Mensagem

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

CHARLES AZNAVOUR

Nos seus gloriosos 85 anos, ainda há pouco editou um novo disco, "Charles Aznavour & The Clayton-Hamilton Jazz Orchestra" onde segundo os críticos já não apresenta a mesma voz (Obrigadinho!!!), mas ainda tem uma grande dignidade.
Digam o que disserem os mais conceituados críticos, Charles Aznavour será sempre considerado o melhor cantor- interprete europeu.
Ao recordarmos os seus notáveis 65 anos de carreira, colocamos ao vosso dispor, a possibilidade de recordar alguns dos seus maiores êxitos, a que juntamos os nossos votos para que por muitos mais anos nos possa deliciar com a sua enorme qualidade, insensível aos críticos maliciosos, que não sabem reconhecer, que aquilo que perdeu em voz ganhou em maturidade interpretativa.

AS TRAPALHADAS DO MAGALHÃES


Assinado por António Ribeiro Ferreira, foi publicado um texto que em qualquer parte do mundo, daria lugar á queda do governo.
Mas aqui é Portugal!!!
Parece que a Assembleia da Republica está a tomar providências, criando uma Comissão de Inquérito, no sentido de esclarecer todos os aspectos mais escuros, desta manobra/trapalhada do governo de José Sócrates.
Só esperamos que não se fique pelas intenções e leve o caso até às últimas consequências.
Independentemente de não estar de acordo com algumas formas e expressões que o referido jornalista utiliza para denunciar as vigarices/manigâncias desta Fundação, a sua reprodução integral, tem como finalidade dar a conhecer todos os dados a investigar e que são relatados neste artigo.
DEIXO O TEXTO Á VOSSA ANÁLISE:

OFFSHORE SOCIALISTA

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

A última novidade do Governo socialista do senhor presidente do Conselho é uma coisa chamada Fundação para as Comunicações Móveis.
Esta entidade, cozinhada no gabinete do ministro Lino ex-TGV e ex-aeroportos da Ota e Alcochete, foi a contrapartida exigida pelo Governo a três operadores para obterem as licenças dos Telemóveis de terceira geração. É privada, tem um conselho geral com três membros nomeados pelo Executivo e um conselho de administração com três elementos, presidido por um ex-membro do gabinete do impagável Lino , devidamente remunerado, e dois assessores do senhor que está cansado de aturar o senhor presidente do Conselho e já não tem idade para ser ministro.
Chegados aqui vamos à massa. Os três operadores meteram até agora na querida fundação 400 milhões de euros, uma parte do preço a pagar pelas tais licenças. O Estado, por sua vez, desviou para esta verdadeira offshore socialista 61 milhões de euros. E pronto. De uma penada temos uma entidade privada, que até agora sacou 461milhões de euros, gerida por três fiéis do ministro Lino, isto é, três fiéis do senhor presidente do Conselho. É evidente que esta querida fundação não é controlada por nenhuma autoridade e movimenta a massa como quer e lhe apetece, isto é, como apetece ao senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui tudo é possível. Chegados aqui é legítimo considerar que as Fátimas, Isaltinos, Valentins, Avelinos e comandita deste sítio manhoso, pobre, deprimido, cheio de larápios e obviamente cada vez mais mal frequentado não passam de uns meros aprendizes de feiticeiro ao pé da equipa dirigida com mão de ferro e rédea curta pelo senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui é legítimo dar largas à imaginação e pensar que a querida fundação, para além de ter comprado a uma empresa uma batelada de computadores Magalhães sem qualquer concurso, pode pagar o que bem lhe apetecer, como campanhas eleitorais do PS e dos seus candidatos a autarquias, e fazer muita gente feliz com os milhões que o Estado generosamente lhe colocou nos cofres.
Chegados aqui é natural que se abra a boca de espanto com o silêncio das autoridades, particularmente do senhor procurador-geral da República, justiceiro que tem toda a gente sob suspeita. Chegados aqui é legítimo pensar que a fundação privada criada pelo senhor presidente do Conselho é um enorme paraíso fiscal, uma enorme lavandaria democrática.

DIREITO DE ACOMPANHAMENTO AOS UTENTES, NOS
SERVIÇOS DE URGÊNCIA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

A partir de Julho de 2009, após publicação no Diário da República nº 134 -1ª. Série de 14 de Julho de 2009 (Decreto-Lei nº 33), passou a ser permitido a entrada nos Serviços de Urgência do Serviço Nacional de Saúde a qualquer cidadão que vá a acompanhar um amigo ou familiar, independentemente do grau de parentesco.
Como se sabe, ainda há alguma resistência da parte dos seguranças, no sentido de não deixar entrar o acompanhante do doente.

Nessas circunstâncias, recomendamos que sempre que possível, se faça acompanhar de um fotocópia do Decreto-Lei que legisla sobre este tema e que pode extrair do anexo que colocamos no fim deste texto.
Desta forma, temos a possibilidade de complementar o apoio ao doente, e protegê-lo de qualquer comportamento menos correcto da parte dos serviços, que como sabemos infelizmente, não é caso raro.
Para se poder armar com o documento, que determina a legalidade desse direito


NESTE LINK

AZULEIJOS ESPANHOIS

Mais uma pequena demonstração do valor do azuleijo como elemento decorativo

AS RAZÕES DA CRISE E O

MAIS QUE ADIANTE SE LERÁ.....


“O MILITANTE” publicou um artigo de Carlos Carvalhas sobre a situação económica mundial, que reproduzimos na íntegra no “OLHAR À ESQUERDA - Desenvolvimentos”, a que poderá ter acesso no fim deste texto.
São impressionantes as afirmações deste economista.
Não só pela lucidez da sua análise, simplicidade da exposição e forma clara como nos faz perceber a gravidade da situação.
A clareza meridiana como coloca a problemática da crise mundial, as actuais relações de produção, a natureza do deficit americano e a posição da banca perante a crise mundial, são uma lição de inteligente perspicácia e chegam a tornar doloroso, como é possível aceitar que assim se continue.
É um artigo fundamental, para compreender os mecanismos desta crise que avassala o mundo e em que medida ela é da inteira e exclusiva responsabilidade dos Estados Unidos.
O capitalismo utiliza o Sistema, para manter o domínio económico e financeiro, baseado no artifício de manter o dólar, como moeda de referência Mundial.
Qualquer cidadão consciente, que entenda as bases em que o capitalismo faz funcionar o Sistema, percebe que está a entregar o resultado do seu esforço laboral, através de um código elaborado pelo capitalismo, representado pelo “dinheiro”, cuja única justificação, é representar a vantagem, de não ter de ir ao mercado comprar a comida da família e ter de levar uma ovelha, um porco ou uma vaca, para compensar o que comprou.
Vejamos muito resumidamente a última etapa da manobra capitalista para dominar o sistema de trocas.
Essa ultima fase que estou a referir, pode-se considerar que começa em 1944, a partir do Tratado de Bretton Woods, onde foram estabelecidos os parâmetros em que se iriam processar as relações comerciais internacionais.
Os Estados Unidos como potência dominante na época, acordou com os 44 países mais industrializados, estabelecer o dólar com a referência mundial, para poder tornar viável, a equiparação entre as várias moedas nacionais.
Em troca acordaram, que por cada 35 dólares que fosse apresentado á Reserva Federal americana, os Estados Unidos entregariam ouro equivalente a uma onça Troy.
Acontece que em 1971, Richard Nixon mandou às ortigas esse acordo, deixando de fazer a correspondência entre o dólar e o ouro, como fora acordado em Bretton Woods e passou a imprimir as notas sem a respectiva caução em ouro, que garantia a paridade efectiva do dólar.
Está visto que a partir daí, era só imprimir os dólares necessários para pagar os deficits da balança de pagamentos americana, que hoje é incontrolável e está na génese da crise mundial, que todos somos chamados a pagar.
Para se fazer uma ideia da evolução da situação, basta ver o valor das cotações do ouro nestes últimos anos.
1944-35 Dólares por uma onça (Acordo de Bretton Woods)
2009-1217 Dólares por uma onça
Se a isto juntarmos o facto de já andar em circulação, cinco vezes mais dólares do que o total da produção mundial , então começamos a entender a que ponto vai a exploração capitalista.
A manutenção da hegemonia mundial do dólar é uma fatalidade tão evidente, que a China, Rússia, Brasil, India etc., estão a diversificar o pagamento das matérias-primas e produtos exportados, não só em moedas e outros valores que não o dólar e a comprar quantidades imensas de ouro, para consolidar as suas reservas financeiras.
No que diz respeito a Portugal em particular, o problema é de outra natureza e ainda mais grave, porque assenta no facto de ter sido destruído o nosso aparelho produtivo, tornando o nosso país, absolutamente dependentes das importações. Não tendo um modo de produção que compense, o nosso deficit aumenta diariamente de uma forma astronómica.
Não há remédio para o deficit, enquanto não aumentarmos a “nossa”capacidade produtiva.
Fala-se muito em investimento estrangeiro, para aumentar os postos de trabalho, mas é preciso ter em atenção, que quando estamos a resolver o problema do desemprego, com esse investimento, não podemos esquecer que as mais-valias vão directamente para os bolsos desses capitalistas, tal como já hoje acontece, em que se dá a saída de milhares de milhões de euros em lucros, dividendos, royalties, para compensar o capital estrangeiro investido.
De tudo isto nos fala Carlos Carvalhas de uma forma extremamente pedagógica.
Vejamos então na íntegra esse importantíssimo artigo, desse extraordinário economista.
CLIQUE
AQUI

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A OPERA DE PARIS

Um dos mais espectaculares edifícios de Paris, é a sua Ópera.
Com uma beleza e riqueza no seu interior pouco conhecidas dos portugueses, mesmo de muitos daqueles que já foram aquela cidade, capital da da arte e da cultura.

O AQUECIMENTO GLOBAL

Embora sabendo que alguns dos leitores deste Blogue, serão eventuais leitores do “Resistir.info”, não podemos deixar passar a ocasião para chamar a atenção daqueles que não tiveram ocasião ler um importantíssimo artigo, que sobre o tema do aquecimento global, ali foi publicado e ao qual damos acesso no final deste texto.
Raramente a pressão dos média se fez sentir com tanta intensidade, como a que tem desenvolvido na defesa da tese dos perigos que representa para a sobrevivência da humanidade, o aquecimento global da terra, que actualmente se está a verificar.
Torna-se difícil a qualquer cidadão que não tenha conhecimentos científicos específicos, perceber que não é exactamente assim, dado o alarme generalizado e quase coincidente, com que se têm noticiado fenómenos climatológicos invulgares, cujas origens são atribuídos a esse aquecimento.
Algumas organizações não governamentais (ONG’s) e outras forças populares, têm concorrido para adensar este clima de medo, o que torna muito difícil aceitar os argumentos científicos e históricos que garantem exactamente o contrário, dessa aparente evidência.
Pela importância e dificuldade generalizada de dar a conhecer o ponto de vista científico, que se opõe á tese muito vulgarizada de que a terra está a ter um aquecimento descontrolado, além da resistência que se verifica em se discutir seriamente esta questão, sentimos que é muito útil reproduzir aqui o referido texto.
Não somos especialistas na matéria, mas como cidadãos conscientes, temos acompanhado a discussão com uma particular atenção e chegámos á conclusão que os argumentos que defendem o aquecimento global são um bluff, que só interessa ao Capital.
Não é exclusivamente baseado no facto, das medidas que se estão a propor e a realizar para diminuir o “dito”aquecimento global, terem como consequências objectivas a produção de fabulosos lucros para capitalistas, que nos impressiona. Embora não seja um argumento despiciendo, antes pelo contrário, não justifica só por si, a nossa oposição a todo este alarme.
A nossa esperança, é que a força dos argumentos científicos e a memória histórica, que se opõe á tese da catástrofe eminente, sejam suficientes para convencer as populações e os governos da trama que o capitalismo está a urdir, para aumentarem os seus escandalosos benefícios.
Para ler o artigo referido no início, basta clicar
AQUI

domingo, 13 de dezembro de 2009

NAVIOS SEMI-SUBMERSÍVEIS

O “power point de hoje não justifica nenhum comentário, na medida em que todos os que se pudessem ou devessem ser feitos, estão inseridos na própria apresentação.
Só me resta esclarecer, que se trata de um hino á capacidade humana e á tecnologia.

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SUSAN BOYLE

Um querido amigo enviou-me um email com um anexo, que falava de Susan Boyle.
Pensei tratar-se de um vídeo muito vulgarizado no Youtube e que revelou ao mundo o talento de uma humilde senhora, dona de uma voz invulgar e que é hoje estrela maior do firmamento internacional.
Nessa ocasião tive a felicidade de assistir a esse espectáculo e fiquei extremamente emocionado com o caso.
Milhentas vezes tive ocasião de o rever, de modo que foi com alguma displicência que me propus visionar o vídeo mais uma vez.
Para minha enorme surpresa o anexo do email, afinal não era um vídeo, mas um “power point” e continha não só a história das condições em que a magnífica Susan Boyle , se tinha revelado, como também derivava para uma brilhante reflexão sobre a importância de alguns valores humanos, tais como a humildade , a solidariedade e a felicidade. .
Espero que gostem e se surpreendam tanto como nós nos surpreendemos.
Como seria autêntica, bela, solidária e feliz a espécie humana.


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sábado, 12 de dezembro de 2009

SONDAGEM AO GOVERNO

Excepcionalmente em vez de um “Power Point do dia”, colocamos esta sondagem, na intenção de dar algum ânimo, antes da leitura dos textos que se seguem, e que infelizmente são o retrato fiel de alguns aspectos da corrupta vida política portuguesa.

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MAIS UMA VEZ

A “FACE OCULTA”

Maria José Morgado, bem vai avisando que de vez em quando se vai agitando a bandeira da luta contra a corrupção, na intenção de ir mantendo tudo na mesma.
Bem sabemos que este governo tomou posse há pouco tempo e como tal deveríamos considerar que ainda devia estar em estado de graça.
No entanto como as figuras novas são pouco mais que decorativas, na medida em que o antigo núcleo forte se mantém, julgamos ser oportuno fazer uma análise, no sentido de irmos formando uma opinião sobre o que pensamos da sua capacidade de alguma vez estas “trupes” que tem governado o país estejam interessados de facto em lutar contra a corrupção como primeiro passo para resolver os problemas que têm sido criados ao povo português.
É curioso que, se bem me lembro, como diria o saudoso Vitorino Nemésio, que tem sido sempre os dois partidos, PS e PSD, que alternadamente se sucedem no poder, que têm esgotado as possibilidades levar á prática essa luta, independentemente das promessas feitas em campanhas eleitorais.
Desde sempre tem vindo a lume, casos de personagens ilustres que com actos de corrupção, vão enchendo os seus bolsos e o de familiares e amigos.
Há uma classe de indivíduos, que sendo obrigado a considerar povo, de povo só têm o sangue que têm sugado aos trabalhadores, como autênticos vampiros que são.
Para esses, este jardim á beira-mar plantado, é um verdadeiro paraíso, que lhes permite uma vida de luxo á custa da desonestidade política, manipulação da informação e corrupção, que graça impunemente.
Não há um só português que não tenha na sua memória o conhecimento de manobras que às ocultas permitem esse “gajos” encherem os bolsos.
Sobre este tema e a caracterização de alguns dos intérpretes políticos que nos arrastaram para esta situação, são superiormente referidos por Mário Crespo no artigo publicado no Jornal de Noticias sobre o título “OS INTOCÁVEIS”, que publicamos a seguir.






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OS INTOCÁVEIS

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.







quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

MOSTEIRO DE TAUNG KALAT

EM MYANMAR (BIRMÂNIA)

Se há lugares exóticos que merecem ser divulgados, este é um deles.
O potencial que uma bonita paisagem encerra, é aproveitado muitas vezes para se fazer “Power points”, por vezes encantadores.
Este alem da bonita paisagem, e da música adequada ao exotismo do tema, tem a virtude de nos mostrar alguns promenores de lugares longínquos e de tradições populares que normalmente nos são estranhas.


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LINGUAGEM DE CARROCEIRO

NOVO LÉXICO PAR “A”LAMENTAR

O ex-ministro da economia Manuel Pinho, mais conhecido por “Tino/Lino” ou “Tino e Lino”, certamente não inaugurou o campeonato da ordinarice na nossa Assembleia da Republica, quando num elegante gesto “a duas mãos”, denunciou a companheira do deputado comunista Bernardino Soares de decorar a testa do marido, com dois corninhos.
Eu digo corninhos, porque os dedos que materializaram a imagem, nem sequer eram os maiores, porque se assim fosse, o esforço de os espetar, seria susceptível de ser interpretado como querendo dizer que o deputado só pensava em sexo, antítese de lhe chamar corno, que no fim era a sua intenção.
A versão mais nobre do vernáculo, inerente á função dos deputados da direita parlamentar, foi enriquecida com novos insultos.
A partir de agora, pode-se chamar palhaço a um deputado qualquer, por sugestão de Maria José Nogueira Pinto, do PSD.
Ricardo Gonçalves, deputado do PS, agradece, porque considerou um elogio.
É na sequência desta generosidade, que Maria José Nogueira Pinto, achou por bem dar cobertura legal á situação, considerando as continuas afirmações de Ricardo Gonçalves, cobertas pelo estatuto de inimputabilidade .
Vejamos o alcance desta acusação!!!

DECRETO-LEI Nº48/95 DE 15 DE MARÇO do CÓDIGO PENAL

Artigo 20.º

Inimputabilidade em razão de anomalia psíquica

1 - É inimputável quem, por força de uma anomalia psíquica, for incapaz, no momento da prática do facto, de avaliar a ilicitude deste ou de se determinar de acordo com essa avaliação.
2 - Pode ser declarado inimputável quem, por força de uma anomalia psíquica grave, não acidental e cujos efeitos não domina, sem que por isso possa ser censurado, tiver, no momento da prática do facto, a capacidade para avaliar a ilicitude deste ou para se determinar de acordo com essa avaliação sensivelmente diminuída

Está tudo dito!!!
Para responder á letra, mas com “elevação”, entendeu Ricardo Gonçalves sair da área do Direito Penal, para entrar no da Economia Pura e acusar a sua adversária, “de se vender por qualquer preço”.
Esta acusação não veio por arrasto para recordar Daniel Campelo e o caso do queijo limiano, mas foi inspirada certamente no tradicional comportamento político da saltitante e momentânea opositora, Maria José Nogueira Pinto.
O único inconveniente que esta posição tinha, era antagonizar não só uma potencial futura aliada, ou mesmo quiçá, uma futura colega de partido, mas também poder criar um grande desconforto, entre a generalidade dos seus colegas de bancada, por enfiarem a carapuça.
Entretanto para não deixar os créditos por mãos alheias, o deputado Rui Prudêncio igualmente do PS, “Prudentemente” sugeriu uma nova patologia para os deputados opositores da “Oposição, (perdoem-me a cacafonia).
Afirmou peremptoriamente, que os considera ….. esquizofrénicos (certamente com excepção feita, aos do seu partido) o que, tendo em conta que só 1% da população sofre desta doença, faz com que ser deputado da oposição, exige uma selecção muito limitada, muito selectiva, e diria mesmo, clinicamente muito refinada.
Para “memória futura” (adoro esta linguagem jurídica) não podemos esquecer as novas modalidades de linguagem utilizada pelos líderes do Partido Socialista e PSD na sessão da Assembleia da Republica.
Manuela Ferreira Leite acusa Sócrates de ser um “inconsciente” no cargo que desempenha.
José Sócrates vinga-se ferozmente, dizendo á sua interlocutora que a considera indigna (ipsis verbis) e que “a sua actuação, degrada a vida política nacional sendo que a sua linguagem é infamante!!!”.
Se calhar também estava a pensar na outra Manuela (a Moura Guedes), cuja fama não é propriamente ser uma economista austera e incorruptível, mas o proveito, é ser mulher de José Eduardo Moniz.
Em resposta a estas ligeiras, ingénuas e sofisticadas insinuações, feitas á líder do seu Partido, saltou Aguiar Branco, loquaz chefe da bancada do PSD, em defesa da sua dama, acusando Sócrates, não de ser um desavergonhado, porque como profundo conhecedor e praticante da matéria, pode afirmar e confirmar a Sócrates que “ o senhor não sabe o que é ter vergonha”, situando ao nível das conhecidas carências do 1º ministro em Inglês técnico, a necessidade de ele ter de ir aprender igualmente, o que é a vergonha!!!
E assim vai Portugal, cantando e rindo, levados…levados…sim, pela incompetência, pela ignorância, pela desonestidade e sobretudo por uma comunicação social que engana, deforma e confunde, ao serviço de funestos interesses do grande capital.

Acorda Portugal!!!
O MAIOR NAVIO DO MUNDO

É de facto espectacular!!!.
A dimensão é absolutamente colossal.
Como o “power point” mostra desde as várias etapas da sua construção, até aos aspectos mais pormenorizados da sua decoração, ficamos dispensados de produzir qualquer comentário complementar.
Passemos então a materializar a sua visão, para poder começar a pensar nas suas próximas férias!!!

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A FACE OCULTA

E A FACE VISÍVEL

Já há algum tempo que estava tentado trazer ao Blogue, a questão do processo designado por “Face Oculta”.
Só esperava que viessem mais elementos ao nosso conhecimento, para nos debruçarmos em profundidade sobre este tema, que se reveste de uma importância vital para a sobrevivência deste país, como país democrático e com alguma esperança de que terminando o pântano em que alguns dos nossos políticos o estão mergulhando, possamos acreditar que está aberto o caminho para sentir orgulho de sermos portugueses.
Entretanto, ao ler texto que colocamos a seguir e que foi publicado com ligeiras alterações, no Jornal do Fundão, concluímos que ele constituía desde já, um libelo digno de ser avaliado e ao mesmo tempo, colocava algumas das principais questões que este problema levanta a qualquer cidadão honesto e que se preocupa com o futuro deste desafortunado país.
Colocando já a maior parte dos elementos deste negro processo, em que a maioria esmagadora dos dirigentes políticos do Partido dito “Socialista” está envolvida ou a tentar camuflar, ele ajuda-nos a perceber desde logo, que têm de ser tomadas medidas radicais urgentemente, para travar o estado de degradação a que chegámos, não só no campo da economia, como nos princípios básico em que assenta a dignidade de um país.
Vejamos então o texto em referência:

DO ESTADO DE CLASSE

"...Intimamente ligado ao lucro e ao enriquecimento ilícito o aumento dos casos de corrupção crescem a par de integração de Portugal na globalização capitalista da economia; ao aumento dos casos sob investigação criminal não corresponde o aumento de condenações: «nos grandes ninguém toca»"
José Paulo Gascão - 20.11.09
O processo «Face Oculta» é mais uma achega para o que a generalidade do país suspeita: são inúmeras as redes de corrupção que enredam o poder político. Do que se conhece do processo, sem recorrer a fugas ao segredo de justiça, este caso apresenta no entanto como novidade o facto de políticos, banqueiros e altos responsáveis de grandes empresas públicas e privadas, já entrarem em teias de corrupção montadas e dirigidas por um sucateiro…
Nos partidos do arco do poder em cada país – partidos da direita tradicional e os “socialistas” – o recebimento de dinheiro em notas ou depósitos em offshore é moeda corrente.
Na Alemanha, por exemplo, o fisco aceita como despesa o pagamento de luvas a estrangeiros (corruptos) que facilitem negócios às empresas alemãs; e se a legislação dos países onde estão situadas as empresas filiais o não o admitir, contabiliza-se a verba na empresa-mãe e tudo se resolve nas contas consolidadas. Mas para não citar apenas a Alemanha, também poderíamos falar da Itália, com ou sem Berlusconi, dos EUA, Inglaterra, França, Espanha, Holanda, etc..
Mas a sucessão de casos de corrupção sob investigação criminal não é uma fatalidade dos dirigentes políticos, vítimas da inveja ou de uma qualquer conjura dos tribunais com a Polícia Judiciária, estruturas que em Portugal têm participação directa – embora diferente – do governo na nomeação do cume da hierarquia.
Duas constatações se podem já fazer: intimamente ligado ao lucro e ao enriquecimento ilícito o aumento dos casos de corrupção e a inversão/ausência de valores crescem a par da integração de Portugal na globalização capitalista da economia; ao aumento dos casos sob investigação criminal não corresponde o aumento de condenações: «nos grandes ninguém toca».

A QUEM SERVE O ESTADO?

Aparentemente acima da sociedade e das classes, o que a presente crise desmente, «O Estado é uma organização especial do poder» (…) dotada de «um aparelho militar e burocrático constituído especialmente pelas forças armadas, pela polícia, pelos tribunais, pelos órgãos legislativos e executivos, pelo funcionalismo», que ao longo dos tempos foi sendo aperfeiçoado pela classe dominante, através dos partidos que a servem.
Mais do que a fofoca das escutas telefónicas divulgadas na imprensa sobre a «Face Oculta» (que propositadamente não abordamos) regulamentadas por uma lei que permite tantas interpretações quantas as opiniões interessadas dos inúmeros especialistas, importa questionarmo-nos porque abandonou a imprensa, no final da passada semana, as notícias sobre a rede tentacular dirigida por um sucateiro enriquecido, e concentrou a sua atenção em conversas de Armando Vara com o Primeiro-Ministro que nada tinham a ver com a «rede tentacular»?
Procurando apresentar o Estado como uma organização acima da sociedade e das classes, a grande burguesia sabe a importância da credibilidade do Estado para a prossecução do seu fim principal: o aumento da taxa de lucro. A taxa de lucro máximo, principal elemento de orientação do processo de produção capitalista, só é possível através domínio do Estado e dos seus elementos constitutivos/repressivos. Mas para isso é preciso que Este seja credível junto das massas iludidas e crentes na falsa neutralidade do Estado perante os interesses das diferentes classes.
O processo «Face Oculta» soma-se à sucessão ininterrupta de escândalos que de há muito envolvem em Portugal a banca, grandes capitalistas e grandes empresas e o aparelho de Estado. O grande capital não pára de se ver envolvido em investigações que, através do seu aparelho de Estado, procura adiar até uma conveniente prescrição ao abrigo de lei existente ou a fazer, de que são exemplos maiores a Operação Furacão, que envolve os principais bancos portugueses em casos de que não se sabe os contornos mas que já se sabe resultarem em fuga ao fisco, o caso BCP, BPN, BPP…
À defesa da credibilidade ameaçada do seu Estado tudo o grande capital sacrifica. Por isso, se tal for necessário, mesmo um Primeiro-Ministro ou um responsável pela supervisão financeira são para a burguesia matéria descartável, mas reciclável em altos cargos internacionais ou numa qualquer grande empresa nacional.

OS TRIBUNAIS – ELEMENTO DO ESTADO DE CLASSE

Constitucionalmente definidos como órgão de soberania, os tribunais são um dos elementos constitutivos do Estado de classe. Se com a Revolução de Abril foram dadas aos tribunais as condições que lhe permitiram actuar como órgão independente e soberano, com a reforma constitucional de 97 os juízes passaram de únicos titulares a minoritários no Conselho Superior de Magistratura (CSM): 8 juízes contra 9 elementos designados pelo poder político: dois designados pelo Presidente da República 7 eleitos pela Assembleia da República.
Esta decisão da Assembleia da República é uma intromissão no órgão de soberania tribunais, onde os seus titulares ficaram em minoria perante o poder político, e com eventuais efeitos na progressão da carreira dos juízes, pois é o CSM, com base nos relatórios das inspecções, que atribui as suas classificações, o que determina a sua progressão na carreira.
Apesar disso, e voltando à rede tentacular, não deixa de ser surpreendente a não abertura pelo CSM de um rigoroso e transparente inquérito que explique como soube o sucateiro enriquecido no dia 5 de Junho que o Tribunal da Relação do Porto o absolvera, quando a sentença só foi assinada 4 dias depois? O relator do processo, «desembargador Cândido Lemos», explica que «Talvez as partes o tenham consultado no processo», o que é peremptoriamente desmentido pelos 2 outros juízes e pelo escrivão. Um dos outros desembargadores do processo, recorda «que nessa altura os documentos eram entregues em papel por Cândido Lemos, que só há algumas semanas começou a usar o correio electrónico». (Todas as citações são do Público de 12 de Novembro de 2009 e até à data que escrevo este texto não foram desmentidas nem rectificadas).
Não sendo lícita qualquer especulação sobre o assunto (e por isso não transcrevemos algumas declarações entre aspas do Desembargador relator), a não abertura de um rigoroso inquérito pelo CSM só pode contribuir para o aumento do descrédito da Justiça que através do poder político vem sendo lançado sobre os tribunais.
Tal como o sistema capitalista que a criou, a democracia representativa passou o prazo de validade. O que hoje conhecemos como democracia não passa aliás de uma «ditadura da grande burguesia de fachada democrática», onde o povo soberano aliena a soberania entre os actos eleitorais.
Só quando o povo se assumir como sujeito da história será possível construir um Estado democrático, ao serviço do povo e do país e começar a edificar uma democracia participativa com uma participação crescentemente alargada de todos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

MICHELANGELO MERSI

MAIS CONHECIDO POR CARAVAGGIO
Origem : Wikipédia, a enciclopédia livre.
Aproveitamos a publicação deste “Power point”, porque a seguir vem um texto e uma apresentação relacionada com este artista e com a sua técnica pictórica.
Caravaggio era o nome da aldeia natal de sua família, que ele adotou como nome artístico
Nasceu em 1571 ou 1573 e morreu em 1610.
É normalmente identificado como um artista Barroco,estilo do qual ele é o primeiro grande representante.
Mesmo ainda vivo, Caravaggio era considerado enigmático, fascinante e perigoso.
Considerado um farrista inconseqüente, ele vivia com problemas com a polícia, sem dinheiro e buscava brigas nos pulgueiros da cidade.
No ano seguinte, após uma carreira de pouco mais do que uma década, Caravaggio estava morto, aos 38 anos.
Sua inspiração era entre comerciantes, prostitutas, marinheiros, todo o tipo de pessoas que não eram de nobre estirpe e que tivessem grande expressão, como suas obras retratam.
Talvez tenha sido um dos primeiros artistas a saber conciliar a arte com o ministério de Jesus que aconteceu exactamente entre pescadores, lavradores e prostitutas.
A outra característica marcante foi a dimensão e impacto realista que ele deu aos seus quadros, ao usar um fundo sempre raso, obscuro, muitas vezes totalmente negro, e agrupar a cena em primeiro plano com focos intenso de luz sobre os detalhes, geralmente os rostos.
Este uso de sombra e luz é marcante em seus quadros e atrai o observador para dentro da cena - como fica bem demonstrado em A Ceia na casa de Emaus.
Os contrastes de forma e luz sublinham formas maciças que, na maior parte de suas obras, emergem vigorosamente de um fundo negro.

A ARTE E OS ARTISTAS

ANÁLISE E CONCEITOS

Mais que pelo valor das imagens, este “power point” vale pelo conteúdo do seu texto.
O que me impressionou nesta apresentação, foram principalmente os seus aspectos didácticos.

Creio que nunca será demais, falar sobre a importância da arte e os benefícios que daí advêm, para a humanidade.
Pese embora a simplicidade desta abordagem, bem me pareceu ser muito útil publicá-lo com algum destaque, na medida em que o acesso a este Blogue, segundo informações que tenho tido, se caracteriza pela juventude de uma grande parte dos seus leitores.
A sua tradução revestiu-se de algumas dificuldades, pois se fosse seguido o caminho da tradução literal, certamente que se desvirtuaria a finalidade do seu conteúdo, dado o autor falar da matéria com enorme paixão e virado para uma classe de leitores, com características muito diferentes daquelas para quem é dirigida esta a tradução.
É um conjunto de textos, onde as frases idiomáticas são constantes, pois trata-se de uma matéria cujos códigos de expressão, fazem naturalmente parte da linguagem vulgar dos intelectuais, que convivem na área das artes plásticas.
Estes temas, tornam muito grato falar de alguns aspectos complementares da vida, que também lhe dão substância e faz aproximar o homem de valores que proporcionam a felicidade e justificam sermos seres privilegiados por uma natureza, que nos distinguiu entre todos os mortais.
Quanto á natureza da Arte, como complemento da vida, é no livro de Alvaro Cunhal “A Arte, o Artista e a Sociedade”, onde de maneira superior e definitiva, se esclarece o papel da Arte na vida da sociedade e que curiosamente desenvolve alguns dos temas do “power point”, esgotando , aí sim, tudo o que se pode dizer sobre o valor da Arte como elemento fundamental do desenvolvimento de uma Sociedade harmónica, culta e em suma…. Feliz!!!.
São dele estas sábias palavras:
"Constitui um direito à liberdade que um artista concentre exclusivamente o seu talento e a sua criatividade na busca de novos valores formais: o da cor, do volume, da musicalidade, da linguagem. Essa atitude tem conduzido a enriquecimentos e descobertas dando vida à obra por virtude dos novos valores formais conseguidos.
Constitui também um direito à liberdade que um artista parta à descoberta de novos valores formais (da cor, do volume, da musicalidade, da linguagem) com o propósito de os tornar adequados e capazes de levar à sociedade, ao ser humano em geral, uma mensagem de alegria ou tristeza, de solidariedade ou de protesto, de sofrimento ou de revolta, em qualquer caso, como é de desejar de optimismo e de confiança no ser humano e no seu futuro."(pp.20-21)
E chegou a altura de passar o “Power point”, que referi.



NESTELINK


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

MAR SELVAGEM

Já publicámos neste Blogue dois “power points” sobre o tema do mar.
Ambos mostravam não aquele mar idílico, que sempre antevemos sereno, azul, encantador, sem nos atrevemos a imaginar quão perigoso se torna, quando a fúria do temporal castiga, quem se atreve a desafiá-lo.
É muito difícil imaginar, quando romanticamente se olha aquele mar sereno, sedutor, que ele possa ocultar em si mesmo, a capacidade de se transformar na força mais aterradora que um homem pode enfrentar.
Quando o mar se enfurece é uma força traiçoeira, perigosa e incontrolável.
Depois de ver este “power point” e recordar os que já tínhamos colocado neste Blogue em 14 e 16 de Agosto, certamente irá valorizar mais o respeito que o mar nos deve merecer, e perceber melhor até onde vai o sacrifício da vida dos homens, que fazem do mar a sua profissão.


LEI DO DEPÓSITO DE VALORES


NAS CLÍNICAS PRIVADAS ANTES


DO INTERNAMENTO

HOSPITAL DA LUZ EXIGIU 2.000 EUROS

PARA UM INTERNAMENTO DE URGÊNCIA!!!

DIÁRIO DA REPÚBLICA DE 09/01/02 LEI Nº 3359 DE 07/01/02

Art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza,
para possibilitar internamento de doentes em situação de urgência e
emergência, em hospitais da rede privada.

Art 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado
a devolver em dobro o valor depositado, ao responsável pelo
internamento.

Art 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar
possibilidade de acesso aos utentes e a afixarem em local visível a
presente lei.

Art 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação
.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

KEUKENHOF

O JARDIM DA EUROPA

Não existe nenhum lugar do mundo onde a primavera se manifesta em todo o esplendor nas suas cores e nas suas flores, como em Keukenhof.
Este lugar no sul da Holanda, entre as cidades de Hillegom e Lisse, é um belo parque e uma fonte de inspiração.

Além dos milhares de bolbos em flor e de fantásticos arranjos florais, Keukenhof tem igualmente o maior jardim com esculturas da Holanda.
É certamente o lugar mais fotografado do mundo.
Keukenhof está aberta anualmente desde a última semana de Março até meados de Maio.

O melhor período para ver as tulipas é em meados de Abril

NESTE LINK



TRABALHADORES UNIDOS

JAMAIS SERÃO VENCIDOS

A LUTA NA EMPRESA AFONSO-PRODUÇÃO DE VESTUÁRIO

Na madrugada de 29 de Novembro de 2004, a administração alemã da empresa Afonso-Produção de Vestuário, instalada na zona industrial de Paçô, em Arcos de Valdevez, tentou pela calada da noite e à revelia dos trabalhadores esvaziar as instalações de maquinaria e matéria-prima com o intuito de a deslocalizar para a República Checa.

A operação foi boicotada à força pelas operárias fabris.

Os administradores fugiram para a Alemanha.

Conceição Pinhão, 47 anos, antiga funcionária administrativa e hoje gestora da fábrica, com o apoio das trabalhadoras assumiu a dívida de 120 mil euros, comprando a fábrica pelo valor simbólico de um euro.

Actualmente com um volume de facturação de 1,3 milhões de euros estimado para este ano e 105 trabalhadores, mais dez que em 2004, exportam camisas de homem para Espanha, Alemanha e Estados Unidos da América.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009


ELE HÁ CADA MADURO!!!

NESTE LINK



GOVERNO DE MUITAS...

MUITAS PALAVRAS

Quem ouviu Teixeira dos Santos ao longo do ano e, em particular, no período eleitoral, juraria que nunca haveria orçamento rectificatico.

16 de Dezembro de 2008: Ministro das Finanças recusa fazer Orçamento Rectificativo
15 de Abri de 2009: Teixeira dos Santos afasta cenário de um orçamento rectificativo
15 de Maiode 2009: Teixeira dos Santos “Não vejo necessidade de Orçamento Rectificativo”
01 de Julho de 2009: Teixeira dos Santos continua a rejeitar necessidade de orçamento Rectificativo
21 de Julho de 2009: O Governo rejeita a possibilidade de subir os impostos e de apresentar um Orçamento rectificativo
20 de Agosto de 2009: Governo afasta orçamento rectificativo
10 de Novembro de 2009: Ministro diz que ainda é cedo para saber se haverá Orçamento Rectificativo
19 de Novembro de 2009: Governo apresenta orçamento rectificativo

Será isto um Governo sério?


SERÁ QUE MERECE SER GOVERNO?




TORNEI-ME UM DEBOCHADO !!!

Os meus amigos vão-me perdoar, mas a velhice tem destas coisas.
Não é que agora me deu, para me tornar um devasso?
A libertinagem é o meu horizonte e para arranjar companheiros para o meu clube, começo por vos entusiasmar com um belo strip-tease.
As senhoras também podem ver, para aprenderem a cativar os vossos maridos.
Estão a ver como sou machão!!!




A CHINA E A SUA POLÍTICA

PARA ÁFRICA

Entre a correspondência que recebi há dias, encontrava-se uma mensagem de um correspondente habitual (que passo a designar por senhor X), que descrevia a polémica que tinha com um seu amigo, sobre as questões ligadas á colonização de Angola e nomeadamente das posições actualmente assumidas pela China, na sua politica de expansão africana.
Porque parte do texto tem referências históricas e políticas importantes para nós portugueses melhor entendermos o que se passa com a China em África.
Daí ter retirado do texto só as partes que considero importantes para melhorar a nossa visão do que se refere á intervenção dos chineses em África e nomeadamente em Angola.
Na polémica que referi no início, intervêm o Dr. Edmundo Rocha, que na opinião do senhor X, é um cidadão bastante conhecido e respeitado na Comunidade Angolana, do Interior e do Exterior e ex-presidente da Casa de Angola.
É esse testemunho nos permitimos transcrever.


“Creio que o senhor X, está a entrar na posição absurda de muitos os que acham incómoda a presença da China em África, especialmente em Angola. E essa posição traduz o apoio a certos interesses europeus e outros, inconformados pelas performances da política chinesa nos países africanos
Eu estive na China Popular em 1964 para participar no Fórum Cientifico do Terceiro Mundo, delegado pelo MPLA.
Nessa época, a época do Raïs Mao, a China era um país muito pobre, com um nível de desenvolvimento muito fraco, e em toda a parte se notavam esses sinais de pobreza.
Visitei campos onde todas as parcelas eram cultivadas, com as pobres habitações impecáveis; visitei um enorme Hospital Central, só para crianças, mas onde médicos, enfermeiras e outro pessoal se activavam para fazer face aos múltiplos problemas dos doentes, sarampo, tifóide, paludismo, pneumonias, meningites eram mato.
Contudo higiene impecável, existia um departamento de medicina tradicional, para o tratamento de certo tipo de afecções; visitei fábricas de todos os tipos; visitei a Universidade de Pequim, onde aprendiam milhares de estudantes em todas as matérias.
Na entrada da Universidade estavam colocados placares com dizeres em língua chinesas. Era o inicio da Revolução Cultural e da grande crise sino soviética.
Creio que fui o primeiro angolano a visitar a China, antes do Gentil e do Viriato.
Fomos muito bem recebidos, os debates em chinês, francês e inglês eram ricos e calorosos. Os cientistas chineses apresentaram muitos trabalhos em que me pareceu estarem já à altura do progresso acidental.
Pelo menos esforçavam-se por isso. Falo-vos daquilo que vi e que senti.
Posso dizer que me pareceu estarem os chineses, nessa altura, 15 anos depois do Partido Comunista ter conquistado o Poder, num estádio de desenvolvimento como hoje estão muitos países africanos.
Claro que os chineses eram possuidores de uma muito antiga tradição e cultura baseada no Confucionismo donde nasceram um conjunto de valores específicos à cultura chinesa, e que faz a sua força e que lhes deu a capacidade mental, intelectual e física para superarem obstáculos e para se guindarem à terceira potência mundial em termos económicos, culturais e militares ao fim de meio século de muito labor.
Em África, as longas tragédias da escravatura e do colonialismo diminuíram muito a capacidade dos africanos.
1. Os chineses não estão em África por imposição ou pela força das armas. Estabeleceram, com todos os países, onde estão presentes, contratos de igual a igual;
2. Eles prestam os serviços acordados, através de empresas públicas ou privadas chinesas. Em alguns países, Congo-Brazzaville, Argélia, Sudão, as firmas chinesas utilizam a mão-de-obra local.
3. Isso não acontece noutros países e/ou para certas obras pois a produtividade menor dos autóctones atrasaria o andamento das mesmas. Isso é mau, pois vai-se pôr mais tarde o problema grave da manutenção dessas obras, e também não contempla o aspecto formativo dessa cooperação. Mas eu penso que não há cooperação mas sim negócio, puro e simples.
4. Em geral, os pagamentos são feitos por meio de trocas. A parte chinesa tem avançado com muitos biliões de dólares de empréstimos muito baixos, a longuíssimos prazos de pagamento. E a parte africana paga em produtos minerais de que a indústria chinesa é muito gulosa e não tem. Portanto, troca por troca. Coisa que as empresas ocidentais não faziam até agora. Elas corrompiam os dirigentes africanos para obterem os contratos. E como os operários e engenheiros chineses não tem as exigências dos ocidentais, essas obras saiem muito mais baratas e de tão boa qualidade.
5. Eu penso que os técnicos chineses constituem um enorme factor de desenvolvimento para os países africanos; onde eles estão, constroem coisas que os africanos não são capazes de fazer, e constituem um progresso para África.
Temos que ver os aspectos positivos dessas trocas, que quanto a mim são imensamente positivas. Claro, que são povos e culturas profundamente diferentes e é possível que de vez em quando surjam choques e pequenos conflitos. Sem consequência e sem grande importância.
Cessemos de ver papões amarelos por toda a parte".


É com imenso orgulho que publico hoje este “power point”.
Por várias razões:
Começando pela beleza das imagens, passando pela esmagadora sensação que nos é dada pela revelação do nosso maravilhoso universo e acabando na incontrolável reflexão que obrigatoriamente teremos de fazer sobre a pequenez do ser humano e das grandiosas proezas que a sua inteligência vai conseguindo.
Tudo isto está implícito nesta apresentação, que ficará como uma das obras-primas que publicámos.

De resto, está na sequência do conceito, de que é a cultura que distingue o homem e de acordo com a filosofia do título que subordina o texto anterior.

NESTE LINK

domingo, 29 de novembro de 2009

PAISAGENS

Há certas paisagens que despertam em nós, serenidade, introspecção, chegando a libertar a nossa imaginação para estados de alma, plenos de sensibilidade e que nos alertam para a necessidade de lutar pela salvaguarda da Terra que herdamos e temos obrigação de deixar aos nossos descendentes.
São estas emoções de serena tranquilidade e de consciente noção da responsabilidade que todos temos na sua defesa, que esperamos lhe despertem algumas das imagens que reproduzimos neste “power point”.
Os nossos votos são de paralelamente lhe proporcionarmos alguns momentos de meditação e porque não de encantamento.



MEDINA


CARREIRA

JOSÉ SÓCRATES
É UM HOMEM DE
CIRCO
.
.
REPRODUÇÃO EM TEXTO DE UMA ENTREVISTA A MEDINA CARREIRA

Verdades irrefutáveis e duras como murros

A economia vai derrotar a democracia de 1976.
José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo.
Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não perceberam o essencial do problema do país.
O desemprego não é um problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na economia.
Já estou enjoado de medidinhas. Já nem sei o que é que isso custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas
A população não vai aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver.
Este que está lá agora, o José Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora.
É gente de circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade
Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6».
Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açúcar Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular.
Eu não quero é enganar os portugueses.
Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"
Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino...é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa! Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste.
Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1% ...esta economia não resiste num país europeu.
Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma.
A causa pública exige entrega e desinteresse.
Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?
P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?
A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?
Quer dizer, isto está tudo louco?"
Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho.
E então, quanto mais complicado aquilo for...
Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:
Um desapareceu; O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora; O outro foi mandado embora pelo Presidente da República; E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"
O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres.
O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris.
O Alegre depois não sei para onde ele irá...
Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado.
Mas você acredita nesse «considerado bem»?
Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais?
Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos?
E não vejo intervenção da polícia...
Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!
De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia.
É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado.
É, mas não passa disso. É só para entreter a gente. Isto é um circo. É uma palhaçada.
Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: -Prometem aquilo que sabem que não podem."
A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar.
Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar?
Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva....
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?
Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14?
Acha que o pessoal melhorou desta maneira?
Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores !
Está-se a levar a juventude para um beco sem saída.
Esta juventude vai ser completamente desgraçada!
A minha opinião desde há muito tempo é: TGV- Não!
Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.
Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...
Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada.
Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria...
Esses é que têm interesse, não é o Português!
Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos.
As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios
Receber os prisioneiros de Guantanamo?
Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros...
Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros.
Olhemos para nós!
A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá.
Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise.
Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise.
Não é! Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões!
Quem é que vai pagar? Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.
Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos.
Nós estamos a f alar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir...
Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...
Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo....
Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.
Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores?
Eu também, agora, para quê?
Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma.
Vale a pena ter lá o grande professor?
Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas
Isso é descentralizar a «bandalheira».
Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir Medicina...
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...
Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."
É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal.
Eu receio mesmo que acabe.
Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros...
Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...
Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho».
Os portugueses que interpretem o que quiserem...
Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal.
Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira!
Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma.
Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil.
É só conversa e portanto, não acreditem...
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa.
Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio.
Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...
Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...
Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...
Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio.
Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro...é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade.
Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.
Este país vai de seriedade.
Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas!
Eles não são pagos nem escolhidos para isso!
Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!
Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito. Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam.
E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem.
E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir.
O Português está farto de ser enganado!
Todos os dias tem a sensação que é enganado!