Mensagem

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quinta-feira, 2 de maio de 2013


           NÃO SE ENXERGAM!!!           

Meus amigos e camaradas
Devo uma explicação por estes dias de ausência no Blogue.
Um problema de saúde muito chato, a que se seguiu o 1º de Maio, levaram-me a ausentar da minha santa terrinha.
Festejei o jubiloso dia primeiro de Maio, na Alameda D Afonso Henriques em Lisboa, na companhia de dezenas e dezenas de milhar de portugueses, que transformaram aquela jornada de luta, numa significativa demonstração que estão a caminho novos tempos, nova qualidade e dimensão na luta dos trabalhadores. 
Hoje, ao ler o jornal, deparei-me com um lamentoso texto de um tal Rui Pereira (Professor Universitário) que por acaso, segundo recordei lendo a Wikipédia, até já foi “director-geral do Serviço de Informações de Segurança, entre 1997 e 2000. Secretário de Estado da Administração Interna do XIV Governo Constitucional, liderado por António Guterres, membro do Conselho Superior do Ministério Público, entre 2003 e 2007, e ministro da Administração Interna, nos XVII e XVIII Governos”.
Lastimava o referido chuchialista, ter assistido a um 1º de Maio triste e pardacento.
O contraste é óbvio: entre o nosso primeiro 1º de Maio de 1974, multicolor e esperançoso – aquela "explosão gregária de alegria indutiva" descrita por Miguel Torga –, e o dia triste e pardacento que serviu ontem de cenário ao Dia do Trabalhador, vai uma distância abissal. Uma distância tão grande que dá vontade de pedir emprestado o título de uma balada de Pete Seeger: para onde foram todas as flores?
O meu primeiro raciocínio foi….este individuo não se enxerga!
Este fulano está a querer comparar coisas absolutamente incomparáveis e para cuja diferenciação tanto ele como os seus colega de governo, outra coisa não fizeram, senão trabalhar, para dividir os trabalhadores.
É preciso descaramento!!!
Ele devia lamentar, era que o trabalho que com tanto empenho e carinho ele e os seus mentores Mário Soares, Carlucci e Cª tinham desenvolvido nesse sentido, estava a ir por água abaixo!!!
Aquilo a que esteve a assistir, foi a recuperação pelos trabalhadores de uma consciência de classe, que transformou aquele 1º de Maio, numa empolgante demonstração de revolta e unanimidade de objectivos.
Uma multidão imensa de explorados, não só em Lisboa como por todo o país, em número absolutamente significativo, ergueu a sua voz, contra o governo que estrangula a sua vida e mata toda a sua esperança.
Foi evidente a unanimidade na exigência de demissão do governo.
Foi evidente a condenação do Presidente da Republica Cavaco Silva, pela sua responsabilidade na situação de degradação em que a economia do país se encontra. 
Foi evidente a unanimidade na exigência de novos rumos para a política nacional.
Foi evidente a denúncia que foi feita aos Bancos e aos banqueiros como os grandes beneficiários da degradação económica dos portugueses.
Tudo indica que está chegando a hora de alterar radicalmente a situação, no sentido de se libertarem da canga exploradora de um patronato, criado à imagem de uma política fascista.
Com as limitações existentes, que melhor 1º de Maio se poderia ter visto?
Não saberá aquele senhorito, que os trabalhadores hoje enfrentam dificuldades incomensuravelmente superiores a esse radioso dia de 1 de Maio de 1974 e que ele tem uma boa quota-parte dessa responsabilidade?
Não é curioso que um dos elementos dessa camarilha de dirigentes socialistas, que estão na origem da famosa “Carta Aberta” a que se seguiu a UGT, principal responsável da clivagem artificial que foi criada pela entre os trabalhadores, lastima agora hipocritamente as “diferenças que ainda persistem”, desse remoto 1º de Maio em que tanto se empenharam em destruir?
Esteja descansado senhor Doutor Professor Universitário Rui Pereira, mais cedo do que tarde, o dia do trabalhador será tão festivo como o foi em 1974.

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