum.
Pode não ser de bom-tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei?
É sempre desconfortável estar rodeado por pessoas com ideias contrárias às nossas. Mas quando a multidão é gigante e a ideia é contrária é só uma só – então, muito francamente, é aterrador.
Até por uma questão de respeito, o Partido Comunista Português merece que se tenha medo dele. Tratá-lo como uma relíquia engraçada do século XX é uma desconsideração e um perigo. Mal por mal, mais vale acreditar que comem criancinhas ao pequeno-almoço.
BEM SEI QUE A condescendência é uma arma e que fica bem elogiar os comunistas como fiéis aos princípios e tocantemente inamovíveis, coitadinhos.
É esta a maneira mais fácil de fingir que não existem e de esperar, com toda a estupidez, que, se os ignoramos, acabarão por se ir embora.
As festas do Avante, por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas.
É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça.
A condescendência leva-nos a alvitrar que “assim também eu” e que as festas dos outros partidos também seriam boas caso estivessem um ano inteiro a prepará-las. Está bem, está: nem assim iam lá. Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo.
Em vez de usar, para explicar tudo, o velho chavão da “ capacidade de organização” do velho PCP, temos é que perguntar porque é que se dão ao trabalho de se organizarem.
Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história. É por isso que não podem parar; que aguentam todas as derrotas e todos os revezes; que são dotados de uma avassaladora e paradoxalmente energética paciência; porque acreditam que são a última barreira entre a civilização e a selvajaria. E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão.
É por isso que não se sentem “derrotados”. O desaparecimento da URSS, por exemplo, pode ter sido chato mas, na amplitude do panorama marxista-leninista, foi apenas um contratempo. Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é mínimo e saudável.
Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É muito refrescante esta honestidade. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.
Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados.
Não há psicologias de multidões para ninguém: são mais que muitos, mas cada um está na sua. Isto é muito importante. Ninguém ali está a ser levado ou foi trazido ou está só por estar. Nada é forçado. Não há chamarizes nem compulsões. Vale tudo até o aborrecimento. Ou seja: é o contrário do que se pensa quando se pensa num comício ou numa festa obrigatória. Muito menos comunista.
Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso.
Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias.
Convinha-nos pensar que as comunas eram um rebanho mas a parecença é mais com um jardim zoológico inteiro. Ali uma zebra; em frente um leão e um flamingo; aqui ao lado uma manada de guardas a dormir na relva.
QUANDO SE CHEGA à Festa o que mais impressiona é a falta de paranóia.
Ninguém está ansioso, a começar pelos seguranças que nos deixam passar só com um sorriso, sem nos vasculhar as malas ou apalpar as ancas. Em matéria de livre de trânsito, é como voltar aos anos 60.
Só essa ausência de suspeita vale o preço do bilhete. Nos tempos que correm, vale ouro. Há milhares de pessoas a entrar e a sair mas não há bichas. A circulação é perfeitamente sanguínea. É muito bom quando não desconfiamos de nós.
Mesmo assim tenho de confessar, como reaccionário que sou, que me passou pela cabeça que a razão de tanta preocupação talvez fosse a probabilidade de todos os potenciais bombistas já estarem lá dentro, nos pavilhões internacionais, a beber copos uns com os outros e a divertirem-se.
A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é difícil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.
Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideologicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista.
O desaparecimento da União Soviética foi, deste ponto de vista, particularmente infeliz por ter eliminado a potência cujas ordens eram cegamente obedecidas pelo PCP.
Sem a orientação e o financiamento de Moscovo, o PCP deveria ter também fenecido e finado. Mas não: ei-lo. Grande chatice.
Quer se queira quer não (eu não queria), sente-se na Festa do Avante!
Que está ali uma reserva ecológica de Portugal. Se por acaso falharem os modelos vigentes, poderemos ir buscar as sementes e os enxertos para começar tudo o que é Portugal outra vez.
A teimosia comunista é culturalmente valiosa porque é a nossa própria cultura que é teimosa. A diferença às modas e às tendências dos comunistas não é uma atitude: é um dos resultados daquela persistência dos nossos hábitos. Não é uma defesa ideológica: é uma prática que reforça e eterniza só por ser praticada. (Fiquemos por aqui que já estou a escrever à comunista).
A Exposição do Mundo português era “para inglês ver”, mas a Festa do Avante! Em muitos aspectos importantes, parece mesmo inglesa. Para mais, inglesa no sentido irreal. As bichas, direitinhas e céleres, não podiam ser menos portuguesas. Nem tão-pouco a maneira como cada pessoa limpa a mesa antes de se levantar, deixando-a impecável.
As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. É maravilhoso ver o resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. Raios os partam.
Se a Festa do Avante dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau. A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisíveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca.
O preconceito anticomunista dá-os como disciplinados e regimentados – se calhar, estamos a confundi-los com a Mocidade portuguesa. Não são nada disso. A Festa funciona para que eles não tenham de funcionar. Ao contrário de tantos festivais apolíticos, não há pressa; a ansiedade da diversão; o cumprimento de rotinas obrigatórias; a preocupação com a aparência. Há até, sem se sentir ameaçado por tudo o que se passa à volta, um saudável tédio, de piquenique depois de uma barrigada, à espera da ocupação do sono.
Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras.
Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.
Nem vale a pena indagar acerca da marca do champô.
Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do Avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.
E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas.
É UM ALÍVIO A FALTA de entusiasmo fabricado – e, num sentido geral de esforço. Não há consensos propostos ou unanimidades às quais aderir.
Uns queixam-se de que já não é o que era e que dantes era melhor; outros que nunca foi tão bom.
É claro que nada disto será novidade para quem lá vai. Parece óbvio.
Mas para quem gosta de dar uma sacudidela aos preconceitos anticomunista é um exercício de higiene mental.
Por muito que custe dize-lo, o preconceito - base, dos mais ligeiros snobismos e sectarismos ao mais feroz racismo, anda sempre à volta da noção de que “eles não são como nós”. É muito conveniente esta separação. Ma é tão ténue que basta uma pequena aproximação para perceber, de repente, que “afinal eles são como nós”
Uma vez passada a tristeza pelo desaparecimento da justificação da nossa superioridade (e a vergonha por ter sido tão simples), sente-se de novo respeito pela cabeça de cada um.
Espero que não se ofendam os sportinguistas e comunistas quando eu disser que estar na Festa do Avante! Foi como assistir à festa de rua quando o Sporting ganhou o campeonato. Até aí eu tinha a ideia, como sábio benfiquista, que os sportinguistas eram uma minúscula agremiação de queques em que um dos requisitos fundamentais era não gostar muito de futebol.
Quando vi as multidões de sportinguistas a festejar – de todas as classes, cores e qualidades de camisolas -, fiquei tão espantado que ainda levei uns minutos a ficar profundamente deprimido.
POR OUTRO LADO, quando se vê que os comunistas não fazem o favor de corresponder à conveniência instantaneamente arrumável das nossas expectativas – nem o PCP é o IKEA - a primeira reacção é de canseira.
Como quem diz:”Que chatice – não só não são iguais ao que eu pensava como são todos diferentes. Vou ter de avaliá-los um a um. Estou tramado. Nunca mais saio daqui.”
Nem tão pouco há a consolação ilusória do pick and choose.
.É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível. Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas.
Hás uma frase do Jerónimo de Sousa no comício de encerramento que diz tudo. A propósito de Cuba (que não está a atravessar um período particularmente feliz), diz que “resistir já é vencer”.
É verdade – sobretudo se dermos a devida importância ao “já”. Aquele “já” é o contrário da pressa, mas é também “agora”.
Na Festa do Avante! Não se vêem comunistas desiludidos ou frustrados.
Nem tão pouco delirantemente esperançosos. A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.
Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar.
NA FESTA DO AVANTE! Sente-se a satisfação de chatear. O PCP chateia.
Os sindicatos chateiam. A dimensão e o êxito da Festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia. Do ensimesmamento online, do relativismo ou niilismo ideológico. Chatear é uma forma especialmente eficaz de resistir. Pode ser miudinho – mas, sendo constante, faz a diferença.
Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele? Resta-me apenas a independência de espírito para exprimir a única reacção inteligente a mais uma Festa do Avante:
dar os parabéns a quem a fez e mais outros a quem lá esteve. Isto é, no caso pouco provável de não serem as mesmíssimas pessoas.
Parabéns! E, para mais, pouquíssimo contrariado.”(E só com um bocadinho de nada com medo).

domingo, 12 de setembro de 2010

ESTÁTUA VIVAS

UMA FORMA DE ENCANTAR

Perante o horror que descrevemos no texto que se segue, um pouco de encantamento, para podermos continuar a acreditar que vale a pena cultivar a beleza apesar de tudo, ou melhor..... sobretudo!!!
Os belos sentimentos serão sempre o padrão base do ser humano


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ISTO É O QUE SE SABE!!!

Uma coisa é certa …..não queria estar na pele do denunciante!!!

Já começou por ser atacado pelos colegas, seguir-se-há os que defendem o “espírito de corpo”, depois se escapar a estes, seguem-se os “militarões” por ter colocado o exército na lama, e se mesmo assim sonharem que ele escapou, um dos milhares de “secretas assassinos”, limpá-lhe-há o sarampo por ter mostrado ao mundo a animalidade que o sistema americano consegue produzir.
As últimas noticias que iremos ter dele, serão como habitualmente, que foi colocado no rol das testemunhas protegidas, mudada a identidade, e na melhor das hipóteses ……algumas operações plásticas para mudar o aspecto!!!

Jornal de Notícias - 09 de Setembro de 2010

Soldados matavam civis por "desporto" no Afeganistão

Doze soldados norte-americanos estão a ser acusados de criarem um "esquadrão da morte" que assassinava civis afegãos e coleccionava os seus dedos como troféu. O grupo era constituído por cinco soldados que terão morto três homens afegãos em diferentes ataques. Outros sete são acusados de encobrir os crimes e de atacar um outro soldado que denunciou o sucedido aos superiores.
De acordo com a versão online do jornal britânico "The Guardian", os soldados envolvido integram a brigada de infantaria "Stryker" colocada na província de Kandahar, no Sul do Afeganistão. O "The Guardian" afirma que esta é uma das mais graves acusações de crimes de guerra no Afeganistão. Todos os soldados negaram os factos que, a serem provados, podem resultar em pena de morte ou prisão perpétua.
De acordo com os investigadores e os documentos que integram o processo, a discussão sobre as mortes começou com a chegada do sargento Calvin Gibbs à base Ramrod, em Novembro passado. Nessa altura, o comando foi informado que Gibbs exibia dedos que havia conseguido quando esteve colocado no Iraque e contaca aos restantes soldados como era fácil "lançar uma granada para alguém e matá-lo".
De acordo com as provas coligidas, Gibbs, de 25 anos, arquitectou um plano, juntamente com o soldado Jeremy Morlock, de 22 anos, e outros elementos da unidade para formar um "esquadrão da morte" que acabou por matar três afegãos durante as patrulhas.
A primeira vítima terá sido Gul Mudin, sobre quem "atiraram uma granada e disparam uma espingarda" quando a patrulha entrou na aldeia de La Mohammed Kalay, em Janeiro. Após o ataque, Morlock terá afirmado ao soldado Andrew Holmes, de 19 anos, e que se encontrava de guarda nesse dia, que o assassinato tinha acontecido por "desporto" e ameaçou-o caso contasse alguma coisa sobre o ocorrido.
A segunda vítima, Marach Agha, foi morta a tiro no mês seguinte. Gibbs matou-o e colocou uma espingarda Kalashnikov ao lado do corpo para justificar a morte. Em Maio, Mullah Adadhdad foi morto após ter sido atingido por tiros e uma granada.
O jornal "Army Times" relata ainda que pelo menos um dos soldados acusados coleccionava os dedos das vítimas como recordação e que alguns deles posavam para fotos com os corpos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O ALQUEVA

A publicação deste “power point” sobre o Alqueva, é uma modesta homenagem á memória dos esforços que o Partido Comunista Português levou a cabo, desde 1975 pela construção da barragem do Alqueva.
Não podemos desligar o nosso pensamento das maravilhosas jornadas de solidariedade proporcionadas pelas visitas que fizemos às Unidades Colectivas de Produção, durante a heróica epopeia que foi a Reforma Agrária, para transformação da vida do Alentejo e dos alentejanos.
A finalidade da construção de Barragem do Alqueva, tinha um fim muito mais nobre, do que aquele que lhe está destinado.
O Alqueva propunha-se em primeiro lugar, fornecer a preciosa água, que iria irrigar os campos do Alentejo, e aumentar a sua produção agrícola, enriquecendo dessa forma em primeiro lugar aquela região e os seus trabalhadores e por arrasto o nosso país, poupando divisas na importação dos preciosos produtos agrícolas que só com regadio são possíveis de obter.
Infelizmente, com o fim da Reforma Agrária, são principalmente os latifundiários e grandes grupos estrangeiros, os principais beneficiários das redes de irrigação que estão planeadas, como nos comprova o acordo de revisão do Plano de Ordenamento das Albufeiras de Alqueva e Pedrógão.
Quanto ao turismo, numerosos grupos capitalistas, propõem-se desde já explorar as belezas daquela zona com numerosos empreendimentos, alguns de grande envergadura.
O turismo, a pesca e a prática de actividades náuticas, são de momento as principais fonte de aproveitamento reservada aos 250 kilómetros quadrados da sua albufeira, que a transformam no maior lago artificial da Europa.



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CARTA ABERTA A JOFFRE JUSTINO

ESTOU PASMADO….ESTUPEFACTO!!!

Este indivíduo, que nos bombardeia quase diariamente com textos onde se intitula umas vezes apátrida, outras português, outras angolano, outras ambas ou nenhuma das coisas e com alguma jactância se intitula “director pedagógico” e maçom.
Defendendo algumas vezes de forma perversa, posições políticas na linha do Partido Socialista de que se diz dirigente, enviou-nos hoje mais um texto, que é um fiel retrato da sua mentalidade astuciosa e labiríntica.
Nesse texto, aborda o que se está a passar na tentativa de branquear o facínora do Salazar.
Limito a algumas frases, a nossa identidade de pontos de vista, mas mesmo assim por ser tão surpreendente, vinda de quem vem, justifico plenamente as adjectivações que utilizamos no subtítulo.
A razão invocada pelo Doutor (???) Joffre Justino para a indignação que expressa no texto que nos enviou, foi provocada por uma entrevista de um tal Filipe Ribeiro de Menezes, saída no jornal i, intitulada “Salazar era um democrata cristão convicto”!
Para que não haja confusões, começamos por descrever as partes do texto com os quais estamos solidários, passando a comentar posteriormente, aquelas com que não estamos de acordo, tentando explicar porquê.
Diz ele a páginas tantas:
Sinto-me verdadeiramente derrotado, na comunicação social abundam como se vê os/as totalitários/as, 36 anos depois do 25 de Abril, e abundam com o poder suficiente para terem direito a chamada de 1ª página, com tais notícias.
E, mais grave ainda, o energúmeno que escreve que Salazar era um democrata cristão convicto, foi pago pelo governo irlandês, uns pais da democrática União Europeia, para escrever tamanhas diabólicas frases…
Que fazer….Sinto-me verdadeiramente perdido.
E mais adiante interroga-se:
Mas é possível escrever sensacionalismos com falsidades históricas e as mesmas falsidades serem assim, sem mais, aceites, numa comunicação social que se quer democrática?
Salazar “democrata cristão” e escreve-se isto em Portugal, (que se escreva na Irlanda, onde como se vê, até nas contas erram,…), como se nada fosse.
Dir-me-ão que se trata somente de uma tentativa de branqueamento deste incompetente ditador que, hoje, não pode ser reconhecido como fascista, a bem do branqueamento de tantas instituições, bem, mais “importantes” que Portugal, (para alguns).
Salazar que assumiu em todos os seus textos que era arrogantemente antidemocrata, que se arrepelaria todo se lesse tal nos seus jornais, ao seu tempo!
Salazar que inventou o Tarrafal, que eliminou fisicamente adversários, que mandou torturar, que impôs leis racistas sobre o Império português, que, anos a fio combateu a miscigenação racial.
Salazar que se aliou, mesmo dizendo-se neutro, a Hitler e a Mussolini e recebeu depois de derrotado o Eixo fascista, os ditadores fascistas e os alimentou com os impostos dos portugueses.
Salazar que impôs, não a Portugal mas a todo o Império Português índices de analfabetismo superiores a
os 70% porque ler e escrever ficava mal a um camponês.
Esse Salazar que obrigava as mulheres a verem os seus recibos de vencimento terem de ser assinados pelos esposos, que proibiu o divórcio, que impôs, talibã que era, a religião única, que tinha medo de andar de avião, esse Salazar, era, pois, “democrata cristão” e ninguém nunca o soube até surgir esta dita biografia.

Para além da forma confusa como se expressa em algumas das ideias que atrás reproduzimos, torna-se necessário fazer uma precisão: são estas as únicas partes do texto com as quais duma forma geral estamos de acordo.
Sempre temos considerado este indivíduo, potencialmente perigoso na sua argumentação, mais matreiro do que sagaz, querendo induzir por vezes que é muito humilde, respeitoso e democrata, pela forma como parece aceitar os argumentos de quem não concorda com ele.
No entanto, acabo sempre por chegar á conclusão de que é intelectualmente ardiloso.
E Isso é objectivamente evidente quando afirma:
Salazar que “inventou”, inclusive, uma filosofia e um modelo político económico e social próprio – o anti democrático e quase estalinista corporativismo – e sobre ele laudatoriamente escreveu.
Lá está e não poderia faltar, envenenando o subconsciente, com o estafado epíteto de “estalinista” da sua matriz anti-comunista primária.
Salazar que se bateu contra os americanos por serem democratas e, por tal, delapidadores da “civilização ocidental”.
Não conhecia esta “pseudo” virtude a Salazar.
Bateu-se contra os americanos??? Por serem delapidadores da “civilização ocidental”???
Bastava ver o que recentemente os americanos fizeram no Iraque, berço da civilização ocidental, para me transformar num abnegado salazarista (O diabo seja surdo, cego e mudo !!!)
Salazar que fraudulentava as “eleições” que ia fazendo, que proibia partidos políticos, que não combateu, prendeu e torturou, somente os comunistas, (que raio quando paramos com este anticomunismo serôdio que só alimenta a ideologia comunista?), mas sim também, monárquicos liberais, republicanos conservadores, republicanos democrata cristãos, republicanos liberais, republicanos socialistas, ou os anarquistas e, claro, também tal qual Hitler, os “fascistas” ideólogos, já inúteis para o poder fascista.
Esta manobra de tentar fazer passar uma comparação entre o que se passou com os comunistas portugueses e o oportunismo com que os judeus utilizam para camuflar a barbárie que exercem sobre os palestinos, ao apoderarem-se do Holocausto, como uma tragédia que só vitimou os judeus, ao mesmo tempo que esquecem os comunistas, homossexuais, cristãos, ciganos, deficientes, etc., etc., demonstra a desonestidade intelectual deste cavalheiro.
1º Onde é que ele viu um texto de um camarada responsável, afirmar que só os comunistas foram perseguidos e torturados?
2º Alguém tem a menor dúvida que foram os comunistas portugueses, as vítimas que de longe, maior numero de mortos, anos de prisão e selvática tortura, tiveram ás mãos dos fascistas salazarentos???
3º Para se compreender a que ponto é revoltante, tentar diminuir os comunistas, na sua luta pela liberdade, emancipação dos povos e por uma nova sociedade sem exploração do homem pelo homem, sinto-me obrigado a fazer esta pergunta a esse mentecapto:
O senhor, que é professor de história, julgo eu, conhece algum martirológio que se compare de perto ou de longe com o que têm sofrido os comunistas em toda a História da humanidade???
Salazar que impôs à economia de mercado as inacreditáveis solicitações, de joelhos e com declaração anticomunista, para se ter autorização para abrir uma empresa, aos empresários e, assim, destruiu o sentido e a cultura de livre concorrência em Portugal, o que ainda hoje pagamos.
Confesso humildemente que não percebo nada do que ele está a dizer, porque julgava que só os funcionários públicos eram obrigados a fazer uma declaração anti-comunista prévia.
Nós sempre fomos empresários durante a ditadura salazarenta e nunca tivemos que assinar nenhuma declaração anti-comunista para exercer a actividade, independentemente de todo o tipo de perseguições de que fomos alvo de 1956 até 1974, mas por outras razões, evidentemente!
Salazar que beneficiava uns, os bons empresários, em detrimento de outros….
Ridícula afirmação!
Salazar só beneficiava quem lhe interessava, independentemente de ser bom ou mau empresário!!!
Salazar que não construiu portanto escolas, a não ser o mínimo necessário para uma elite que tinha como dever adorá-lo, tal como não construiu hospitais suficientes, nem estradas, ou pontes.
Esta ainda é mais ridícula!!!
As elites andavam em colégios particulares.
Era o que faltava as elites irem para as escolas oficiais onde andavam os filhos dos operários, trabalhadores rurais, vendedores ambulantes etc., etc.
Quando não haviam colégios na terra das elites, colocavam os filhos em colégios internos!!!
Salazar que impôs ao país, sem referendo, note-se, uma Guerra Colonial que o seu ministro da defesa recusava, ( e que por isso tentou um golpe de estado que só falhou porque os generais que inicialmente apoiavam o tal ministro da defesa foram cobardes e recuaram, obrigando o país a manter 14 anos de uma inútil guerra), quando todos os dirigentes nacionalistas estavam disponíveis para uma transição pacifica para as independências, (e viva Manuel Alegre e Abaixo os ditos militares, generais ou não, que o criticam e esquecem os seus antecessores que, traindo o seu ministro, impuseram uma inútil guerra Portugal e ao Império).
Olhem a confusão que vai nesta cabecinha “Salazar que impôs ao país, sem referendo, note-se, uma Guerra Colonial”
Por acaso, se bem me lembro o Bush também!!! Que grande maroto!!!
Onde é que se viu alguém declarar uma guerra, “QUE SE NOTE”, sem fazer primeiro um referendo???
Salazar que, por tal, delapidou uma incomensurável fortuna a Portugal, e a todos os PALOP.
Só uma incomensurável fortuna?
E os que morreram?....e os estropiados?.... e a fome, miséria e todas as restantes dificuldades que ainda estão e estarão a passar ???
E desanimado termina, depois de confessar:
Nada a fazer…
Estou a mais, porque não consigo entender a necessidade de branquear o filho do diabo que foi Salazar.

E segue-se uma série de razões para justificar porque sente que está a mais.
Nós interrogamo-nos sobre as razões de fundo, que estarão na base do abatimento deste cavalheiro.
Será que chegou á conclusão que a pouca diferença política dos tempos salazarentos, para as grandes massas trabalhadoras em termos de cidadania, se limitou ás liberdades e pouco mais???
Será o desânimo provocado por o PS se ter esquecido dele e ter sido excluído dos tachos que o seu partido tão profusamente distribuiu entre os militantes???
Será num milagre de lucidez, percebeu finalmente que a destruição do aparelho produtivo, a miséria e desemprego em que os portugueses se encontram, estão na razão directa da política de direita praticada desde 1975, com a obscena conivência principalmente do seu Partido (dito) Socialista,???
Será que em relação aos comunistas acha.... já que não podem ser exterminados, deviam persegui-los.

Persegui-los???
Então que outra coisa têm sido feita, senão isso?
Que outro significado pode ter o silenciamento, perseguições, tentativas de isolamento, descriminações, mentiras, traições, difamação e ofensas a que têm submetido ao Partido Comunista Português, às suas iniciativas e a muitos dos seus abnegados militantes?
Ele era fascista, totalitário, incompetente, destruiu o Império e ponto final.
Só por tal, ter destruído o Império, (ou já se esqueceram dos anos em que o Império soviético, a par com o americano, dominou os PALOP?), mereceria o nosso total desprezo

A destruição do nosso “Império” deve estar-lhe atravessada na garganta, mas para compensar …atira-nos com o Império Americano e de caminho, junta também com um Império soviético, porque é tudo a mesma coisa!!!
Acontece que nós, pobres iletrados, nem sabíamos que existia um império soviético!!!
Nós julgávamos que “soviético” era relativo a soviete e significava o órgão dirigente onde tinham assento os delegados dos camponeses e soldados, após a Grande Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, sendo posteriormente o superior órgão deliberativo da União Soviética.
Mas “tá bem”! Se o director pedagógico diz que era um império….quem sou eu para o desmentir!!!
Não fora Mário Soares, (e não Salazar) e não haveria esta réstia de Pátria que é a Língua Portuguesa que se chama Língua Portuguesa e que Fernando Pessoa recorda.
O senhor, não podia ter escolhido pior dia para fazer uma afirmação dessas.
Soube-se hoje, que a partir de agora até o nosso orçamento de Estado passa obrigatoriamente a ser aprovado préviamente, pelo o ECOFIN (ECOnomic and FINancial Committee), organismo da União Europeia, que é o Conselho de ministros da União Europeia, onde se reunem os ministros da Economia e das Finanças dos 27 Estados membros juntamente com o presidente do (BEI) Banco Europeu de Investimentos mais o presidente do BCE (Banco Central Europeu) e o comissário dos assuntos económicos da União Europeia.
Na prática o que vai acontecer será a Alemanha e a França a ditar as regras!!!
O que quer dizer que a partir de agora o nosso Parlamento e nossos deputados vão passar a ter menos trabalho e responsabilidade.
Quer-se dizer….cumprem as ordens vindas da União Europeia e pronto….não têm mais chatices!!!
Dou toda a razão ao excelentíssimo “director pedagógico”!!!.
É de facto devido a Mário Soares que só nos resta a língua Portuguesa e mesmo essa, não por muito tempo, pois a maioria esmagadora dos portugueses estarão em breve a falar Inglês, ou pelo menos espanhol, quando quiserem pedir esmola.
Por isso sinto-me, hoje, não mal, mas ainda pior.
Sinto-me a mais.
Joffre Justino
(Director Pedagógico)
Só agora! Então dê-se por muito feliz, porque a maioria do povo português há mais de trinta anos que se sente a mais, e por culpa principalmente, deste Partido Socialista!!!


terça-feira, 7 de setembro de 2010

HOJE É SÓ CONVERSA!!!
UMA HISTÓRIA Á MANEIRA DAS FÁBULAS DE FEDRO

Hoje o "power point" é “só conversa”, pela primeira vez.
Aliás bastante bem adequada aos intervenientes, que de concreto e positivo só têm conversa!


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É TUDO UMA QUESTÃO DE LATA!

A LATA DO BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS.


O Dr. Pedro Nunes, ilustríssimo bastonário da Ordem dos médicos, acusou o antigo ministro da saúde Correia de Campos, de ter um “grande lata”, por o acusar de ter conhecimento há quatro anos, dos casos do oftalmologista do Algarve e não ter feito nada, para interditar o referido clínico.
É bom recordar, que na clínica particular deste médico (diria antes pseudo-curandeiro), em consequência de uma simples operação às cataratas, cegaram quatro doentes., devido às deficientes condições em que tiveram lugar essas operações.
A pesar disso, esse pseudo-curandeiro, continuou a exercer medicina, de forma criminosamente incompetente e segundo o depoimento do Dr. Correia de Campos, por culpa exclusiva da Ordem dos Médicos que: “diz não ter meios financeiros para montar uma supervisão desses casos”.
No entanto, ainda segundo as palavras de Correia de Campos “têm recursos financeiros imensos que lhes permite ter sedes óptimas, um restaurante de luxo numa delas e oferecer viagens”
Eu julgo que com dirigentes destes, exportar lata, talvez fosse uma saída para a crise.
Tanto um como outro, embora por razões diversas, têm uma lata que nunca mais acaba.
Junte-se a eles o nosso primeiro-ministro e digam lá se não poderíamos criar uma indústria de exportação de lata, com mais matéria-prima, que os árabes têm de petróleo???

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A BELA NATUREZA

Colocamos intencionalmente este belo “power point”, para compensar a miserável sensação de revolta e indignação, que nos levou a escrever o texto que se segue a esta apresentação.
Para os milhares de desempregados vão os nossos pensamentos, e a memória das sábias palavras ouvidas um dia a Jerónimo de Sousa: "Quem luta pode não ganhar! Mas quem não luta, perde sempre!!!."
Gozemos entretanto algumas das boas coisas que a vida ainda nos proporciona…. belas imagens e bela música.


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QUE TODO O MUNDO LEIA

O REFLEXO DO QUE PENSAMOS,

NA BOCA DE QUEM SABE!!!

A seguir a este texto, reproduzimos um artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no jornal “Público”, que é o retrato da sociedade portuguesa e reflecte a realidade de uma sociedade perturbada e doente.
A manipulação obscena, que o poder público tem feito da situação, suscita a quem tem um mínimo de sensibilidade e sentimentos, uma sensação de revolta de tal dimensão, que transforma a sua frustração num ódio visceral á política e aos políticos, que lhes rouba a racionalidade.
É com isso que contam os responsáveis pela catastrófica situação actual, na medida em que deixando cada um sentir na pele a trágica dimensão da sua situação, levá-lo a pensar que está sozinho e como tal não tem alternativa, roubando-lhe dessa forma forças e discernimento para procurar encontrar uma saída.
Mas há solução!!!Há uma solução!!!

REFORÇAR O PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS!!!
Sendo o PCP o partido da classe operária e de todos os trabalhadores, é a forma organizativa das massas populares, de quem só tem para vender a sua força de trabalho, quer seja manual ou intelectual.
Os que não podem contar com ele, são os que vivem de explorar essa força de trabalho, os corruptos, os que vivem da exploração e especulação financeira.

Todos os que dominando os poderes públicos, e os “ mass média”, pretendem a todo o custo isolar o Partido Comunista Português, negando-lhe tratamento igual aos outros partidos e tudo fazendo para o isolar, não permitindo que se dê notícia das suas iniciativas, das suas posições, dos honrados e nobres princípios que defendem.
Se alguém que me esteja a ler, considerar estas afirmações exageradas, experimente a comprar ou consultar um dia o jornal “Avante” e verá todas as semanas a penúltima e muitas vezes até antepenúltimas páginas desse jornal, cheias de pequenas informações das variadíssimas iniciativas levadas a cabo por todo o país.
Depois confira a divulgação dada pelos média e terá uma prova da criminosa atitude discriminatória de que é vítima o PCP.
Mas, para além da manipulação, há um elemento incontrolável pelos reaccionários, que é a inteligência e lucidez das pessoas, que a pouco e pouco vão ultrapassando as barreiras que os reaccionários obscurantistas procuram colocar no seu caminho e que permitiu por exemplo que este ano se inscrevessem como militantes do PCP, 1200 jovens com menos de 40 anos.
Isto é um bom sinal!
Isto é uma grande esperança que nos faz rir e considerar caricato algumas das manifestações que os reaccionários conservadores utilizam para manter uma resistência mental aos superiores desígnios dos comunistas.
Embora diversificada e numa versão moderna o velho slogan: os comunistas “comem as criancinhas e matam os velhos com uma injecção atrás da orelha”, encontra nas várias modalidades de desinformação que utilizam, formas mais modernas e sofisticadas dessa velha prática.
Umas vezes de forma elaborada, utilizando o testemunho manipulado de organismos oficiais, outras forjando falsas estatísticas iludindo a realidade, outra publicando ou fazendo vergonhosas pressões, para manter uma cerrada desinformação sobre o PCP , outras que pretendendo ser subtis, se tornam caricatas e ridículas.
Um bom exemplo deste ultimo caso, foi o noticiário da meia noite de ontem da Antena Um.
Para justificar o engarrafamento monstruoso que se fazia sentir a partir da meia-noite do Fogueteiro até Almada, numa distância de 17 Kilómetros, a locutora, para diminuir o impacto do extraordinário êxito que tinha tido a Festa do Avante, deu como justificação para este excepcional engarrafamento em primeiro lugar o facto de ele se ter ficado a dever: ao regresso de férias de veraneantes do Algarve ao que se "juntou", o “encerramento da Festa do Avante”.
Quem assistiu a que pacientemente milhares e milhares de conductores, levassem horas e horas para conseguir abandonar os numerosos parques de estacionamento da Festa do Avante, enchendo e esgotando completamente a capacidade de escoamento das estradas e nomeadamente da auto-estrada do Sul entre o Fogueteiro e Almada, sentiria como nós sentimos que era absolutamente ridículo, dar ênfase ao regresso dos veraneantes algarvios, como factor principal ou pelo menos destacado, daqueles monstruosos engarrafamentos.
Mas enfim, não há dúvida que estamos num pais surrealista, em que a realidade é tão grosseiramente manipulada, que consegue colocar na boca do primeiro-ministro, diariamente, sinais de avanços económicos, eventuais melhorias nos índices de desemprego, desenvolvimento de exportações e novas indústrias, aumento nas visitas dos turistas, progressos nos índices inflacionários, tudo na maior parte das vezes, melhor ou igual ao que têm conseguido os outros países da União Europeia.
É olhando a tanto progresso, que não se consegue perceber como a destruição do sistema produtivo e o sistemático desregulamento do mercado laboral a que tão porfiadamente se têm dedicado, consegue metamorfosear-se nesse quimérico discurso.
As verdadeiras consequências desta trágica situação, reflecte-se gravemente em Portugal apresentar os mais elevados índices de doenças psiquiátricas da União Europeia.
Não é por acaso que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população.

O resto é demagogia, populismo, mistificação, ou simples astúcia.
Um estudo sobre “A saúde mental dos portugueses”, feito pelo médico psiquiatra Pedro Afonso que há pouco tempo foi publicado no jornal “Publico” e cuja transcrição fazemos a seguir, demonstra á saciedade porque classificámos de surrealista este país.



A SAÚDE MENTAL DOS PORTUGUESES

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.
Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres umanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa,
deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família.
Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três
anos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ESTÁ PREVISTO PARA 2014!!!

EIS O QUE NO FUTURO IMEDIATO OS
ECRANS TÁCTEIS
NOS RESERVAM

Em breve os ecrãs tácteis terão características tão fabulosas que certamente irão modificar a forma como organizamos a nossa vida.

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

O DISTRITO DE LEIRIA

Aproveito a circunstância de ter passado alguns dias de férias nas belas praias de Peniche, para publicitar alguns dos belos lugares deste distrito.
As finíssimas areias das praias de Peniche Norte, bem como a suave inclinação e prolongada extensão das suas praias, faz com que sejam o ideal para as crianças se banharem em completa segurança, em qualquer fase da maré.
As sucessivas ondas que apaixonam os adeptos do “Surf”, permitem ás crianças brincarem igualmente na sua rebentação, sem qualquer perigo, fazendo por isso ultrapassar as friagens normais daquelas águas, com uma reacção saudável e divertida.


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FILOSOFIA PARA A VELHICE

Recebi este “ power point” de um amigo e camarada, que muitos outros têm enviado.
Inicialmente pensámos que era mais uma das imensas apresentações, que correm na Net, abordando temas sobre o amor, amizade, lealdade, religião etc., numa linha de trabalho, que certamente é de inspiração ou orientação religiosa.
Caracterizando-se essas apresentações sistematicamente, por uma dose de ingénua hipocrisia, sob a batuta do frei Tomás, “Faz o que ele diz, não faças o que ele faz”, dá perfeitamente para perceber, uma intencional manipulação dos sentimentos de cada um e como tal consideramos uma perda de tempo ler ou sequer ver essas apresentações até ao fim.
Esta apresentação é surpreendentemente diferente!
Filosofando sobre a evolução do ser humano, caracteriza-o de forma tão terna e sensibilizante, que acabamos por não resistir e dedicar um tempo de meditação, á forma original como discorre sobre o tema.
Nós apreciámos e esperamos que você também!


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GLOBALIZAÇÃO

UM ARTIFÍCIO PARA O DOMÍNIO MUNDIAL

O Capitalismo tem nas massas esclarecidas, um adversário inultrapassável e invencível.
Como sistema injusto, corruptor e imoral que é, o tempo corre a favor de facilitar o esclarecimento das populações dessas suas características.
Mobilizam-se contra ele em primeiro lugar as vanguardas militantes, os mais lúcidos e esclarecidos cidadãos, seguidos das multidões vítimas do sistema, quer por consciência de classe, cultura, ou formação moral e finalmente os que se sentem incapazes de aceitar por muito mais tempo a neutralidade, perante a violência e a injustiça que o sistema promove e os perigos que a sua manutenção engendra, até para a própria sobrevivência da sociedade humana.
O melhor sinal que esta realidade é tida em conta, pelos principais responsáveis do Sistema Capitalista, são os preparativos militares que os Estados Unidos e seus aliados promovem, na previsão das dificuldades que o futuro lhes está a preparar. Europa que durante mais de 500 anos dominou o mundo, está em nítido declínio e a geoestratégia dos Estados Unidos passa por desenvolver planos e acções militares não só para ocupar o lugar que está a ser deixado vago pela Europa, como para estender esse domínio a todo o mundo.
Há desse lado do Atlântico quem sonhe e afirme, que e o Império Norte-americano irá dominar o mundo, pelo menos nos 500 anos que se seguem.
Quando ouvimos isto, na boca de alguns dos mais altos responsáveis dos Serviços de Inteligência dos Estados Unidos e não só, vêm-nos imediatamente á memória o Reich dos Mil Anos, proclamado por Adolf Hitler.
É um facto que modestamente só exigem metade da duração que o “Big boss nazi” propunha.
Fica-lhes bem essa humildade que compreendemos, mas mesmo assim consideramos que estão a ser muito optimistas, ou então não percebem nada da natureza humana.
Dando de barato, que sabendo pela História e por muita experiência própria, as imensas dificuldades de que sempre se reveste a ocupação militar de um qualquer território, contra a vontade da sua população, o imperialismo norte-americano, procura ultrapassar essas dificuldades, criando condições para incendiar as rivalidades que existem entre povos, acicatar divergências religiosas ou os nacionalismos espúrios.
Ouvi há pouco dizer um chamado politólogo internacional, que em nenhum oceano, se pode já hoje “velejar”, sem autorização dos Estados Unidos.
Uma característica essencial da geoestratégica a longo prazo da política imperialista norte-americano é fomentar e intervir em conflitos regionais, o tempo suficiente para impor as orientações políticas e económicas que defendam os seus interesses vitais e as dispensem de ter de impor uma longa ocupação militar, que alem do mais serviria para esgotar os seus recursos humanos.
Quanto á questão dos recursos financeiros é fácil! Aumenta-se o deficit imprimem-se os dólares necessários.
O único pequeno problema que se coloca, é depois fazer o resto do mundo pagar para lhes dar cobertura, tal como aconteceu, com a grande crise financeira do “Subprime “, desencadeada a partir de 2006 e que todos nós principalmente os europeus, estamos ainda hoje e por muito mais tempo, a sentir na pele.
As orientações que sempre acabam por ser dadas aos militares americanos após uma ocupação militar, são de criar condições para colocar no poder forças amigas e necessariamente corruptas, que lhes permita abandonar em parte o território, mas que continuem defendendo os seus interesses estratégicos, a troco de alguns milhões de dólares.
O osso mais duro de roer que ultimamente se apresentou aos Estados Unidos, é o Irão.
Desde sempre os Estados Unidos não viram com bons olhos, o aparecimento na região de uma potência forte, capaz de enfrentar os seus interesses.
Este facto está a levar a um assustador aumento da tensão mundial, na medida em que este país alem de ser um dos maiores produtores de petróleo, tem uma força militar poderosa e uma larga influência no mundo árabe.
Sustentar uma invasão e uma ocupação neste país, não será naturalmente uma pêra doce, semelhante ao que aconteceu no Iraque ou no Afeganistão.
Acontece que ainda por cima, se está a socorrer do seu aliado preferencial que é Israel, envolvendo-o nas manobras militares que preparam um ataque ao Irão e correndo o sério risco de incendiar todo o médio oriente muçulmano.
É um facto, que os Estados Unidos mais não estão a fazer que levar Israel a pagar a factura, que os americanos têm pago desde sempre, para sustentar o artificial estado de Israel, que mais não é do que uma testa de ponte que tem permitido aos Estados Unidos, manter os países árabes, sobretudo os produtores de petróleo, em respeito e divididos.
Agora é o Irão, mas não tardará a ser a Turquia, país que não entrando na União Europeia, a sua larga e importantíssima influência na região e o facto de se estar a tornar numa grande potência, numa zona estratégica essencial para os interesses dos Estados Unidos, certamente irão levar mais tarde ou mais cedo este país a virar-se contra a Turquia, se entretanto não se tiverem criado outras soluções para o mundo e para os povos.
Para se aperceber da verdadeira dimensão do perigo que os Estados Unidos como testa de ferro do Capitalismo Internacional, actualmente constitui para a humanidade e de quanto discretos e parcimoniosos fomos sobre o tema, neste artigo que acabamos de escrever , aconselhamos complementar esta leitura com um artigo de Michel Chossudovsky com o título “ Preparar a III Guerra Mundial” “Objectivo Irão”publicado em “O Diário. Info” no passado dia 24 de Agosto, que muito melhor do que nós seríamos capazes de fazer, nos demonstra a real dimensão dessa ameaça.
No fundo o que pretendemos foi dar a nossa opinião, sobre a base em que assenta a nossa profunda convicção, que o Capitalismo tem os dias contados, e que estas expressões totalitárias, são o estertor que há-de levar os povos a procurar novas vias, revolucionárias, para criar uma nova Sociedade pacífica, fraterna e solidária, para que se cumpra o destino do homem , que é apesar de tudo é:

SER FELIZ

Pode também ler o artigo “ Preparar a III Guerra Mundial” “Objectivo Irão” de Michel Chossudovsky clicando AQUI

terça-feira, 24 de agosto de 2010

AS MAIS BELAS IMAGENS

Por favor, esqueça por momentos os seus problemas e aprecie as belas imagens e a bela música, deste "power point".
A vida oferece-nos momentos de beleza que não devemos desperdiçar, porque eles muitas vezes constituem o tónico que nos ajuda a perceber que pequenos momentos de felicidade, estão muitas vezes ao nosso alcance.
É só preciso exercitá-los!!!

PORTO

DEPOIS DOS ENCANTADORES VINHEDOS DO DOURO, O MARAVILHOSO BAIRRO DA RIBEIRA

Lembramos que no passado dia 19, a propósito do texto sobre o vinho do Porto, apresentámos um deslumbrante “power point” sobre as paisagens do Douro vinhateiro.
Hoje mais do que falamos…mostramos a Ribeira do Porto, a Ribeira das vielas onde o sol tem dificuldade em entrar de tão estreitas, onde pelas imagens, se reavivam as memórias da Idade Média.
Esta notável apresentação que nos mostra alguns detalhes da Ribeira, dá-nos dessa zona da cidade imagens surpreendentes.
Sinceramente das poucas vezes que passámos pela zona ribeirinha, nunca nos apercebemos das maravilhosas potencialidades demonstradas nesta apresentação e se for, como nós, um passante distraído pela Ribeira do Porto, veja o que temos estado a perder.


NESTE LINK

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NOAM CHOMSKY

E A ESTRATÉGIA DE MANIPULAÇÃO MEDIÁTICA

A manipulação das massas, tem na actualidade regras científicas, altamente sofisticadas.
O Capitalismo, ao serviço do qual elas são normalmente aplicadas, encontra na utilização prática dessas regras alguns obstáculos, na medida em que alguns homens da ciência as vão denunciando, permitindo assim criar antídotos para os seus aspectos mais gravosos.
A primeira regra a respeitar nesta frente de luta é, sempre que tal chegue ao nosso conhecimento, denunciar e esclarecer essas metodologias e as intenções que lhes estão subjacentes.
É nesse contexto que nos permitimos colocar neste Blogue, uma verdadeira lição sobre a matéria, de autoria do conhecido linguista Avram Noam Chomsky, intitulada “as 10 Estratégias de Manipulação Mediática”.
Permitimo-nos chamar a vossa particular atenção, para a afirmação que ele faz na 7ª questão, onde diz “ Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão”sintéticas expressões que desenvolvemos no artigo que publicámos neste Blogue no passado dia 1 de Agosto, sob o título “POSTOS DE TRABALHO, A CENOURA QUE O CAPITAL ACENA AOS TRABALHADORES”




NOAM CHOMSKY
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AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MEDIÁTICA


1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas’) ".

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. Por quê? "Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneçam impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas’)

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema económico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua acção. E, sem acção, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

FAROL DO BUGIO

Torre do Bugio, Forte São Lourenço do Bugio
ou Forte da Cabeça Seca

O nome por que é mais conhecido (Farol do Bugio) vem do francês “bugie” que significa vela.
De facto o aspecto deste farol, tem tudo a ver com uma vela enfiada no respectivo castiçal.
Imagem característica da entrada do Tejo, alem de servir de farol para a navegação, fazia parte da defesa da cidade de Lisboa, de referência para a entrada de navios e também serviu de prisão de carácter político, embora durante muito pouco tempo.
Tempos houve, em que da Cova do Vapor se ia a pé até ao farol, na maré baixa, onde se podia assistir á missa.


NESTE LINK

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AS PRINCIPESCAS REFORMAS
NA UNIÃO EUROPEIA

O texto que se segue é a tradução em extrato do que de mais significativo é dito, no texto original que pode ler
AQUI

Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da EU!!!.
Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês.
Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha...) receberão da Europa uma prenda de ouro para se aposentar.
Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro.
A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!"
É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia ....
Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos ...Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.
Vejamos! Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 € / mês.
O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos)..
O seu colega, Peter Hustinx, acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado. Após 10 anos, ele terá direito a cerca de € 9 000 de pensão por mês.
Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio:
1. Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá € 12 500 por mês de pensão.
2. Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, € 12 900 por mês.
3. Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 € / mês.
Consulte a lista AQUI
No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário
Basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa
Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc.
Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos... De quem estamos falando?
Mas o pior ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma.
Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte ...
Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 € / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações... É uma pura provocação!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

CARROS ELÉTRICOS

Que o futuro dos transportes assentará essencialmente, na energia eléctrica, restam poucas dúvidas.
As histórias que neste “power point “ se contam, parecem-nos exageradamente romanceadas.
Mas o diabo tece-as ……e o Capitalismo não olha a meios para obter os seus fins!!
Mas essa é outra história, em que não só acreditamos, como temos a certeza absoluta que assim é!!!

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A GASOLINA

UMA ESPÉCIE DE SERMÃO DE
SANTO ANTÓNIO AOS PEIXES

Não somos especialistas em matérias petrolíferas, mas a prática da vida garanto-nos que estamos a ser muito enganados.
Numa perspectiva meramente técnica, escapam-nos os argumentos de que a “Comichão Reguladora” se serve, para camuflar a realidade.
Por outro lado, a avaliação que o socrático governo faz, ao não denunciar e pôr cobro este escândalo, leva-nos a pensar que muito do euro que todos pagamos, deve estar a escorrer na má consciência de alguns, para os bolsos sem fundo de corruptos.
Pelos números
AQUI apresentados e facilmente comprováveis, o economista Eugénio Rosa prova tecnicamente que estamos coberto de razão.


VINHO DO PORTO

O LADO OCULTO DESSE PRECIOSO NECTAR

Quando vi e ouvi pela primeira vez o “power point” que apresentamos no fim desta texto, confesso que achei inadequado o fundo musical de Vangelis.
Pareceu-me que estaria mais indicado uma xula rabela, um vira, ou até qualquer uma outra expressão musical do riquíssimo folclore nortenho, dado o tema principal serem os vinhedos do Douro.
Até meados do século XIX, altura em que a praga de filoxera exterminou a quase totalidade das vinhas portuguesas, os vinhedos do Douro na época, eram na sua totalidade, propriedade da coroa, das ordens religiosas ou da nobreza local.
Aproveitando a ruína provocada pela praga, os ingleses e a burguesia endinheirada apoderaram-se da produção de vinho do Porto.
A beleza das encostas do Douro, é a expressão acabada do valor da mão-de-obra do povo trabalhador, que em gerações e gerações de trabalho quase escravo, produziram aquelas maravilhas.
Como recompensa do seu esforço, esse povo apenas teve direito a sobreviver, numa miséria disfarçada pela alegria, vivacidade e ritmo do seu folclore.
Com o desenrolar da apresentação, pensamos que talvez no consciente do autor estivesse a vontade de expressar musicalmente o retrato dramático desse esforço, a dureza do trabalhar aquelas fragas de xisto, para no fim os patrões lhes arrancarem o precioso néctar que é o vinho do Porto e que tanta fama (e proveito!!!) lhes deu em todo o mundo.
Na verdade os viras ou as xulas, só serviram para aqueles trabalhadores terem uma porta de saída, onde encontraram e puderam expressar a sua alegria de viver, fazendo com isso esquecer o drama da sua sobrevivência.

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

BARCOS À VELA

Hoje, porque o nosso veleiro SAGRES foi notícia, vem a propósito mostrar alguns concorrentes em beleza ao nosso esplendoroso navio escola.
Ao tentar aportar ao antigo território português de Macau, foi-lhe recusada a entrada, com o argumento de que era um navio de guerra.
Parece que para recusar a entrada ao navio português a autonomia de que goza Macau, é o factor decisivo. Curioso, para não dizer caricato argumento, quando alguém se atreve a incluir na classificação de “navio de guerra”, sem ser étimológicamente , com as potencialidades que têm alguns vasos de guerra, tais como os submarinos atómicos americanos.
É caso para pensar: Será que as autoridades de Macau estão a seguir o velho ditado “Cautela e caldos de galinha….”, não vão os portugueses quererem reaver á força..... o seu antigo território!!!

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UM TEXTO LINDO!!!

Publicado no “Diário de Notícias pelo jornalista FERREIRA FERNANDES

A SOLDADO DESCONHECIDA

Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos.
Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude.
Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas." Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar...
Aconteceu: Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça.
A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui.
Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.
Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?