Mensagem

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014



          OUTRO MILAGRE DA        
   MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES   
Por aquilo que “de fonte segura” ou melhor “oficialmente“ nos é dito, a industria financeira está a caminho de se tornar uma religião, se não o é já !!!
De facto algo de transcendente está a acontecer no mundo do dinheiro.
Ontem pela suprema autoridade desse encanecido governador do banco de Portugal Carlos da Silva Costa, ficámos a saber que a solução encontrada para capitalizar o Novo Banco, não precisará de recorrer a um cêntimo que seja….de capitais públicos.
Ele não o disse, mas fica implícito, que a solução adoptada é uma nova versão do milagre da multiplicação dos pães, pois conseguiu transformar os teóricos 367 milhões de euros, (porque no “Fundo de Resolução Bancário” só existem 182,2 milhões !!!), nos 4.900 milhões necessários de imediato, para resolver o problema do BES, maquilhado de “Novo Banco” e  liderado por Vítor Bento.
Esta “nova” entidade bancária irá receber SÓ os activos saudáveis do BES. Vamos lá a ver quem… e o quê… estará doente !!!
O facto de ainda existirem 6.400 milhões de euros disponíveis para a banca, no âmbito do empréstimo da troica, que “infiéis” e pessoas mal-intencionadas dizem que é lá que irão buscar o dinheiro que falta, não quer dizer nada, até porque a utilização desses montantes obrigaria a todos os portugueses, ao pagamento de juros de 8,5%.
Para mais, estaria em clara contradição com as últimas afirmações do governador Carlos Costa, e um governador do Banco de Portugal ou de qualquer outro país não mente, tenhamos como exemplo a Reserva Federal Norte Americana !!!
Se assim não fosse, que pensar das sucessivas mensagens que Carlos Costa tinha feito para tranquilizar os portugueses, de que tudo estava bem, graças às almofadas que as ultimas capitalizações tinham promovido???
Perante tudo isto, só nos resta acreditar ser impossível regresso dos bíblicos adoradores do bezerro de ouro, porque se nos velhos tempos não conseguiram induzir os israelitas a essa idolatria, de momento ainda seria mais difícil, porque estão mais interessados em matar palestinos e os portugueses mais feitos para acreditar em Fátimas, cartomantes, tarólogos, adivinhos, oráculos etc.
No entanto se alguém tem dúvidas, que os milagres existem, converta-se, porque o que fez o governador do Banco de Portugal só pode ser realizado com a intervenção de um poder trancendente!!!

domingo, 3 de agosto de 2014


GENTE COM O ESPIRITO SANTO 
              NO CADASTRO               

Há imensas pessoas a interrogar-se como foi possível chegar-se a esta situação no BANCO ESPIRITO SANTO, quando só no seu interior tinha vários órgãos de controlo, fiscalização ou auditoria e uma das principais senão a principal missão do Banco de Portugal como regulador do mercado bancário funcionou como alguém referiu, de forma completamente pitosga neste, como noutros casos.
Ainda a procissão vai no adro, mas ler o “Código de Condutado Grupo Banco Espírito Santo” é de chorar a rir. Nunca como neste caso teve propriedade o ditado popular: ”Faz o que ele diz, não o que ele faz”.
As referências públicas sobre a forma como Ricardo Salgado conseguiu manipular os sucessivos governos, são todas baseadas no recrutamento de funcionários seus para importantes cargos no governo e na inversa chamar para o Banco ex-governantes, com cargos bem remunerados e conhecedores dos meandros da “governança”.   
Não foi por acaso que se lhe atribuiu o cognome de DDT (Dono disto tudo!!!)
Vejamos uma pequena amostra, dos principais exemplares

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sábado, 2 de agosto de 2014

PELO FIM IMEDIATO DA AGRESSÃO ISRAELITA AO POVO PALESTINO 

NESTE LINK

O RETRATO DA BESTIALIDADE HUMANA

              PARA ALÉM DA DOR!!!           
Este "power point" é o preambulo do texto que se segue  "QUE FAZER DESTA DOR"
NESTE LINK  


      QUE FAZER DESTA DOR?     
Com este título escreveu Anabela Fino um texto no jornal “Avante”, que consegue expressar tudo o que sentimos perante a tragédia que se abateu sobre a Palestina, desde que os judeus se acharam no direito de chamar sua, a terra de onde foram expulsos há milhares de anos.
Há na violência que exercem sobre aquele povo, algo que em consciência nos angustia, não só pela infâmia que representa, como pelo retrocesso civilizacional que simboliza.
O artificioso apoio financeiro e militar que os Estados Unidos desde sempre lhes deu, nada tem de altruísmo para com um povo historicamente perseguido.
Esse argumento hipócrita oculta a secreta necessidade de ter naquele espaço territorial, uma testa-de-ponte que possa conter militarmente qualquer veleidade árabe, que ponha em risco a cobertura financeira do dólar, a partir da denúncia unilateral do Acordo de Bretton Wodds que estabelecia a paridade do dólar com o ouro.
Hoje o ouro do Fort Knox é o petróleo árabe do médio oriente e a garantia de que só será transacionado em dólares, com a promessa dos norte-americanos garantirem a perenidade das monarquias na Arábia Saudita e no Qatar, como se dos próprios Estados Unidos se tratasse.
A dimensão da angústia que o drama de Gaza nos provoca e corrói a nossa consciência, deriva mais da incompreensível impunidade com que os judeus dispõem dos territórios vizinhos, usando e abusando da sua força bruta para matar indiscriminadamente gente inocente, umas vezes sob a injustificável e imoral neutralidade da Europa e da sua comunicação social e outras até, com a sua própria conivência.
Até hoje só nos tínhamos pronunciado sobre alguns aspectos históricos e legais do confronto entre os palestinos e judeus, relacionados com a forma como Israel tripudia todas as decisões da ONU, tendo-se inclusivamente tornado uma potência nuclear clandestina, sem que sobre isso jamais se tenha pronunciado sequer o Conselho de Segurança da ONU, devido às pressões dos Estados Unidos, deixando para segundo plano aquilo que para nós até é o mais importante, que é o genocídio árabe, a que nos é dado assistir, desde o fim da segunda guerra mundial.
Sabemos que tudo tem origem do poder absoluto que o Lobby judeu goza nos Estados Unidos e o melhor retrato que disso podemos dar, é a eleição de Barack Obama que desde sempre classificámos como o primeiro presidente judeu dos Estados Unidos, tal como se pode confirmar AQUI, através do texto que nessa ocasião escrevemos no nosso Blogue.
Sempre colocámos os sentimentos pessoais em segundo plano, tentando denunciar a legalidade pervertida, porque essa é a razão universal que estratifica o primado moral, sobre qualquer outro.
Ainda não nos tínhamos pronunciado especificamente sobre o sofrimento moral que nos causa tamanha injustiça, nem nos atrevemos a tentar expressar os nossos sentimentos sobre a tragédia de que os palestinos são vítimas, limitando-nos a episodicamente relatar algumas das ignomínias praticadas por Israel, sob o pretexto de serem eleitos de Deus e assumirem por isso o direito divino de chamar seu, um território que não lhes pertence há milhares de anos.
E não o fizemos pela simples razão, que para descrever a dimensão da nossa revolta, a angústia da nossa indignação, só o poderíamos fazer com o sangue da nossa alma. Jamais nos sentimos à altura de retratar a amargura que nos causa a dimensão das infâmias que Israel pratica.
O seu próprio governo não se apercebe que o ódio que está a semear em todo o mundo, está a arruinar a hipótese de virem a ter no futuro, qualquer remota hipótese de estabilidade.
Quanto a nós, foi preciso ler o texto que Anabela Fino escreveu esta semana no jornal Avante, para encontrar o relato perfeito dos nossos sentimentos e traspassar para ela a capacidade de os traduzir em palavras.


QUE FAZER DESTA DOR ?
Por: Anabela Fino
Em certas alturas escrever é um exercício penoso, não pela falta de temas ou sequer de inspiração, mas pelo facto de parecer que o que importa realmente dizer estará sempre, por mais voltas que se dê ao texto, necessariamente carregado de mágoa, de raiva, de revolta. É um sentimento que nem a certeza de que os tiranos serão vencidos – por mais que façam planos para dez mil anos – consegue apagar. Porque a injustiça que invade a vida, mesmo que seja alheia, dói. Porque a dor que grassa pelo mundo, mesmo que em terras e gentes distantes, dói. Porque a morte infligida a seres humanos é um bocado de vida que nos roubam e isso dói. Não há conforto de sofá que nos proteja da dor sem medida das mães que perderam os filhos assassinados na praia quando jogavam futebol; não há palavras que nos resguardem do desespero das crianças que tudo perderam, até a própria infância; não há luz que nos ilumine face aos olhos parados de homens a quem tiraram o chão debaixo dos pés; não há nada, absolutamente nada, que nos prepare para o nascimento de um filho de uma mulher morta num bombardeamento.
E tudo isto está a acontecer em Gaza.
Dizem-nos as notícias que os «confrontos» começaram a 8 de Julho – pouco mais de vinte dias, portanto – assim administrando o narcótico mediático com que se pretende apagar da memória 66 (sessenta-e-seis!) anos de ocupação, repressão, discriminação e extermínio levados a cabo por Israel contra o povo palestiniano. Dizem-nos que Israel tem o «direito de se defender», apagando décadas de história em que um Estado se formou usurpando a terra, as casas, a água, o direito à vida de um povo. Dizem-nos que não haverá «paz» sem o desarmamento do oprimido, omitindo que o opressor é o único país do mundo que desrespeita todas as resoluções das Nações Unidas, incluindo a que há décadas estabeleceu as fronteiras entre Israel e a Palestina. Enquanto os palestinianos vão tombando, pelos vistos ainda não em número suficiente para que na Casa Branca se admita o termo genocídio, a dor não tem limites.
Que fazer com tanta dor? Brecht deu-nos a receita: O que é esmagado que se levante! / O que está perdido, lute! / O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha? / E nunca será: ainda hoje / Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.