Mensagem

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sexta-feira, 5 de abril de 2013


DEBATE QUINZENAL DO GOVERNO

Quando no debate quinzenal realizado hoje na Assembleia da República, ouvimos o primeiro-ministro, tecer loas ao trabalho voluntário de milhares e milhares de pessoas, que se entregam devotadamente para tapar os buracos que o governo vai criando, saltou-nos à memória a “Sociedade dos 2/10”.
Para quem não saiba, essa “Sociedade do 2/10” foi preconizada pelos líderes políticos e financeiros mundiais, reunidos na Fundação Gorbachev em 1995 e que davam o trabalho voluntário, como uma das soluções para o entretenimento dos 8/10 da população que previam iria ficar sem trabalho nas próximas décadas, como uma das formas de manterem a sua dignidade, na medida em que bastariam 2/10 dessa população para satisfazer as necessidades da humanidade.
(O acesso a esse texto pode ser feito no link existente no cabeçalho deste Blogue)
Depois da tristíssima figura feita pelo António José Seguro, a palavra esclarecida de Jerónimo de Sousa, foi um bálsamo, colocando o trabalho voluntário no seu devido lugar e prestando a homenagem devida a quem o pratica.
Nós, como milhares e milhares de comunistas, sentimos que trabalharíamos alegremente por um mínimo indispensável à nossa sobrevivência e dos nossos familiares (como exemplarmente o fazem todos funcionários e deputados do Partido, sem esquecer os autarcas e militantes que, respeitando a consigna que ninguém pode ser beneficiado ou prejudicado ao serviço e em nome do PCP, devolvem ao PCP o dinheiro que ganharam em seu nome ou ao seu serviço), se o resultado do nosso trabalho, revertesse para bem exclusivo do nosso povo.
Mas o que se passa com os apelos do governo ao trabalho voluntário, é o aproveitamento da boa vontade dos cidadãos, a generosidade dos bem-intencionados, para explorar esse esforço e desviar os investimentos assim poupados, para os bolsos dos capitalistas.
São estes conceitos, que nos levam a recusar de forma enérgica o apelo ao trabalho voluntário.
Do lado contrário, hipocritamente, estão as propostas do governo, que outra intenção não têm, senão explorar os trabalhadores e complementarmente as naturais boas intenções dos cidadãos bem formados, querendo substituir por trabalho voluntário nas obrigações sociais naturais do Estado, em alternativa a  fomentar políticas de desenvolvimento e emprego, e sobretudo uma melhor e mais equitativa, distribuição do produto do trabalho.

INTERVENÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA  

 "A CRIATURA DEVE SEGUIR O CRIADOR E LEVAR TODO O GOVERNO” 







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