Mensagem

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sexta-feira, 19 de abril de 2013


OBRIGATÓRIO REFLECTIR SOBRE ESTE TEXTO 
                    DE VIRIATO SOROMENHO                      

“UNIÃO EUROPEIA MORREU EM CHIPRE"
 por VIRIATO SOROMENHO MARQUES
Quando as tropas norte-americanas libertaram os campos de extermínio nas áreas conquistadas às tropas nazis, o general Eisenhower ordenou que as populações civis alemãs das povoações vizinhas fossem obrigadas a visitá-los. Tudo ficou documentado. Vemos civis a vomitarem. Caras chocadas e aturdidas, perante os cadáveres esqueléticos dos judeus que estavam na fila para uma incineração interrompida. A capacidade dos seres humanos se enganarem a si próprios, no plano moral, é quase tão infinita como a capacidade dos ignorantes viverem alegremente nas suas cavernas povoadas de ilusões e preconceitos. O povo alemão assistiu ao desaparecimento dos seus 600 mil judeus sem dar por isso. Viu desaparecerem os médicos, os advogados, os professores, os músicos, os cineastas, os banqueiros, os comerciantes, os cientistas, viu a hemorragia da autêntica aristocracia intelectual da Alemanha. Mas em 1945, perante as cinzas e os esqueletos dos antigos vizinhos, ficaram chocados e surpreendidos. Em 2013, 500 milhões de europeus foram testemunhas, ao vivo e a cores, de um ataque relâmpago ao Chipre. Todos vimos um povo sob uma chantagem, violando os mais básicos princípios da segurança jurídica e do estado de direito. Vimos como o governo Merkel obrigou os cipriotas a escolher, usando a pistola do BCE, entre o fuzilamento ou a morte lenta. Nos governos europeus ninguém teve um só gesto de reprovação. A Europa é hoje governada por Quislings e Pétains. A ideia da União Europeia morreu em Chipre. As ruínas da Europa como a conhecemos estão à nossa frente. É apenas uma questão de tempo. Este é o assunto político que temos de discutir em Portugal, se não quisermos um dia corar perante o cadáver do nosso próprio futuro como nação digna e independente.



Associação Conquistas da Revolução

Mensagem da Associação Conquistas da Revolução no 39ºaniversário do 25 de Abril
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                                    Abril é o futuro.

                     Comemoramos Abril sempre!

Fazemo-lo tendo presente nas nossas memórias, de forma impressiva, aquele dia 25 do ano de 1974 – Dia da Liberdade – bem como o processo revolucionário que se lhe seguiu e que, nascido da aliança Povo/MFA, viria a conduzir à construção da democracia mais avançada alguma vez existente em Portugal: democracia económica, política, social, cultural, amplamente participada e tendo como referência básica a independência nacional - a Democracia de Abril, como, muito justamente, lhe chamámos.

Fazemo-lo recordando a Revolução de Abril e as suas Conquistas que transformaram profunda e positivamente Portugal e foram ponto de partida para a materialização de um projecto que tinha como vector determinante o respeito pelos direitos e interesses dos trabalhadores, do povo e do País: a liberdade, os direitos sociais e laborais, a justiça social, as nacionalizações, a reforma agrária, a descolonização, a paz, a independência nacional – Conquistas que são o símbolo dos valores e dos ideais da Revolução de Abril e que continuam a afirmar-se, na situação actual, como setas apontadas ao Futuro.

Fazemo-lo sublinhando a importância histórica da Constituição da Republica Portuguesa que, aprovada em 2 de Abril de 1976, consagrou a Revolução de Abril e as suas Conquistas e continua a constituir, hoje - apesar de já submetida a sete revisões, cada uma delas roubando-lhe pedaços de Abril – uma relevante plataforma da luta em defesa dos valores de Abril.

Fazemo-lo nunca esquecendo e sempre denunciando o longo processo contra-revolucionário: o seu início; os seus objectivos; os seus protagonistas; os métodos a que tem recorrido; o seu ódio a Abril; o estado a que conduziu o País.

Fazemo-lo olhando com extrema apreensão, mas também com muita confiança, para a situação actual do País: uma situação dramática que, contudo, é necessário e possível superar.
Ao Portugal de Abril – momento mais luminoso da nossa história colectiva - sucedeu este Portugal sombrio, negro, gerado por 37 anos de política de sucessivos governos PS/PSD/CDS-PP: o Portugal do desemprego; da precariedade; dos roubos nos salários e nas reformas; dos roubos nos direitos laborais e sociais; das injustiças sociais e do aumento do fosso entre pobres e ricos: da exclusão, da pobreza, da miséria e da fome; do afundamento da economia nacional; da venda a retalho da independência e da soberania de Portugal; do domínio absoluto do poder do grande capital nacional e transnacional sobre o poder político; de uma democracia precária, crescentemente carenciada de conteúdo democrático e trazendo-nos todos os dias à memória o tempo que «em Abril, Abril venceu».
É essa política da contra-revolução - executada nas últimas quatro décadas por quase uma vintena de governos da troika nacional, todos em frontal desrespeito pela Constituição da República, todos fora da lei Fundamental do País e, de há dois anos para cá, sob a batuta da troika ocupante - a única responsável pelo estado de desgraça a que Portugal chegou.
É essa política de ódio a Abril que urge derrotar e substituir por um política de sentido oposto, logo inspirada nos valores de Abril.
Por isso, comemoramos Abril. Por isso o comemoramos em luta. Com a firme convicção de que é nos valores de Abril - nas suas conquistas políticas, sociais, económicas, culturais, civilizacionais - que se encontra a solução para os muitos e graves problemas criados pelos governos e pela política da contra-revolução. Com a certeza de que a conquista de tal solução depende, no essencial, da luta dos trabalhadores e do povo.
Com os trabalhadores e o povo, com a intervenção organizada de todos os homens, mulheres e jovens identificados com os valores de Abril, conquistaremos um rumo novo para Portugal.
Abril vencerá! Porque Abril é o futuro.

quinta-feira, 18 de abril de 2013



        CONVITE
VIVER ABRIL EM 2013
VIVER A MEMÓRIA DA ANSIEDADE DA NOITE DE 24 DE ABRIL
VIVER E CELEBRAR O GLORIOSO 25 DE ABRIL DE 1974

UMA COMISSÃO DE MILITARES DE ABRIL E DE DEMOCRATAS CIVIS, CONVIDAM A POPULAÇÃO EM GERAL A REVIVER AS EMOÇÕES QUE ANTECEDERAM E CULMINARAM COM A DERROTA DO FASCISMO, NO HISTÓRICO DIA 25 DE ABRIL!            

PROGRAMA

24 DE ABRIL DE 2013

CONCENTRAÇÃO JUNTO AO ANTIGO QUARTEL-GENERAL DO GOVERNO MILITAR DE LISBOA, NO LARGO DE S.SEBASTIÃO DE PEDREIRA.

·         22H00 – Evocação do 1º objectivo militar conquistado pelos militares do Movimento das Forças Armadas (MFA)
·         22H55 – Intervenção evocativa da tomada da Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas e de outros objectivos militares, então alcançados pelas forças do MFA, com destaque para a canção “E depois do Adeus” de Paulo de Carvalho e “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso, que serviram de “senhas” para o início das operações militares.
·         23H20- Inicio das intervenções voluntárias dos presentes, relacionadas com as histórias do 25 de Abril, no sentido de testemunhar as várias experiências vividas e transformações sofridas na vida pessoal de cada cidadão e na elevação do conceito de cidadania.
·         23H50 – Leitura e votação de um “MANIFESTO”, contra os ataques de que a Constituição da Republica está a ser vítima.
·         24H00 – Encerramento das cerimónias do dia com  Grândola Vila Morena” e finalizando com o Hino Nacional.

NOTA INFORMATIVA – Elementos da “Associação 25 de Abril” irão concentrar-se junto da Radio Renascença (Rua Ivens nº 14 – Metro Baixa-Chiado), pelas 00H20, onde será cantada aGrândola Vila Morena, seguindo-se a visita a alguns lugares históricos relacionados com o 25 de Abril, como sejam o Largo do Carmo e a sede da PIDE.

25 DE ABRIL DE 2013

CONCENTRAÇÃO NO TERREIRO DO PAÇO, JUNTO À ESTATUA DE D.JOSÉ

·         07H00 – Evocação da importância que tiveram para o êxito da Revolução e fim da noite negra do Fascismo, os factos históricos que tiveram lugar naquele espaço
·         07H30 – Homenagem ao capitão Salgueiro Maia, Tenente Assunção e Alferes Souto Maior, pela sua heroica actuação. Evocação do exemplar comportamento das Forças da Escola Prática de Cavalaria, da artilharia posicionada no Cristo-Rei, da Fragata que, mandada fundear frente ao Terreiro do Paço, recusou uma atitude hostil contra os revoltosos e do heroico episódio do enfrentamento ao oficial fascista que deu ordem de abrir fogo, chegando a espancar o soldado que se recusara faze-lo.
·         08H00 – Momento de poesia, junto ao cais das colunas, com a leitura do poema “Filhos de Portugal”, de Solange de Oliveira a que se seguirá o lançamento à água de cravos vermelhos, símbolos de Abril. Selamos assim, desta forma simbólica, o compromisso de  nos batermos até ao fim dos nossos dias pela Democracia e pela soberania de Portugal escudados na solene memória dos militares mortos nas injustas guerras do Ultramar e nas vítimas civis do regime fascista.
·         09h00 – Deslocação até à Assembleia da Republica, para assistir nas galerias, às comemorações oficiais do 25 de Abril

Os apoiantes desta iniciativa apelam à participação de todos nas comemorações do 25 de Abril que vão ser levadas a cabo Avenida da Liberdade.

CUMPRIR ESTE PROGRAMA, ALIMENTAR O NOSSO ORGULHO PATRIÓTICO E DIGNIFICAR O PORTUGAL DE ABRIL.
Apoiantes:

Militares de Abril: Andrade da Silva, Dinis de Almeida, Henrique Mendonça, José António  Rosado, Manuel Custódio, Matos Serra, Paulo Telheiro, Silveira Pinheiro, Vítor Lambert.

Outros Cidadãos: Alexandra Luiz, Ana Rodrigues, Jaime Luiz Basílio de Almeida, Jerónimo Sardinha, João Vantacich, Jorge Correia, José Manuel Sande Vasconcelos, Lídia Simões, Maria Emília Tavares, Maria Joaquina Babau, Nuno Melo, Ruth Moreira, Suzel Patrão.



                    CAVACO SILVA                  

          UM HOMEM PEQUENINO       


Cavaco Silva representou o nosso país na inauguração da Feira do Livro de Bogotá (Filbo), na sua 26.ª edição, dedicada a Portugal.
O próprio Presidente da Republica da Colômbia acompanhado de numerosa comitiva, deram a honra de estar presente neste evento.     
O nosso (?) Presidente da República, Cavaco Silva, como representante de Portugal, fez uma longa intervenção onde citou Camões, “o maior dos nossos poetas”, mas esqueceu de citar José Saramago um dos maiores escritores mundiais, Prémio Nobel da Literatura e principal referência internacional da cultura portuguesa.
Conhecendo o homem como conheço, tenho a certeza que não o fez por mal.
O facto de Saramago ter emigrado por sua causa, recusado a apertar-lhe a mão, ou esquecido de elogiar a rigorosa perfeição do seu nó de gravata, incomoda-o menos, que o facto do Sr. António Sousa Lara, quando era seu Subsecretário de Estado da Cultura, ter censurado o livro “Evangelho segundo Jesus Cristo”, não o incluindo na lista dos candidatos ao Prémio Literário Europeu.
Temos a certeza que ele ficou tão indignado com este inquisitorial acto de censura, como a Santa Madre Igreja.
Calculem que até os escritores Pedro Tamen e Fiama Hasse Pais Brandão, tiveram o descaramento de exigir serem retirados da mesma lista, em solidariedade com o seu colega José Saramago.  
Cavaco Silva nunca se perdoou ter aplaudido a decisão do seu Subsecretário de Estado e por isso mesmo, não gosta de recordar o que sente, quando recorda o tiro que lhe saiu pela culatra.
Como sabemos “ele nunca se engana e raramente tem duvidas!”
Em segundo lugar, também não acha que um Prémio Nobel tenha grande significado. Lembremos que até porque já o deram ao Hayek, ao Stiglitz e ao Milton Friedman e a ele nada.
Os únicos que até hoje mereceram um Prémio Nobel, foram o Obama e Henry Kissinger, que receberam o Nobel da Paz e todos sabemos os esforços que eles têm feito para dar cabo dela.
Depois José Saramago é comunista e como sabemos faz parte daquela seita que além de comer criancinhas ao pequeno-almoço, mata os velhos com injecções atrás da orelha e ele como está a envelhecer, “cautela e caldos de galinha, nunca fizeram mal a ninguém”.
Vá-se lá saber o que o futuro nos espera.