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domingo, 18 de janeiro de 2009

ASSIM É FÁCIL!!!

Não esperava ficar a admirar tanto os heróicos soldados israelitas!!!
Grande Victoria!!!
Dizem algumas fontes que não esperavam este ataque, pelo menos tão de pressa.
São parvos, então os israelitas iam lá perder esta oportunidade.
O Bush está quase a sair e depois era muito complicado, fazer isso para não criar mais um grande problema ao Obama. Ele precisa de salvar a face dos americanos e não pode mostrar já que vai continuar tudo na mesma.
Basta ver a carreira política dele e quem o tem promovido!!!
Ele até já começou a prevenir que é capaz de levar mais tempo do que esperava, para resolver este problema. Candeia que vai á frente alumia duas vezes.
E realmente aqueles pacóvios palestinos, pensarem que podiam continuar fazer alguma coisa contra Israel!!!
Atiravam uma “ caca” duns foguetõesitos que obrigavam a malta ir para os abrigos e que só serviam para chatear!!!
Estavam a pedir poucas, mas nós , como de costume demos-lhe muitas.
Até já me sinto israelita!!! Isto é como no futebol, a malta vai é pró que ganha e “mai” nada.
Por isso é que já troquei o Benfica pelo Futebol Clube do Porto!!!
Merdosos, uns badamecos que nem tem onde cair mortos (é verdade…..é verdade, eles já nem tinham espaço para enterrar os mortos nos cemitérios!!!) quem é que eles se julgam!!!
O que é que eles esperavam?
A riscar a pintura nos nossos tanquesinhos, com pedradas! Uns vândalos, é o que eles são. Não tem educação nenhuma.
Bem sei que nós temos destruído todas as escolas e feito delas alvos prioritários. Isto de eles se cultivarem é um perigo potencial para o futuro. Vão treinando a pontaria a atirar pedras e usar as fisgas, que é um belo passatempo.
E agora estavam á espera de quê?
Que nós fossemos fazer guerra no meio das cidades? Luta de ruas? Ocupar casa a casa? Era o que faltava? Arriscar o corpinho dos nossos jovens, belos, saudáveis, atléticos, patriotas “até dizer chega”?
Então “p´ra qué” que nós queremos os nossos helicópteros? E os aviões? E os mísseis? E os canhões?
Se “a gente” pode fazer a guerra cá de longe, sem arriscar nada, ou quase nada. Nós até estamos a ganhar por 1.300 mortos, 5.000 feridos sendo 1/3 deles crianças, contra 13 dos nossos.
Lembram-se na Guerra Civil de Espanha, quando a "alta-sociedade" ia fazer piqueniques para o cimo dos montes, sobranceiros ao reduto de Alcazar, para observar o efeito dos bombardeamentos das tropas nacionalistas, sobre aquele núcleo de teimosos republicanos, que insistiam em não se renderem.
A única diferença é que eles podiam escolher o horário que mais lhes convinha e estes palermas dos palestinos nem isso nos permitem. Temos que lhes estar a dar permanentemente.
O que vale é que as nossas bombas de fósforo branco e de fragmentação, são ótimas para amputar qualquer parte do corpo humano, bem como as munições de uranio empobrecido são mais eficazes que as granaditas dos espanhóis, por mais certeiras que fossem.
Eu também não me posso esquecer que o Exército do General Franco, tal como o nosso, teve a ajudá-lo algumas potências estrangeiras e a Alemanha fez daquela guerra o laboratório, para a guerra de 39/45.
O dinheiro não nos falta, graças a Jeová e às nossas reflexões espirituais sobre os profetas hebreus.
Os Estados Unidos estavam a enviar-nos 122 milhões de dólares por ano e agora já decidiram dar mais 30.000 milhões de dólares em auxílio militar, nos próximos 10 anos e se for preciso mais é só pedir.
Aos Egípcios dão 2 biliões de dólares por ano para estarem quietos e controlarem a única fronteira que os palestinos têm com os seus irmãos árabes.
Irmãos é força de expressão, digo eu.
E no fundo sei porquê!
Os tipos não nos conhecem de parte nenhuma, só são vizinhos há pouco tempo. Os judeus até se foram mudando para a palestina, aos poucos e poucos e agora o Hamas nem sequer querem negociar connosco, para os deixarmos em paz nos campos de refugiados! São egoístas que se fartam.
Eles atiram aqueles foguetes, é só para nos chatearem.
Mas nós entrámos por ali dentro e foi tudo á nossa frente. O pior são as povoações onde por encontrarmos mais resistência, temos de pensar duas vezes.
Mas nós por enquanto não entramos, porque nem vai ser necessário.
Com o cerco que nós fizemos á Palestina e com a ajuda dos egípcios, que não nos vão trair de certeza, senão perdiam aquela massa toda que os americanos estão a mandar para lá, dentro em pouco com a fome, baixam a”grimpa” e vem pedir” batatinhas”.
O “qu`é ca queles” pilantras pensam?
Eu bem sei que eles estavam á espera que nós entrássemos nas localidades, carregados com aquelas mochilas, aí é que talvez, reparem, eu digo talvez, porque tanto equipamento militar pesa e ficávamos em desvantagem.
É preciso ver que cada um daqueles miseráveis, é um perigo.
Como não têm mais nada a perder, põem bombas no corpo, e se os deixamos aproximar, pum!!! Sacrificam a vida com uma facilidade, que faz de cada criatura daquelas, um inimigo muito perigoso.
Matam-nos á traição.
Nós deixamos aproximar as mulheres e as crianças e pumba, dão-nos cabo do canastro.
Por estas e por outras, se Israel tem tanto poder de destruição ……á distância, “pa què” que se há-de estar a arriscar?
É uma vitória mais esmagadora do que quando demos 6 a 1 ao Sporting.
Nós agora já pedimos tréguas, porque agora é que nos começava a doer.
De resto quando for preciso, voltamos lá.

sábado, 17 de janeiro de 2009

UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA

O HAMAS COMO REALMENTE É
De um leitor do meu Blogue, que se diz Director pedagógico de um colégio, que não conheço pessoalmente, e que a par de algumas publicidades comerciais aos cursos que são o seu negócio, me tem enviado e-mails a emitir opinião sobre algumas matérias nele abordadas.
Tenho-me sentido tentado a responder, em certas alturas a alguns dos argumentos invocados mas, sem querer diminuir o direito ao comentário, antes pelo contrário, nunca como hoje o meu desacordo com algumas dessas opiniões me causaram tanto, digamos….desconforto!
Então vamos lá ver se conseguimos fazer perceber a razão que ele não tem, porque é tão importante, como a razão que nós temos.
Digo isto, porque não sabendo tudo sobre as matérias em causa, sei que ele no que diz, não a tem, e o pouco que sei, chega para lhe provar até que ponto está enganado. Para sistematizar a resposta, vou utilizar o texto que ele me envia em itálico e a minha resposta será dada ponto por ponto.
Ora vamos lá a isto.
O texto traz múltiplas citações e longos textos em inglês, como fonte e testemunho em que apoia os seus argumentos e termina com 12 páginas nesse idioma, que é o "The Covenant of the Islamic Resistance Movement 18 August 1988", ou seja o "Manifesto central do HAMAS" tudo em inglês.
Além de ficar a saber que o senhor deve dominar perfeitamente o inglês, obriga-me a confessar modestamente que só arranho o inglês, o francês, o italiano, vagamente o alemão e naturalmente o espanhol e portanto não vou responder dessa maneira, e vou utilizar a nossa língua exclusivamente, porque nela estou um bocadinho mais á vontade.
De resto a “catrefa” de textos com opiniões contrárias às suas, também em línguas estrangeiras acima referidas são tantos, que necessitaria para apoiar as minhas afirmações, que se encontrasse algum poliglota leitor, com paciência suficiente para os ler, desperdiçaria certamente muitos meses da sua vida, o que convenhamos seria um desperdício.
Só vou argumentar o que vem em português ……e já chega, até porque o que vem em inglês é uma pretensa prova, das ideias que estão expressas na nossa língua.
Certamente resultado de resquícios do velho critériode que o que é estrangeiro, é melhor que o artigo nacional.!!!
1ª Questão - Diz o seu texto:
(4 linhas de reprodução de citações em inglês) e continua em portuguêsde sua autoria:
A organização dita palestiniana, HAMAS, nunca quis a Paz com Israel, e aliás, nos seus documentos políticos, (vejam mais abaixo o The Covenant of the Islamic Resistance Movement 18 August 1988, enfim o Manifesto central do HAMAS) apela ao desaparecimento deste País.
Repito o que diz acima: A organização…. “dita”…..palestiniana, HAMAS” etc.etc.!!!
Caro senhor, se tem duvidas que o Hamas é “palestiniano”, muito mais duvidas terá sobre se os Israelitas são judeus, pois naquele local há 70 anos, somente uns milhares de judeus lá viviam e em harmoniosa convivência com as populações árabes locais. Os que foram para lá depois……serão ou não (ai valham-me os Deuses!!!...que duvida eu estou a pôr!!!)
Como deve saber a partir de 1945 o movimento sionista, com o seu esmagador poder económico foi comprando algumas quintas aos árabes e colocando lá os judeus vindos dos campos de concentração ou arrebanhados em países onde se encontravam estabelecidos há milhares de anos, unidos pelos conceitos religiosos e pelo mito da “Terra Prometida”.
Como não podiam comprar mais, resolveram rou…bá…..la!.
(Leia-se fizeram a chamada Guerra dos 6 dias ou Yom Kyppur)!!!
Mas se quiser saber mais pormenores, como por exemplo, porque os ex-prisioneiros dos campos de concentração não foram parar á Africa do Sul, não precisa de ir muito longe.
Neste mesmo blogue, o seu primeiro texto é exactamente uma carta aberta a Pacheco Pereira sobre este assunto, que escrevi em 28 de Fevereiro.
Tem lá a explicação histórica de tudo o que se passou nessa altura, pois também ele me pareceu que não sabia, ou fingia não saber muito sobre esse tema e vi-me na necessidade de lhe explicar. Recomendo-lhe o artigo, para poupar tempo com mais explicações.
Está lá tudo.
Volto a repetir o que um pouco acima diz: “nunca quis a Paz com Israel, e, aliás, nos seus documentos políticos……..”
Como “devia saber” (se é que não sabe,…..sem ofensa!!) o Hamas, organização fundamentalista religiosa, nasceu no final de 1987, estimulada por Israel, que via nela uma forma de minar a liderança da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), dominada pelo Fatah do falecido líder nacionalista Iasser Arafat.
Financiada directa ou indirectamente por alguns países árabes e inicialmente até pelos serviços secreto israelitas.
Era uma organização, inspirada na Irmandade Muçulmana egípcia, misto de milícia, partido e instituição de caridade.
Dedicava-se fundamentalmente á beneficência e só muito mais tarde evoluiu para se tornar um grupo radical, não se aliando á Fatah de Arafat, por questões religiosas (rivalidade Sunitas/Xiitas) e pela comprovada corrupção existente entre os dirigentes dessa organização, que na altura lutava sozinha contra Israel, para tentar expulsar os israelitas dos territórios que estes ocuparam após a guerra dos 6 dias (ou do Yom Kippur) em 1973.
Aceito que recentemente o Hamas apele ao desaparecimento de Israel, certamente por uma questão táctica, pois na sua origem e até há pouco, todos os documentos referem desejar apenas remeter Israel às fronteiras anteriores aquela guerra.
Esta mesma organização, aliás, mal ganhou as eleições, expulsou a OLP de Gaza, a tiro, pelo que duvidosamente está interessada em dividir o poder seja com quem for, judeu ou palestiniano, e não é por acaso que no seu manifesto de 1988 se diga o que segue sobre a OLP.
Seguem-se 6 linhas em inglês a explicar as diferenças do comportamento religioso entre as duas facções e pouco mais.
O que é importante perceber é que o (religioso) Hamas, era contrário aos acordos entre Israel e as lideranças do partido (secular) palestino Fatah.
Venceu as eleições legislativas de 2006 em Gaza e na Cisjordânia e a pesar dessa vitória reconhecida por todos, como democrática, legítima, processada e fiscalizada por entidades independentes, não foi reconhecido por nenhum governo “dito ocidental”.
O gabinete dirigido pelo Hamas foi boicotado por Israel e as potências ocidentais.
Abbas recusou-se a ceder ao Hamas o comando das forças de segurança.
A crise política resultou em conflito armado que levou à expulsão do Fatah de Gaza.
Diálogo para um governo de união nacional, mediado por Qatar, fracassou sob pressão dos EUA.
A eleição de 2006 dividiu a liderança palestina.
O Hamas assumiu a chefia do gabinete, mas a Presidência da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) continuou nas mãos de Mahmoud Abbas, do Fatah.
Só restou ao Hamas recorrer á força para exercer o poder que as urnas lhe tinham outorgado. Mas só o conseguiram fazer na faixa de Gaza.
Nem sequer me preocupo em argumentar porque não conseguiu impor-se no restante território, de tal maneira é óbvio, que não quero passar um atestado de “menos capacidade” a um Director Pedagógico, caso me atrevesse a justificar essa explicação.
Esta mesma organização, como verão no mesmo manifesto, da educação tem a ideia da educação religiosa, pela memorização sistemática do Corão; tem, das mulheres a ideia de que devem cobrir-se da cabeça aos pés, da política a ideia de que a centralização do Estado se faz através da centralização do mesmo nas mãos dos religiosos; tem das pessoas a ideia que conduz os pais a enviarem os filhos de bombas amarrados ao suicídio. A estas atitudes e posições chama-se ser fascista.
Quere-se dizer, independentemente das razões subjacentes ao Corão, determinarem as mesmas regras para todos os crentes da religião muçulmana, há que abrir uma excepção para o Hamas, por recomendar comportamentos que são generalizadas a todos os seguidores dessa religião, mas que á partida, no seu entendimento, estão automaticamente dispensados de levar á prática se não forem do Hamas.
Porquê? Deduzo eu, para não serem “fascistas”.
É evidente, que o exagero de considerar a doutrina preconizada pelo Corão como contendo instruções que “levam os pais a enviarem os filhos de bombas amarrados ao suicídio”, é pura demagogia.
O genuíno amor dos pais, de qualquer religião, em qualquer país do mundo, tem em comum a maior capacidade de amar o próximo, na figura de um filho.
É não só da natureza humana, como de todo e qualquer outro animal.
É a sobrevivência das espécies, a determinarem os sentimentos e instintos.
É dialéctica Hegeliana.
Só que neste caso estamos esquecendo que essa é a única forma artesanal ao seu alcance, para sacrificando o seu amor supremo, poder atingir o inimigo, que está a pôr em risco não só a sua sobrevivência imediata, como também a longo prazo a manutenção da sua “espécie” (numa perspectiva religiosa).
É o seu Deus, dissemelhante de todos os outros Deuses, que merece tal sacrifício.
Que justifica ele ser “fascista”.
Nós, que nos dizemos cristãos, esquecemos que a Bíblia da Igreja católica apostólica romana, quase ignorada por esta há 50 anos, certamente para não ser confrontada com a inenarrável violência que ela retrata, em quase todas as suas páginas.
O medo é a sua essência e a morte é o seu argumento.
O Corão ao pé dela é um romance cor-de-rosa.
É pois com espanto que vejo alguma Esquerda, por este mundo fora, apelar a um acordo com esta seita fascista que, ainda por cima, recusa qualquer acordo de paz, como se vê acima e mesmo no seu manifesto de 1988, e cito:
Seguem-se mais 3 linhas em inglês, a garantir em resumo, que a solução é a “Jhiad”
É do meu ponto de vista e pelo que atrás sintetizo, absolutamente incorrecto, chamar o fascismo como argumento neste caso.
É sobretudo intelectualmente desonesto, tentar relacionar o fascismo, com o apoio de qualquer que seja a esquerda, numa qualquer perspectiva ideológica.
Os que apoiam a luta dos árabes contra os israelitas, na libertação da Palestina do jugo do imperialismo americano, esse sim fascista, muito “petrolíficamente” disfarçado com o oportunismo Bíblico do Sionismo mais retrógrado, reflectem isso sim, um profundo respeito pela verdade da vontade daquele povo que elegeu democraticamente o Hamas para dirigir os seus destinos.
É, absolutamente insustentável que seja quem for que apoie a Democracia possa apoiar o Hamas.`
Estava tentado a pedir-lhe desculpa, por pensar acusá-lo de o senhor está a ler ao contrário, fazendo das vítimas carrascos.
Mas deve ser impressão minha, visto que o senhor se diz “Director Pedagógico” e como tal, deve ser o “ponto de vista” que está mal..... da dita!.
Como não tenho dúvidas quanto a aceitar ser verdade o que dizem os responsáveis de Israel – cada vez que o fanatismo islâmico se sente derrotado esconde-se cobardemente atrás das mulheres e crianças deixando sempre este problema, pára-se com a guerra para que eles ganhem tempo e se rearmem uma e outra e outra vez ainda?
Caro senhor, como lá “atrás sintetiza” como “certezas” certas e acima refere “que não tem dúvidas”, corre o risco de Cavaco Silva lhe exigir direitos de autor.
Quanto ao fanatismo islâmico quando se sente derrotado, esconde-se atrás das mulheres e crianças (cobardemente, classifica você!!!) aconselho-o a ler o que sobre isso eu escrevo neste Blogue nos artigos que escrevi no dia 8 de Janeiro “Gaza Hipocrisia Sangrenta”, no dia 9 “Gaza”, no dia 11, “A televisão na Faixa de Gaza” .
Se no fim dessas leituras não chegar á conclusão que afinal o seu problema é um grave caso de miopia, aconselhava-o generosamente a ir ao médico.
Não lhe aconselho a especialidade, porque no fundo ainda não estou seguro de qual é verdadeiramente o seu problema.
É tempo, penso, de começar a exigir aos islâmicos que se demarquem de vez face ao fanatismo e é tempo da Esquerda se deixar de “jogos” sem regra face a estes fanáticos, Aliás, cito o que eles pensam dos Comunistas,”……………. ou melhor juntando o que o Hamas pensa sobre a Maçonaria e os Rotários,
Seguem-se aproximadamente 6 linhas em inglês, para provar que o Hamas é anti-comunista, anti-Maçons, Anti-Rotários.
É curioso que o senhor lance o labéu de anti-comunista ao Hamas, para já não falar dos pobres Maçons e desgraçados Rotários.
Aos Rotários e Maçons, reconheço finalidades filantrópicas, concepções elitistas da sociedade, alguma reserva organizativa mais restrita e com mais características de seita nos Maçons que nos Rotários.
Todos terão certamente pessoas boas, óptimas, más, péssimas, dependendo do ponto de vista exterior ou quem sabe, mesmo do interior.
É muitas vezes uma questão de ponto de vista (cá estou eu, outra vez com o problema da “vista” desta vez designando por “ponto”, sem clarificar se é um “grande ponto” ou pequeno, quem está de fora a analisar).
Quanto aos Comunistas a coisa fia mais fino.
Certamente por modéstia, ou por a lista dos capitalistas ser muito extensa, não quis demonstrar quem são os anti-comunistas.
Limitou-se a referir os árabes do Hamas e mesmo esses com as citações em 6 linhas de transcrição do sua autêntica bíblia árabe, que parece ser para si, o “Manifesto Central do Hamas” ou para ser mais rigoroso o “The Covenant of the Islamic Resistance Movement 18 August 1988”, de cuja 15 páginas, o senhor teve a gentileza de me dar a conhecer.
Fiquei vergado!!!
Como sou comunista, só me tem preocupado a problemática da exploração do homem pelo homem, na busca de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, procurando aquela felicidade que certamente estava nos desígnios da Natureza, quando deu a inteligência ao homem, para se servir dela e justificar a excepção, com que estava a beneficiar o género humano.
Pelos vistos, a natureza dos Árabes, no seu ponto de vista (lá estou eu!!!) estão excluídos e será justo eles demonizarem os comunistas porque não fazem parte da Natureza.
Estarão á procura do céu, para aí então se realizarem nos desígnios divinos, sendo que os Israelitas, generosamente estão a chaciná-los para que eles mais rápido que devagar, atinjam o tal desígnio acelerando generosamente a sua ida para o céu, na maior quantidade possivel.
Temos que agradecer aos Israelitas o “modus faciendis” e aos americanos as ferramentas para essa altruísta função.
Finalmente vejam ainda o que pensa o Hamas sobre os acordos de paz,………… e mais ainda para que não hajam dúvidas e para que se perceba o porquê, da inicial pelo menos, rejeição da Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas,
Novamente em 8 linhas ainda em inglês, para dizer que em resumo, não acreditam que lhes seja feita justiça e a solução é de facto a Jihad
Eu acho que fazem mal em não acreditar.
De certeza que o Conselho de Segurança das Nações Unidas ainda não reconheceu o Hamas como legítimo governo da Palestina, para não forçar o futuro presidente dos Estados Unidos a mostrar o que vai decidir: escolhe um cão de água português ou um gato persa.
Essa questão é mais importante do que se julga.
Segundo uma noticia que acabo de ler:
Jerusalém, 8 set (EFE) - Cães e gatos podem aprender a conviver e compreender suas diferentes linguagens, segundo um estudo da Universidade de Tel Aviv, cujo autor acredita que israelenses e árabes deveriam aprender com estes animais de estimação e começar a se entender. O zoólogo Joseph Terkel, especialista em comportamento animal, disse hoje à Agência Efe que sua última pesquisa demonstra que "cachorros e gatos podem aprender a conviver em uma mesma casa, , os animais podem se dar bem e, inclusive, aprender suas diferentes linguagens corporais.
"Por exemplo, um gato quando está zangado mexe o rabo da esquerda para a direita, enquanto um cachorro utiliza este gesto quando está contente.
É o que chamamos de comportamentos opostos",
Aqui está a solução, os árabes aproveitam quando virem os israelenses a dar ao rabo para a direita, deixam de dar ao rabo para a esquerda e tudo vai correr bem.
Caro Director Pedagógico, como vê estes estudos da Universidade de Telaviv, podem ser uma solução que não contunde com as suas convicções, ponho dúvidas é que os Israelitas não estejam mesmo empenhados em exterminar os árabes do Hamas primeiro e depois da restante Palestina, assim o mundo o permita.
Os argumentos que me enviou nas 15 páginas, não são precisos para justificar o direito que dizem lhes assistir desde há 3.000 anos, mais coisa menos coisa, á Terra Prometida, porque aquela questão do Moisés também não é muito garantida.
O que é importante é fazer parte do Povo Eleito de Deus, o que para qualquer “barra botas” árabe, Indo-Europeu ou Euro-asiático, não é fácil!!!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009


A GUERRA COLONIAL PORTUGUESA

1961-1974

Esta extraordinária apresentação, vai ser estreada em 4 de Fevereiro, data do início da Guerra em Angola em 1961.

A versão final pode ser ligeiramente diferente, pois ainda se está a dar os retoques finais.
Como documento histórico irá certamente constituir um marco, pois a qualidade da sua produção, riqueza de conteúdos e rigor histórico, é de facto excepcional.

Com textos de Aniceto Afonso e Matos Gomes.
Tem os seguintes capítulos:
- Principais protagonistas
- Cronologia Nacional e Internacional – 1945 a 1974
- Resoluções da Assembleia Geral e Conselho de Segurança da ONU, referentes aos territórios sob administração portuguesa -1955 a 1974
- A Guerra Colonial em números
- Vídeos e Imagens organizados por temas
Para ver este notável documento histórico clique A GUERRA COLONIAL PORTUGUESA 1961-1974
Esta extraordinária apresentação multimédia, vai ser estreada no dia 4 de Fevereiro, data do início da Guerra em Angola em 1961.
A versão final pode ser ligeiramente diferente, pois ainda se está a dar os retoques finais.
Como documento histórico irá certamente constituir um marco, pois a qualidade da sua produção, riqueza de conteúdos e rigor histórico, é de facto excepcional.
Com textos de Aniceto Afonso e Matos Gomes.
Tem os seguintes capítulos:
- Principais protagonistas
- Cronologia Nacional e Internacional – 1945 a 1974
- Resoluções da Assembleia Geral e Conselho de Segurança da ONU, referentes aos territórios sob administração portuguesa -1955 a 1974
- A Guerra Colonial em números
- Vídeos e Imagens organizados por temas
PARA VER ESTE NOTÁVEL DOCUMENTO CLIQUE AQUI
BARACK OBAMA
O PRIMEIRO PRESIDENTE JUDEU DOS ESTADOS UNIDOS

Shimón Peres pregunta a Obama : ¿Que pode fazer por Israel?»
Ha’aretz, 17 de noviembre de 2008.
O candidato democrata á presidência Barack Obama dando uma palestra dirigida aos lideres da comunidade judia dos Estados Unidos, no dia 16 de Abril de 2008 na Congregação Rodeph Shalom em Filadélfia


BARACK OBAMA
O PRIMEIRO PRESIDENTE JUDEU DOS ESTADOS UNIDOS
Parte de um artigo escrito por James PetrasProfessor emérito de sociología na la Universidade de Binghamton (New York)


Segundo Abner Mikvner, importante porta-voz sionista nacional, ex-congressista, juiz federal, conselheiro do Presidente Clinton, um dos primeiros patrocinadores de Obama, considera BaracK Obama,” o primeiro presidente judeu dos Estados Unidos”.A afirmação de Mikvner, reflecte tanto o alargado e unilateral compromisso de Obama com o Estado de Israel e a sua lealdade á "Representação do Poder Sionista" (ZPC, nas siglas inglesas) nos Estados Unidos, como resultado do antigo e notável esforço de uma rede de poderosos sionistas judeus, a nível financeiro e político para “encaixar” Obama no seu aparelho político designado “Antes de tudo, Israel” Isto é um reflexo histórico das contínuas afirmações de alguns judeus americanos, de terem lutado e ganho nos anos sessenta, a batalha dos direitos civis em nome dos afro-americanos, negando-lhes basicamente que os negros americanos, tenham tido um papel político com independência, na sua própria luta.Inclusivamente os elogios feitos á sua “sabedoria”, “brilhantismo” e “agudeza intelectual”, foram sempre vinculados ao seu apoio incondicional ao Estado de Israel, bem como a proclamação que fazem “confidencialmente” de que é um político cauteloso e prudente, reflecte o facto de ter enchido de fanáticos sionistas a Casa Branca, os Conselhos Económicos e inclusivamente todo o aparelho de segurança.



A criação e recriação de Obama


O “Chicago Jewish News”, importante órgão de propaganda a nível nacional dos incondicionais de “Antes de tudo, Israel” publicou um extenso artigo sobre “Obama e os Judeus” de autoria de Pauline Dubkin (24 de Outubro de 2008) que referia que “um antigo observador judeu da cena política” declarara com alguma coragem, referindo-se a Obama: “Foram os judeus que o fizeram. Para onde quer que olhem, encontrarão uma presença judia”.A conversão e promoção de Obama como adepto de “Antes de tudo, Israel” é um caso excelente para provar os métodos utilizados por o (ZPC) para construir uma base de poder quase invencível, no sistema político dos Estados Unidos.
A construção de Obama pelo (ZPC), não é resultado de uma operação planificada com antecedência e centralmente controlada por uma camarilha.
A conversão de Obama começou através do bombardeamento ideológico a vários níveis: individual, familiar e comunitário.
Conforme Obama passou da política local á nacional, a promoção sionista também foi evoluindo do poder local a um nível nacional, mais concertado e organizado, que incluía campanhas de financiamento, nomeações para fazer carreira nos negócios, propaganda paga, e viagens de doutrinamento a Israel.O processo de converter Obama num apoiante, segundo um artigo do “Chicago Jews News”, começou durante os seus estudos na Escola de Direito de Harvard, onde foi “detectado” por uma professora sionista, Martha Minow, como um provável simpatizante”inteligente, prometedor e politicamente ambicioso”. A professora relata orgulhosamente, como lhe facultou contactos com os seus familiares, incluindo o seu pai, um importante corrector da Bolsa e com companheiros sionistas que dirigiam uma firma de advogados em Chicago e lhes recomendou que contratassem Obama.
Em resumo o primeiro passo do recrutamento sionista foi utilizar um posto académico prestigiado, como contacto inicial, seguido da promessa de uma carreira feita numa rede de prestigiados profissionais.
O passo seguinte foi introduzir Obama numa associação de amigos e vizinhos da comunidade judia entre os quais figuravam importantes patrocinadores financeiros sionistas.Os primeiros promotores de Obama tiveram um papel fundamental, convencendo-o que o seu futuro político dependia de ter como aliados os sionistas e que esse apoio dependia do seu compromisso total com o programa de “Antes de tudo, Israel”.
Como a ligação de Obama aos seus patrocinadores liberal-sionistas do Partido Democrata se ia fortalecendo, o seu vínculo á organização comunitária negra e ao pastor, seu antigo mentor o ministro afro-americano progressista Reverendo Jeremiah Wright, foi-se debilitando. No final da década de 1990, Obama estava firmemente comprometido com a rede sionista-liberal do Partido Democrata e através dessa rede uniu-se a figuras-chave sionistas, que resultaram vitais para a sua campanha presidencial: David Axelrod, responsável pela estratégia política de Obama desde 2002 e arquitecto da estratégia da sua campanha presidencial de 2008 e Bettilu Salzman, filha de Philip Klutznick, um multimilionário promotor imobiliário, fanático de “Antes de tudo, Israel”
Salzman/Klutznick
admite que ela nunca teria financiado e promovido Obama, unicamente pela sua “inteligência” ou política liberal, se ele não de tivesse comprometido com os interesses de Israel. Afirma: Obviamente não iria apoiar alguém que se opusesse a Israel e ao que representa. Concorda com todas as questões relativas a Israel. Está exactamente no mesmo lugar que Clinton (Hillary), talvez até de forma mais firme. É um pensador mais claro. (Chicago Jewish News, 24 de octubro de 2008)Durante o tempo que Obama serviu no Senado de Illinois, despachou com uma judia ortodoxa e fanática de “Antes de tudo, Israel”, Ira Silverstein, que se gabava do seu papel na “educação” de Obama sobre a ortodoxia judia e o que era mais importante, “compartilhava os sentimentos a favor de Israel” até ao ponto de… “quando Silverstein patrocinou numerosas resoluções condenando as bombas da OLP, Obama se afirmava como co-patrocinador entusiástico”. (ibid)
Completamente enfeudado á “Configuração do Poder Sionista”, Obama foi aconselhado por Axelrods, Klutznicks e outros estrategas importantes para que fizesse a obrigatória peregrinação ritual a Israel e a prometida obediência aos seus dirigentes no decurso da sua campanha para o Senado.Dois anos depois, em 2006, durante a sua viajem a Israel, Obama foi acompanhado e guiado pelo vice-presidente executivo da Federação Metropolitano Judia de Chicago. Debaixo da orientação sionista, Obama “identificou-se” com o Estado israelita, ignorando totalmente a situação dos palestinos que estavam sendo selvaticamente reprimidos pelo exército israelita e atacados diariamente pelos colonos sionistas-fascistas. Obama regressou comprometido e convertido totalmente, como um político afro-americano sionista.Com a aprovação garantida do israelita-ZPC, a base financeira de apoio a Obama se ampliou até incluir alguns dos mais ricos judeus estado-unidenses pro-Israel no Médio Oeste, incluindo Lester Crown, cujo filho, James Crown encabeçou a campanha financeira de Obama no Illinois. Segundo Crown [pai]: “Desde o momento em que me encontrei com ele, as vezes que falamos sobre Israel, e tivemos oportunidade de o fazer em varias ocasiões, sempre se mostrou um ardente defensor da posição defensiva de Israel (sic), e da posição de Israel em relação á segurança ”. (Ibid)
A esses fascistas sionistas, que pedem para Israel anexar toda Palestina e expulsem os “árabes” e que se sentiram molestados pelas referências passadas de Obama, sugerindo a solução de dois estados, Crown assegurou-lhes que a proposta de Obama se apoiava em exigências tão desajustadas das concessões a fazer aos palestinos, que as suas palavras não eram mais, que folhas levadas pelo vento.
Nem todos os judeus aceitam esta visão de um Obama enfeudado com os sionistas: Alguns racistas recusam-no, chamando-o negro incompetente e pouco digno de confiança devido á sua “muito íntima relação” com o Reverendo Jeremiah Wright. Os meios de comunicação de massas influenciados pelo sionismo, seguiram o conselho da extrema-direita e orquestraram uma campanha de ódio contra o Reverendo Wright e seus laços com Obama. Os “sionistas liberais” que conceberam a estratégia e dirigiram a campanha presidencial de Obama, convenceram facilmente Obama, para que se dissociar publicamente do seu ex-ministro e mentor dos anos oitenta. E Obama cumpriu.Sem duvida, a aliança da direita republicana com os fascistas sionistas pediram a Obama que fizesse uma denuncia pública do Reverendo. Os sionistas liberais prepararam o guião que Obama recitou, emitindo uma feroz condenação do Rev. Wright censurando “o crime da defesa da soberania e autodeterminação dos palestinos, feita por Wright”.
Obama, já havia cruzado o Rio Jordão. A sua capitulação ante os fascistas sionistas foi a consequência inevitável dos seus fortes e íntimos laços com os seus promotores liberal-sionistas. A purga e pública flagelação de um famoso teólogo cristão afro-americano dos oprimidos foi só o começo da maquilhagem sionista de Obama, como primeiro Presidente judeu (ou melhor dito, sionista) dos Estados Unidos.Foi seguido de uma serie de purgas de qualquer assessor “centrista” o “realista” do “establishment” que pudesse ter pronunciado em qualquer momento do passado, até á mais leve das críticas sobre as políticas de Israel, ou incluindo quem tivesse trabalhado ou se tivesse associado com algum outro crítico de Israel ou do lobby judeu dos EEUU, passava a ser considerado “culpado por associação”.Os fascistas sionistas intensificaram rapidamente a sua campanha para obrigar os sionistas liberais de Obama a purgar a Zbigniew Brzezinski, o frio guerreiro e Assessor da Segurança Nacional do ex Presidente Jimmy Carter, a Samantha Power, autora e professora universitária na Escola Kennedy do Governo na Universidade de Harvard e a Robert Malley, um ex assessor de Clinton, pela percepção dos seus crimes contra o sionismo. Brzezinski foi acusado de defender o que ele chamava “una política imparcial para o Médio Oriente”, algo claramente “anti-semita” aos olhos dos incondicionais seguidores de Israel que dominam as Presidências das Organizações Judias Americanas Mais Importantes (PMAJO, com as siglas em inglês).
Pior ainda, tinha elogiado o livro de Walt-Mearsheimer que criticava o lobby de Israel, uma ofensa capital aos olhos da maior parte do espectro político judeu. Power y Malley também haviam transgredido a linha de “Antes de tudo, Israel”. Ainda que Brzezinski se tenha retratado depois dos seus elogios aos estudos dos Professores Walt y Mearsheimer, ele e os outros membros, os “três agressores” especialistas da política externa viram-se marginalizados e excluídos de poder fazer alguma aproximação em questões políticas relacionadas com o Médio Oriente.O controlo da política do Médio Oriente de Obama foi assumido por Dennis Ross, um virulento sionista partidário das políticas ultra-militaristas de Israel, que postula também um ataque armado preventivo contra as instalações nucleares e militares iranianas. Ross é um seguidor incondicional do aniquilador assedio israelita pela fome dos 1,5 milhões de habitantes da Faixa de Gaza e apoiou totalmente os selváticos ataques aéreos de Israel contra objectivos civis no Líbano. A nomeação de Ross por Obama é a garantía mais clara para todos os sionistas, liberais, ortodoxos ou fascistas, de que a política de EEUU no Médio Oriente continuará estando subordinada aos interesses do Estado de Israel e do seu exército.
A purga levada a cabo por Obama a toda e qualquer uma das moderadas políticas para o Médio Oriente, o seu alinhamento com os fanáticos de “Antes de tudo, Israel” na maioria das posições mais importantes aparecidas na sua campanha e na nova Administração, reflectem o seu profundo e enorme mergulho na Configuração do Poder Sionista. O resultado é um “Presidente judeu” no sentido em que a maior parte das nomeações mais importantes para a Casa Branca, assim como no campo económico e na segurança, reflectem a influencia do poder sionista anterior ás eleições na criação, doutrinamento e conteúdo da candidatura de Obama.


EPILOGO


Nos primeiros dias de Dezembro de 2008, o partido direitista de Israel, Likud, sob a liderança de “Bibi” Netanyahu, reuniu e proclamou a sua lista de candidatos para as próximas eleições nacionais (12 de Fevereiro de 2009). A maioria dos candidatos proclamados representa o que a maior parte de jornalistas israelitas denominam como “direita dura”, o que poderá descrever-se exactamente como o fascismo sionista. A maioria do Partido Likud está a favor da expulsão de todos os palestinos do Grande Israel, da captura militar de Gaza, do fim de qualquer pretensão de negociações de paz, bem como o bombardeamento imediato de Irão.Actualmente, o Likud e os seus fascistas contam com o apoio de uma maioria de judeus israelitas. Se ganham, há a certeza absoluta de que receberão o apoio automático de todas as respeitáveis organizações judias pro-Israel nos EEUU, que seguem sempre a seguinte máxima: “Não é um problema nosso questionar em quem votam os Israelitas para o poder. O nosso dever é apoiar o Estado de Israel.A eleição de um regímen israelita fascista subiria a parada em Washington. Incluiria forçosamente o engajamento de Obama no aparelho sionista e apoio ao fascismo judeu e á limpeza étnica total da Palestina e á sua decisão unilateral de “destruir com armas nucleares” Irão?


Ao fim de três semanas da sua presidência, Obama terá de enfrentar o seu maior desafio no Médio Oriente, que servirá para definir a natureza da política estado-unidense para a região


PODE LER O ARTIGO COMPLETO AQUI :CLICANDO AQUI

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

AINDA……..GAZA!!!

Nesta altura, em que os criminosos israelitas, chacinam palestinos, sob o olhar tranquilo da ONU e as palavras de circunstância de europeus e americanos, principais responsáveis das enormidades que no desgraçado território de Gaza se estão a passar, sinto-me tão incomodado, que publicar qualquer coisa no Blogue é doloroso e desconfortável.
Sinto-me como se estivesse de luto e fosse obrigado a falar de coisas que não fossem a minha dor, de cidadão, que não aceita esta violência e a passividade do meu governo.
É uma tristeza, um ser humano, perante esta tragédia entre tantos e tão graves problemas com que o mundo se debate actualmente, ver perder tanto tempo a elogiar um jogador de futebol, que fazendo aquilo que gosta, gozando a vida de um privilegiado, tem direito a tanto tempo de antena e a ocupar quase todo o espaço, de todas as primeiras páginas, de todos os jornais.
Eu não devo estar bem, devo ter qualquer coisa errada, pois gostando de futebol, de que até fui praticante, considerando Ronaldo, um génio na arte do futebol, um caso de excepcional força de vontade e um jovem digno da nossa admiração, até por que apesar de todas estas mordomias, parece não perder o norte aos seus objectivos.
Se são justos e equilibrados, é outra questão, mas de facto é notável perceber que está ali um jovem de eleição, digno dessa admiração e de servir de exemplo, tendo em vista todas as suas qualidades, quer técnicas quer humanas.
Mas a questão central, não é questionar a justeza do prémio, a questão é estar num país tão medíocre que ao olhar para a banca dos jornais, essa justa distinção e um grande retrato de Ronaldo,está escarrapachado em todas as primeiras páginas dos nossos jornais, deixando para segundo plano tudo o que de mais fundamental para a humanidade se está a passar no mundo.
Aceito á partida, que com esta distinção, o nome de Portugal andou e anda nas bocas do mundo.
Mas chegar ao ponto de se considerar que aumentou a auto-estima dos portugueses e não se relativizar esta vitória na importância que de facto tem, vai uma distância que me dói.
Simpatizo com o Ronaldo, fiquei muito satisfeito de ele ter ganho, julgo por eu ser também português, mas nada mais do que isso.
Fazer um alarde desse prémio, ao ponto de lhe dedicar o programa Prós e Contras, dá ideia do exagero a que chegámos.
Podia ser noutro programa qualquer, mas ali, esse evento era perfeitamente inadequado até por contrariar a filosofia do programa.
Não havia razão aparente para encontrar detractores até porque as hipotéticas más-línguas, referidas criticamente pela apresentadora, ao lembrar que tinha ouvido durante o dia, pessoas a dizer que era outro que merecia etc., etc. como se fosse um crime o direito a outras opiniões!!! Não estiveram presentes a não ser na argumentação da própria apresentadora.
Fico a pensar que pelo menos esses poderiam dar conteúdo á designação do programa e deveria ter aproveitado para convidar essas pessoas, para ali irem expor as suas razões, com a vantagem de contraditar a opinião geral dos convidados, questão que certamente daria mais vivacidade ao debate, num programa, que se intitula “Prós e Contras”.
Afinal foi de muitos “Prós” e “Nenhuns Contra”
Mas enfim…..é o que temos, até um dia!!!!!
Para vos compensar deste meu sombrio estado de espírito, lamentavelmente justificado pela carnificina que o noticiário da televisão mais uma vez referiu que se estar a passar em Gaza, vou oferecer-vos um “Power Point” maravilhoso, com a música e as palavras adequadas ao meu deprimido estado de espírito.

domingo, 11 de janeiro de 2009

POLITICAMENTE FALANDO
Espero que o "ilustre crítico" cujo texto comento no artigo que coloquei na coluna POLITICAMENTE FALANDO, que vem a seguir, leia tambem esta lição, dada por um representante da Palestina recentemente na Assembleia das Nações Unidas e que na altura, fez a comunidade do mundo sorrir.
O representante da Palestina começou assim o seu discurso:

"Antes de começar a minha intervenção, quero dizer-lhes algo sobre Moisés.
Quando partiu a rocha e inundou tudo de água, pensou, "que oportunidade boa de tomar um banho!"
Tirou a roupa, colocou-a ao lado sobre a rocha e entra na água.
Quando saiu e quis vestir-se, a roupa tinha desaparecido.
Um Israelita tinha-a roubado".
O representante Israelita saltou furioso e disse:
"O que é que você está a dizer?
Os Israelitas não estavam lá nessa altura!!!."

O representante Palestiniano sorriu e disse:
"e agora que se tornou tudo claro, vou começar o meu discurso."
A TELEVISÃO NA FAIXA DE GAZA
Um tal Paulo Nogueira, que se intitula ”crítico de televisão”, escrevia no "Correio da Manhã" de hoje:
”No conflito israelo-árabe apoio Israel”.
Este tipo, começa por se considerar apoiante (?) de Israel no conflito israelo-árabe.
E fora do conflito, pergunto eu? Por exemplo, num desafio de futebol é "apoiante" do Benfica?...do Sporting??
” Mil perdões se prefiro as democracias às teocracias, até porque aquelas não patrocinam terroristas nem usam os seus civis como escudos humanos”.
Pode pedir a quantidade de perdões que quizer, porque não acredito que esta criatura, não saiba que o Hamas não tem um exército, para poder usar civis como escudos humanos.
É com base na sua população em regime de guerrilha popular, que está a enfrentar o colosso militar que é Israel.
Não há civis e militares.
É com armas ligeiras, com força da razão e o desespero na luta pela sua sobrevivência, que este martirizado e espoliado povo enfrenta um Golias de dimensão tão desmesurada, que nem a lenda mais fantasiosa conseguiria imaginar uma fisga para David, com qualidade para derrubar este Monstro.
Aquilo a que este “crítico” chama de terroristas, que usam civis como escudos humanos, são homens que estão nas suas casas, não invadiram território nenhum, e nas ruas da sua terra, da sua cidade, combatem o inimigo que os desterrou, ocupou o território onde nasceram, relegou-os para campos de refugiados, onde agora os estão a chacinar.
Que o digam aqueles 100 desgraçados, que obrigados á traição pelos israelitas a entrarem numa casa, a bombardearam em seguida, matando grande parte deles.
“O Hamas, embora democraticamente eleito pela população de Gaza”
Mau!!! Então não foi este tipo que disse preferir a democracia á teocracia?
“instaurou uma ditadura que matou e expulsou palestinianos do Fatah (este é laico e, ao contrário daquele, reconhece o direito de Israel à existência”. E Israel querer sobre sobreviver não é ‘desproporcionado’…)
A única razão que este “senhorito” encontra, para o Hamas ter lutado contra a Fatah (Partido laico), foi o facto de esta organização, que pelo facto de ser "laica" e reconhecer o direito de Israel à existência, embora tendo perdido as eleições, como ele reconhece textualmente, ter por essa razão o direito de negar o poder ao Hamas porque, calculem, o Hamas não é "laico"e portanto não tem o direito o direito de governar o seu povo, tal como o resultado das eleições determinou e qualquer govêrno democrata reconheceria.
Para êle, o facto das nações ocidentais, por pressão dos Estados Unidos, não terem reconhecido essa vitória e a Fatah continuar a usurpar o poder, não é razão suficiente.
Não tem a mínima importância o facto da maior parte da sua Direcção ser composta por uma cambada de corruptos e alguns traidores, que cobardemente já reconhecem Israel, como um Estado de Direito independentemente das suas fronteiras estarem permanentemente a alargar para as terras palestinas, essas ao menos contestadas por todo o mundo.
Não esqueçamos que esse dito Estado de Direito, se tem colocado á margem de todas as resoluções da ONU que sucessivamente o vem condenando, em dezenas de moções, só porque o seu aliado americano tem sistematicamente apoiado e votado contra, colocando-se sempre ao seu lado embora isoladamente, pela simples e única razão de o considerar seu mais “fiel” amigo, naquela “petrolífica” área.
E Israel querer sobre sobreviver não é ‘desproporcionado’… ???
Nas guerras actuais, a TV exerce, até involuntariamente, um efeito pacifista: cada plano de uma criança esventrada (não importa a nacionalidade: toda a criança fala Esperanto) é uma punhalada no coração da Humanidade
Uma pergunta: Este cavalheiro já alguma vez viu uma criança israelita, esventrada? Não!!!! As que viu e são muitas, são todas palestinas.
Não viu, como eu e ninguém viu, pela simples razão de que não há, pelas razões invocadas. Por isso a punhalada no seu (dele) coração, é uma punhalada igual á dos ilusionistas, o punhal engole a lamina, e o espectador é que sofre!!!
“Confesso que, se alguém tocasse num cabelo da minha filha, eu (um doce de pessoa) degenerava num Charles Bronson”.
A sorte que este tipo teve em não ter nascido em Gaza!!!
Pera lá!!! A sorte foi de Israel, pois com este tipo transformado em Charles Bronson...... ia tudo á frente!!!.
Ainda o tipo não se lembrou de encarnar a fera do Sylvester Stallone, o Rambo I, II,III, IV etc.... para já não falar no actual Presidente da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, o terrivel Extreminador, porque então........ até eu ficava com pena dos “inocentes” isrelitas.
“Israel proibiu o acesso de jornalistas a Gaza. Há dias, o Supremo Tribunal israelita mandou suspender a medida. Telavive autorizou a entrada de oito jornalistas, mas depois reconsiderou. Uma questão melindrosa”.
Uma questão melindrosa! Então aqueles democratas não têm o direito de proibir que se saiba o que os Israelitas estão a fazer aos árabes? Era o que faltava!!!
Tais restrições são comuns quando está em causa a segurança nacional e o desfecho de um conflito. Podem, porém, ser contraproducentes – muitos dos media ocidentais já adoram odiar Israel sem precisar de incentivo. O tom da CNN internacional – no início pró-israelita – já mudou. E, ao contrário dos media ocidentais, dos quais só o ‘NY Times’ e o ‘Independent’ têm correspondentes em Gaza (ambos palestinos), a Comunicação Social árabe dispõe de jornalistas no terreno.
Ó seu chapa!!! Ponha-me também lá nas suas contas e aos milhões e milhões que começam a odiar Israel, de borla, “sem incentivo”, só porque somos humanos, respeitamos o próximo, não queremos para os outros aquilo que não desejamos para nós e sobretudo horroriza-nos a manipulação que você e os seus correligionários andam a fazer da miserável violência a que os desgraçados árabes, escorraçados do direito á vida que você deseja para a sua filha, estão a ser alvo, com o apoio dos mandatários do Capitalismo mais retrógrado de que você mesmo e a sua família ainda hão-de sofrer as consequências, independentemente dos fretes que anda a fazer, nos espaços que dispõe na imprensa diária.
Claro que a imprensa israelita é muito mais livre do que a das ditaduras árabes, embora haja censura militar (como sobre o programa nuclear).
Claro!!! Até será!!! Pois não foi Israel que se tornou uma potência nuclear, nas barbas da ONU, contrariando todas as determinações desse Organismo? Não foi Israel que em instalações secretas subterrâneas, fez o desenvolvimento da tecnologia necessária ao fabrico das bombas nucleares, mostrando aos inspectores que por lá passavam, somente os andares superiores, onde nada de ilegal acontecia?
Mas o facto é que a Al-Jazeera acaba de tirar a barriga de misérias. Com quatro correspondentes no território palestino, a emissora do Qatar exibe imagens "que nunca entrariam nas TV ocidentais", como notou o ‘Guardian’. Distinguindo-se dos canais árabes estatais (que ecoam os respectivos governos – Egípcios, Jordanos e Sauditas críticos ao Hamas e a Israel, e Sírios enaltecendo a resistência palestiniana), a Al-Jazeera (com um canal em inglês) ouve todos os envolvidos. E já mostrou imagens de Siderot e outras cidades israelitas atingidas pelos foguetes dos fanáticos.
Mas que raio de conversa!!!
Se está a confessar que a Al-Jazeera ouve todos o envolvidos. Ainda por cima depois de ter reconhecido “como notou o Guardian” que os canais árabes críticos (Egípcios, Jordanos, Sauditas e Israel) e apoiantes (Sírios) do “fanático” Hamas, são “todos” ouvidos, a pesar de reflectirem a opinião dos seus governos (gostava de saber onde não é assim!!!) enaltecendo a resistência palestina.
Esta semana, a emissora entrevistou em Damasco Khaled Meshal, o líder do Hamas. E ouviu em Telavive a ministra Tzipi Livni, candidata a primeiro-ministro em Fevereiro. Ao microfone da Al-Jazeera, Livni criticou severamente… a Al-Jazeera.
Este senhor ou é “critico” ou faz-se!!! Acha que é noticia a ministra Tzipi Livni, candidata a primeiro-ministro de Israel, criticar severamente… a Al-Jazeera, por “democraticamente” ter ouvido parte das “partes” em conflito, dado que uma das “partes” era a favor do Hamas?

Ele há cada um!!!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

GAZA

Em "Publico" 9 de Janeiro de 2009

Numa casa, estavam quatro crianças, demasiado fracas de fome para se conseguirem pôr de pé. As crianças estavam ao lado dos cadáveres das suas mães. Na casa, havia um total de 12 corpos.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) vinha a pedir acesso ao local, no bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza, há vários dias.
A organização lançou ontem uma rara crítica pública ao Estado hebraico, dizendo que os soldados estavam a 80 metros da casa e não havia como não saberem das consequências dos seus ataques no local.
Ao não permitir que chegasse ajuda aos feridos, concluiu o CICV, Israel não cumpriu a lei humanitária internacional.
"O exército israelita tinha de ter conhecimento da situação mas não deu qualquer assistência, nem tornou possível qualquer assistência do Crescente Vermelho palestiniano aos feridos" disse Pierre Wettach, responsável por Israel e territórios palestinianos ocupados do CICV.


Dias antes de ler esta noticia, recebi de um amigo um "power point" que aborda o problema da guerra e da paz, que pode ver clicando AQUI .

Depois de o abrir e esperar um pouco, não esqueça de clicar em F5 para ver em ecran inteiro.

Reproduzo a seguir a mensagem de agradecimento que lhe enviei e que é o meu grito de desespero, a minha incomensurável revolta perante a monstruosa selvajaria , que assola Gaza nesta altura, de forma absolutamente desenfreada.

...... As duas imagens em que um militar, completamente equipado para o combate, de camuflado impecável, pegando ao colo uma criancinha ensanguentada, levou-me a relacionar a cena com o que se está a passar actualmente em Gaza.
É um terror e uma desumanidade tão grande que nos é dado assistir, que mata qualquer intenção de ver na paz, uma solução para o que lá se passa.
Penso, o que nunca julguei possível.
Penso que os sionistas não me permitem pensar em perdão.
Penso que o que estão a fazer aquele povo, não pode ter desculpa nem paz, enquanto assistir a uma criança árabe, por instinto de sobrevivência a atirar uma pedra a um tanque, porque não pode fazê-lo contra os aviões e helicópteros que lhes detroem a família, os matam á fome, lhes roubam a terra onde nasceram e destroem o refúgio que os abriga.
Se soubesses o que me custa ver tanta injustiça, perceberias como me sinto responsável de gritar o meu desespero, perante a incapacidade de fazer alguma coisa para além disto, que é alertar as pessoas para o que se está a passar e cuja culpa não é só dos malvados sionistas, mas também de uma América que leva a Europa por arrasto, para defender o indefensável e criminoso sistema que no fundo é quem está por de traz de todos os principais problemas do mundo, o Capitalismo.
Perdoa-me este desabafo, mas hoje estou particularmente sensível a esta incomensurável infâmia a que alguns seres humanos se prestam e a que a Humanidade está a assistir, aparentemente sem pouco ou nada fazer.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

AO QUE NÓS JÁ CHEGÁMOS!!!
BANCO DE INGLATERRA
BAIXA JUROS PARA MÍNIMO HISTÓRICO
A autoridade monetária britânica anunciou hoje a descida da sua taxa de juro de referência de 2 para 1,5%, o valor mais baixo desde que a instituição foi fundada, em 1694.
O corte foi hoje anunciado pelo Comité de Política Monetária do Banco de Inglaterra (BoE) e especula-se que vá continuar a cortar os juros devido ao agravar da recessão.
O ministro das Finanças britânico Allistair Darling, afirmou que o Tesouro do Reino Unido irá ter que tomar um papel mais activo na política monetária do país, caso as taxas de juro do Banco de Inglaterra se aproximem de zero.
Economistas ingleses consideram que as perspectivas para a economia inglesa são tão más que o corte dos juros, já não interessa.
Ainda hoje, o Governo britânico desmentiu as notícias de que estaria a considerar a impressão de mais dinheiro apara combater a crise de crédito.
Por outro lado um porta-voz do Tesouro sublinhou que "não estão colocadas de parte quaisquer opções para estimular a Economia".
"Vamos assistir a um aumento da cooperação entre o BoE e o Governo",
disse o economista Stewart Robinson o mesmo é dizer, vamos combinar quantas notas vamos imprimir, para cobrir o roubo que andamos ( O Capitalismo) á séculos, a fazer a quem trabalha e a quem produz.
É curioso que ainda ontem eu escrevia neste Blogue:
O “código” aceite pelas nações para facilitar a troca de mercadorias e pagamento da “mão-de-obra” é o “dinheiro”.
A produção mundial representa somente 1% do dinheiro que circula no mundo.
Se o Capitalismo consegue ludibriar a este nível, os que produzem, arrecadando a diferença entre valor do capital circulante e o pagamento da produção, julgo que está tudo dito!!!.
O resto são teorias económicas que só servem para justificar os prémios Nobel.
A evolução tecnológica, a complexidade dos sistemas e a velocidade a que tudo isto se processa, permite confundir os dados, para uma leitura linear da História.
No entanto, se nós sem exagerar, confrontarmos o que se passa hoje e o que se adivinha, embora não acreditando em bruxas, “mas que las ay, las ay”, encontraremos muitas semelhanças com as condições que levaram não só á ascensão do Nazi-Fascismo, como no outro extremo da fronteira ideológica, á Revolução Francesa e á “Grande Revolução de Outubro” na Rússia.
Em conclusão, julgo que se estão a criar condições para uma nova era revolucionária, de profunda transformação da humanidade e de novas relações económicas.
Nem outra coisa era de esperar.
Talvez fosse ousadia admitir que seria em tão breve espaço de tempo.
No entanto é fácil de prever que os avanços tecnológicos e concomitantemente os culturais, NÃO possam continuar a permitir que os donos dos meios de produção, derivados exactamente dessa evolução tecnológica, continuem a dispensar tanta mão de obra impunemente.
Ao dispor dessa mão de obra a seu belo prazer e ao desprezar as consequências sociais de uma a “Bolsa do desemprego” descomunal, para poderem continuar a absorver a quase totalidade da mais valia produzida , estão a criar as condições objectivas para uma profunda e revolucionária alteração das relações de produção
Por outro lado o diferencial existente entre a massa monetária em circulação e a produção, é de tal maneira desproporcionado, que foge totalmente ao controle das velhas teorias económico/financeiras.
Tudo terá de ser revisto, pois o mercado que sustenta os privilégios e os privilegiados, não suporta mais as condicionantes destes diferenciais, e tentar manter essa relação é o suicídio da humanidade ou a oportunidade para uma nova e definitiva revolução, que assente em bases de justiça social, satisfaça as necessidades e a inteligência da esmagadora maioria da população do planeta.
Em tudo isto a cultura dos povos foi determinante, para tornar ridícula as tentativas de ludibriarem as verdadeiras causas da crise a que assistimos.
A História irá inexoravelmente, percorrer os caminhos do Progresso, quer os banqueiros e os políticos seus “ordenanças”, queiram ou não.

GAZA - "HIPOCRISIA SANGRENTA"
por JOSÉ GOULÃO(inédito)
Altos responsáveis de países que se consideram faróis da «civilização» multiplicam apelos à «contenção» e ao«cessar-fogo» em Gaza, como quem procura assim cumprir uma obrigação perante o «agravamento da crise» no Médio Oriente.
A hipocrisia de presidentes, ministros, diplomatas ou porta-vozes é tão óbvia como de costume, mas ainda consegue ser chocante tendo em consideração a tragédia que vitima mais de um milhão de meio de pessoas amontoadas num pequeno território inóspito aferrolhado entre Israel, o Egipto e o Mediterrâneo.
Tais apelos baseiam-se na objectividade de um pretenso distanciamento entre as «partes em conflito», assim se exigindo uma rigorosa simetria de comportamentos como numa guerra convencional entre exércitos clássicos.
Simetria, pois, entre civis indefesos e as forças armadas que ocupam o quarto lugar no ranking das mais poderosas do mundo; entre ocupados e ocupantes; entre morteiros mais ou menos artesanais e o poder de fogo dos F-16 e dos tanques de última geração; entre comunidades famintas sujeitas há anos a um feroz bloqueio de bens essenciais e uma nação estruturada apoiada sem limites pelo mais poderoso país do planeta; entre as vítimas e respectivos descendentes de uma limpeza étnica e os ses autores.
O Hamas quebrou a trégua e tem de pagar, devendo desde já sujeitar-se ao regresso ao cessar-fogo faça o inimigo o que fizer, sentenciam os diplomatas civilizados.
Trégua que verdadeiramente nunca existiu, uma vez que foi desde logo desrespeitada pelo Estado de Israel ao violar um dos seus pressupostos essenciais: o fim do bloqueio humanitário a Gaza.
Durante os últimos seis meses o cerco não apenas se manteve como se apertou.
Como movimento terrorista, o Hamas tem que pagar, dirão ainda e sempre os civilizados senhores do poder de distinguir os que são e os que não são terroristas, do mesmo modo que lançam guerras contra possuidores de armas de extermínio que nunca existiram.
O Hamas, porém, praticamente não era nada quando se iniciou a primeira Intifada palestiniana, em fins de 1988. Hoje, o papel dos serviços secretos de Israel na criação efectiva de um movimento islâmico, o Hamas, para dividir a resistência nacional palestiniana dirigida pela Organização de Libertação da Palestina (OLP) já nem é sequer um segredo de Polichinelo.
Os interessados em aprofundar o assunto poderão começar por pesquisar através da obra de Robert Dreyfuss e começar a desenrolar o novelo. Descobrirão elementos muito interessantes e com flagrante actualidade.
A verdade é que de grupinho divisionista e terrorista o Hamas se transformou num movimento que, tirando dividendos dos fracassos sucessivos do chamado processo de paz, boicotado por Israel e Estados Unidos e assumido pela Fatah como única opção estratégica, conseguiu ganhar as eleições parlamentares palestinianas em 2006.
O Hamas cresceu com as estratégias militaristas em redor, como os talibãs no Afeganistão (agora controlando zonas a menos de 50 quilómetros de Cabul) ou o Hezbollah no Líbano, fruto das invasões israelitas da década de oitenta.
Reconhecer que o Hamas é agora uma realidade evidente no problema israelo-palestiniana não significa fraqueza, simpatia ou conivência com o terrorismo. É, prosaicamente, uma simples questão de senso comum.
As eleições de 2006, proclamaram os observadores internacionais, muitos deles oriundos das terras «civilizadas», foram livres e justas. Logo, ao Hamas coube formar governo – diz-se que é assim que funciona a democracia.
Engano puro.
A chamada «comunidade internacional» decidiu não reconhecer o governo escolhido pela maioria dos palestinianos; nem sequer aceitou uma aliança entre o Hamas e a Fatah, que praticamente fazia o pleno da vontade dos eleitores.
Pelo contrário, também não são segredo as diligências da administração de George W. Bush e do governo israelita de Ehud Olmert para lançar a guerra civil entre as duas principais organizações palestinianas – chegando, para isso, a fornecer armas à Fatah – fazendo simultaneamente por ignorar o acordo entretanto estabelecido pelos dois movimentos sob mediação do Egipto e da Arábia Saudita.
Este processo conduziu à divisão palestiniana: a Fatah na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, dependente do que Israel lhe permite ou não fazer; e o Hamas controlando Gaza, território dos seus principais feudos.
Daí ao bloqueio a Gaza e, agora, à invasão, foi um pequeno salto.O massacre está em curso, assistindo-se na comunicação social a tão curiosos como ridículos esforços para distinguir entre vítimas civis e militares.
Em Gaza, para que conste, não há militares, a não ser os invasores.
Existem restos da polícia autonómica, militantes do Hamas armados e organizados como milícias. O resto é milhão e meio de desempregados, famintos e humilhados.
Tal é o inimigo de Israel que lançou alguns morteiros, por exemplo contra a cidade de Asqelon, que em 1948 se chamava Al-Majdal e era uma aldeia árabe cuja população, vítima da limpeza étnica em que assentou a criação do Estado de Israel, se refugiou em Gaza.
Os dirigentes de Israel asseguram que os «civis» serão poupados durante a invasão.
Tal como aconteceu em 1982 em Beirute, onde os militares comandados por Ariel Sharon, fundador do partido de Ehud Olmert e Tzipi Livni, destruíram o sector ocidental da cidade, acabando por patrocinar os massacres de Sabra e Chatila. Ou em 1996, quando Shimon Peres, actual presidente israelita, foi responsável pelo massacre de Canan, também no Líbano, e mesmo assim perdeu as eleições parlamentares.
Gaza, ainda assim, será diferente de Sabra e Chatila.
Agora, os soldados israelitas sujam mesmo as mãos com o sangue das populações indefesas – salpicando inevitavelmente os hipócritas que os defendem.

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.


Eugénio de Andrade

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009


A ESPERANÇA E A REALIDADE

Recebi um “Power point” de um amigo, certamente tão cheio de expectativas na eleição de Barack Obama, como de ingenuidade sobre a sua capacidade de alterar radicalmente a situação política e económica mundial.
Quanto eu desejava que assim fosse e que ele tivesse razão!!!
Infelizmente, não acredito!.

1ª Questão

O Sistema Capitalista não permitiria.
O “código” aceite pelas nações para facilitar a troca de mercadorias e pagamento da “mão-de-obra” é o “dinheiro”.
A produção mundial representa somente 1% do dinheiro que circula no mundo.
Se o Capitalismo consegue ludibriar a este nível, os que produzem, arrecadando a diferença entre valor do capital circulante e o pagamento da produção,
julgo que está tudo dito!!!.
O resto são teorias económicas que só servem para justificar os prémios Nobel.

2ª Questão

Barack Obama foi eleito com o apoio do grande capital, contrariamente ao que os “Mídia” quiseram fazer crer ao difundir a ideia de que o financiamento da sua campanha eleitoral tinha sido feito quase exclusivamente com comparticipações do “povo” seu apoiante, em múltiplas parcelas de 10 e 20 dólares.
Por acaso uma campanha que consumiu milhões e milhões de dólares e considerada por todas as fontes, como a mais dispendiosa campanha, de todos os tempos!!!.

3ª Questão

A imagem externa dos Estados Unidos da América, a sua economia, as suas derrotas militares e a fragilidade da sua política contestada universalmente, necessitava de um Barack Obama, para encenar uma viragem de 360 graus.

4ª Questão

Esta questão só serve para justificar todas as anteriores.
Quem são as individualidades que constituem o “staff” do futuro Presidente dos Estados Unidos da América? Chega ou é preciso explicar?
Tudo isto para justificar os dois “Power Points” que se seguem.
O 1º foi feito por um brasileiro ingénuo, influenciado pela sua vontade de transformar a sua esperança em realidade.
O segundo é a minha leitura política do mesmo “Power Point”, transformando-o e adaptando-o á realidade e á possibilidade de ainda poder haver um Mudo Novo, cheio de esperança e Justiça Social.
Faça você a sua leitura e se chegar á conclusão de que sou eu que tenho razão….muito bem!!!
Se achar que não….muito bem!!!!
O problema é seu!!!


1º Power point : Vá clicando para mudar de imagem



Esta agora é a minha versão do mesmo "Power Point"

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

6 DE JANEIRO - DIA DE REIS

Boas Festas me darão os Reis!!!
Era assim que por tradição se ganhava o direito a ter uma prenda.
No Dia de Reis, cada pessoa que encontrava outra pela primeira vez nesse dia, ao vê-la e dizendo primeiro “Boas Festas me darão os Reis” , obrigava a outra a dar um presente!!!
Eu vou inverter a tradição: Quando se encontrar comigo, porque veio ver o Blogue, vou presenteá-lo com umas musicalidades.
Quer ouvir??? CLIQUE AQUI espere e quando abrir CLIQUE EM F5

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

MOVIMENTO NA EUROPA

DEFENDE A QUALIDADE DE VIDA

ONDE SE FALA DO SLOW EUROPE, SLOWDOWN E DO SLOWFOOD

Comer é fundamental para viver.
A forma como nos alimentamos tem profunda influência na nossa vida.
Melhorar a qualidade da nossa alimentação e arranjar tempo para a saborear, opondo-se à tendência de padronização alimentar no Mundo, é a finalidade da filosofia Slow Food, cujo símbolo é um significativo caracol.
Fundado por Carlo Petrini em 1986, o Slow Food tem a sede internacional em Bra, na Itália
Este movimento por oposição á chamada Fast Food (Tipo Mac Donald’s), tem nos seus princípios fundamentais, a defesa dos pequenos prazeres e do ritmo de vida; oposição ao uso excessivo dos produtos químicos e agrotóxicos nos alimentos e preservar as tradições culturais da culinária das mais diversas regiões do país.
No Algarve já alguns restaurantes aderiram a este movimento.
Este movimento do Slow Food está a dar origem a um movimento mais amplo chamado “Slow Europe”, referido pela revista Business Week na sua última edição européia.
A origem deste amplo movimento está no questionamento da "pressa" e da "loucura" geradas pela globalização e pelo apelo ao consumo em oposição à "qualidade de vida" ou à "qualidade do ser".

Para ler o Manual do Slow Food, clique AQUI
(Para fazer download é necessário o Adobe Reader)

Algumas destas filosofias podem ser apreciadas e testemunhadas no “Power Point” que se segue.

NESTE LINK

domingo, 4 de janeiro de 2009

É INFAME!!!! É UMA VERGONHA!!!!

A humanidade está a assistir ao descalabro do direito de existir!!!
O que se está a passar em Gaza, no Iraque, no Afeganistão, para já não falar de África e da América Latina, tiram ao homem, o direito de se continuar a afirmar com espécie.
Temos de denunciar. Temos de resistir. Temos de lutar.
A humanidade não pode estar sujeita a que um conjunto de energúmenos, que se apoderam dos governos e se sirvam dessa situação, para beneficiar uma pequena camada de capangas.
Em relação á Palestina, não devo estar longe da verdade, quando desconfio que se não fosse o facto do facínora do Presidente Bush se ir embora dentro de pouco tempo, Israel não se atreveria a avançar para esta invasão.
A eleição de Barack Obama é sobretudo uma ocasião dos americanos tentarem melhorar a sua imagem internacional e darem ao mundo a ilusão de que as coisas vão ser diferentes.
Por isso arrisco, a que logo que ele entre em funções, esta ofensiva em particular, vai parar.
Não importa a desgraça que tenha causado, não interessa a quantidade de mortos, não preocupa os feridos e estropiados que tenham feito, não tem importância as torturas que tem causado a todo um povo, que foi infamemente espoliado do direito de ter uma pátria.
Também tive ocasião de ouvir o criminoso Bush declarar que a América estava ao lado de Israel, porque eles eram o mais fiel amigo que tinham!!!.
Como se isso lhes desse o direito de os ajudar e colaborar na matança que Israel está a fazer.
Acabo de ir do café, onde infelizmente o único jornal que diariamente é dado a ler aos clientes é o Correio da Manhã. No café que frequento e em todos os outros!!!
Não vou analisar o seu conteúdo, a sua politica editorial, ou as razões comerciais que lhe estão subjacentes
Só ponho para análise uma questão.
Nesse jornal, que é um diário de informação geral, num pequeno país onde há 3 jornais também diários, que se dedicam exclusivamente a dissecar tudo sobre desporto, no dia em que dá a conhecer aos seus mais de 120.000 leitores, a notícia de que Israel começou a invasão terrestre de Gaza, relega esse facto para uma pequena uma pequena noticia na 36ª página, ao mesmo tempo que dedica quatro páginas ao futebol e mais três a outros desportos.
Como é possível ter uma imprensa destas? Que país é este?
Acho que isto ultrapassa toda a racionalidade e tem foros de atentado á Cultura e sobretudo á liberdade de opção.
Cabe a cada um de nós a obrigação de denunciar estas enormidades
Agora veja este “Power point” que aborda a questão da Palestina.

NOTA- Quando abrir a apresentação não ligue ao pedido de PALAVRA-PASSE e clique onde diz : SÓ DE LEITURA

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PROTESTOS EM LISBOA

CONTRA O MASSACRE DE GAZA

Acções de protesto contra o massacre da população de Gaza:
· Dia 5 de Janeiro, Largo de S. Domingos (Rossio), 18 horas
· Dia 8 de Janeiro, Embaixada de Israel, 17 horas

Estas acções estão a ser convocadas e organizadas pela CGTP, Comité de Solidariedade com a Palestina, CPPC, TPI, MDM, BE, Abril, FER, Rubra, PO, SOS Racismo, MDPPM, Gueto e outras entidades.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

COMEÇO POR DESEJAR UM ANO NOVO

COM TODA A FELICIDADE POSSÍVEL

NO MEIO DO AGUDIZAR DA CRISE

QUE SE ADIVINHA

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MELHOR QUE PALAVRAS DOCES

PARA AMENIZAR A PREOCUPAÇÃO

SÓ A MÚSICA!!!

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