Mensagem

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012






PETIÇÃO PELA MANUTENÇÃO DA 
URGÊNCIA MÉDICO-CIRÚRGICA 
EM TORRES VEDRAS

Pretende o Ministério da Saúde reformular os serviços de saúde no Oeste, criando um único Centro Hospitalar, com valências repartidas entre Torres Vedras e Caldas da Rainha.
No âmbito desta reforma prevê-se que a urgência médico-cirúrgica fique sediada em Caldas da Rainha, passando Torres Vedras a ter uma simples urgência básica e pediátrica.
Actualmente ambos os hospitais tem um atendimento em urgência médico-cirúrgica de 250 doentes por dia, sendo os próprios profissionais de saúde de ambos os hospitais a afirmarem que nenhum dos dois tem capacidade para absorver a urgência médico-cirúrgica do outro hospital.

CONTRIBUA PARA A MANUTENÇÃO EM TORRES VEDRAS 
DA URGÊNCIA MÉDICO-CIRÚRGICA E DIVULGUE ESTE 
E-MAIL PELOS SEUS CONTACTOS. 

NESTE LINK
     NÃO DÁ A CARA COM A CARETA   
                  EXPRESSÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA 
                     PARA CATALOGAR CAVACO SILVA 

Numa visita ao Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas (SISAB), Jerónimo de Sousa comentou a hipocrisia do Presidente da Republica a armar-se em defensor dos “pobrezinhos”, quando nada faz para que eles não sejam “fabricados”.
E nem de propósito mal ele acabava de dizer:
"O grande problema é que, como é sabido, em relação ao pacto de agressão, a procissão ainda vai no adro, ainda faltam muitas medidas que estão em curso, em vias de ser implementadas, que vão acentuar as injustiças e aumentar a pobreza",
somos atingidos com as novas orientações para deslocação dos doentes aos locais de tratamento, que obriga a quem ganha mais de 600 Euros (Uma fortuna para o governo!!!) terá de pagar 2.5 Euros por quilómetro na sua deslocação.
Vamos lá a ver se ele não aprova essa lei!!!
Aposto singelo contra dobrado, com quem quiser.....que vai aprovar!!!

Está tudo doido!!!
 .
        MAIS UM GRANDE SARILHO!!!

O Governo quer vender os secadores de arroz de Alcácer do Sal. Para o efeito vai levar a cabo no dia 14 de Março uma hasta pública.
A esta medida opõe-se a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em nome de uma centena de produtores de arroz associados e que há muitos anos que utilizam aqueles equipamentos.
"Quem comprar os secadores de arroz, compra um problema", afirmou o responsável, da Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012



                      FIM DO EURO??? 
                  PRECAUÇÕES ACONSELHÁVEIS, 
                      COMO MEDIDA PREVENTIVA. 

UM POVO IGNORANTE É UM INSTRUMENTO CEGO DA SUA PRÓPRIA DESTRUIÇÃO
SIMON BOLIVAR

Brás Teixeira, investigador do Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa da Universidade Católica, dá alguns conselhos práticos, de medidas de prevenção, para o caso de se dar o colapso do Euro, como é profetizado por alguns economistas, para o fim de 2012.
Se pelo contrário a União Europeia, através do Banco Central Europeu (BCE) decidir emitir mais moeda, o Euro desvaloriza e a inflação dispara, bem como o aumento dos combustíveis, taxas de juro, etc.
Não é por acaso que proliferam por todo o lado, postos onde se negoceia o ouro, pois este metal precioso é uma das poucas garantias, para manter algum valor e cuja cotação sobe permanentemente. 2012 vai ser um ano de grande perturbação económico/financeira, contrariamente ao discurso populista do actual governo.
A Crise irá reflectir-se no colapso de muitos bancos e instituições financeiras.

NESTE LINK

                COLUNA VERTEBRAL 
                   E SUA INFLUÊNCIA

Passem o rato ao longo das 24 vértebras.
Façam-no lentamente, e poderão ver uma demonstração de como a nossa coluna vertebral afecta o nosso organismo.
Movam o Rato sobre as vértebras e poderão ver as áreas do corpo directamente correlacionadas.

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

            FARMÁCIAS E REMÉDIOS 
                  DE ANTIGAMENTE 

Aproveitamos o “power point” que publicamos no fim deste texto, como termo de comparação das farmácias antigas e farmácias modernas, de remédios que eram muito populares na altura e hoje estão completamente ultrapassados.
Aproveitamos a circunstância para falar também um pouco dos problemas com que nos debatemos actualmente, no que se refere à política dos remédios e nomeadamente à sua política de preços.
A evolução da sociedade nos últimos 50 anos, tem sido notável e isto é uma afirmação tão óbvia, que já tem o seu quê de ridícula.
A industria farmacêutica não fugiu à regra e diria mesmo que evoluiu de forma tão espectacular, que nada a ver com o que era outrora.
Infelizmente, no que diz respeito aos aspectos económicos, o produto farmacêutico tornou-se num dos negócios mais lucrativos e imorais do mundo, em que a sua variedade, valor curativo e relação custo/produção-venda/público, nada tem a ver com o passado.
Publicámos em tempos neste Blogue, um vídeo sobre a saúde em Cuba do realizador Michael Moore, onde se afirma que uma acompanhante do realizador comprou um remédio que usava normalmente por 15 cêntimos de dólar e nos Estados Unidos o mesmo principio activo, custava mais de 100 dólares.
Hoje, as transnacionais de farmácia, aproveitando as suas capacidades de investigação e a serie de novas moléculas que lançam no mercado, pelo facto de estarem protegidas pelas patentes, faz com que nos medicamentos inovadores porque não têm concorrência, sejam vendidos por preços absurdamente altos e proporcionam lucros fabulosos.
Curiosamente, este tipo de especulação não é considerada uma violação dos direitos humanos e os elementos dos governos, são muitas vezes coniventes com as próprias empresas farmacêuticas.
Neste negócio, a publicidade tem também um papel primordial para influenciar o mercado.
Uma marca ou a um produto farmacêutico consegue obter maior ou menor sucesso de vendas, consoante a dimensão e tipo de campanha publicitária a que se sujeita, não se distinguindo do relevo e métodos, que se utilizam nesse campo, para distinguir as marcas e produtos no ramo da moda, do vestuário, calçado etc.
Em Portugal particularmente, o negócio das farmácias sofre de importantes factores perversores.
O primeiro é a falta de ética e a corrupção que vagueia numa parte da classe médica, para se aproveitar das vantagens, dinheiro, viagens e outras prendas que as empresas farmacêuticas oferecem.
O segundo é a resistência que tem mostrado para prescrever os genéricos, mesmo quando o princípio activo e o excipiente são os mesmos.
Outra novidade neste campo, é também começar a haver indícios que nos genéricos de marca e mais caros, já se iniciou o mesmo tipo de corrupção.
Nesta guerra dos genéricos, os farmacêuticos também estão a defender os seus interesses, dificultando a venda dos que têm preço inferior, porque menores serão os seus lucros.
Neste caso recomendar-se-ia limitar a liberdade excessiva dos farmacêuticos, que lhes permite escolher o genérico. Esta liberdade devia ser sujeita a um regulamento severo, até porque ela se aproxima da prática já proibida desde as "Ordenações Afonsinas" de “quem receita não pode vender e quem vende não pode receitar”, mesmo contando que por detrás da receita, esteja uma prescrição médica não específica.
Um exemplo flagrante dos contornos suspeitos desta guerra dos genéricos, prende-se com as dificuldades encontradas pela indústria farmacêutica indiana, no campo dos genéricos, para entrar no mercado português.
A empresa AUROBINDO PHARMA, uma das maiores desse país, que iniciou em 2011 a actividade em Portugal, afirma que “surpreendentemente” as principais dificuldades que têm encontrado, se prendem com o facto de oferecer preços incomparavelmente mais baixos.
A credibilidade da qualidade da indústria farmacêutica indiana é indiscutível e reconhecida internacionalmente pela americana FDA (Food and Drug Administration) “Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas”, cujo prestígio a torna a instituição especializada de referência internacional
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NESTE LINK

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

             O ESCÂNDALO DO BPN 
PCP PROPÕE AUDITORIA AO PROCESSO DE NACIONALIZAÇÃO DO BPN 

Não é por acaso que colocamos este vídeo no Blogue.
A dimensão desta fraude, que por uma razão ou por outra, estão a ser ocultados pelos partidos maioritários na Assembleia da Republica, tem através da intervenção de Honório Novo, uma justificada exigência da intervenção do Tribunal de Contas, para a sua completa clarificação.
As pertinentes questões levantadas por Honório Novo, são de uma enorme gravidade, tanto mais que será o povo em última instância, que será chamado a pagar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

                       CORRUPÇÃO 
EM PORTUGAL NÃO HÁ COMBATE À CORRUPÇÃO

UM ESCLARECEDOR DEPOIMENTO DO FISCALISTA TIAGO CAIADO GUERREIRO 

Nós não temos um combate à corrupção.
Temos normas de branqueamento, que é uma coisa diferente...
Há estudos da OCDE sobre os impactos da corrupção no desenvolvimento dos países que dizem que se Portugal não tivesse o nível de corrupção que tem, teria o nível de desenvolvimento da Dinamarca. 


                      ZECA AFONSO


EU, POVO 

Eu, o Povo
Conheço a força da terra que rebenta a granada do grão
Fiz desta força um amigo fiel

 Eu, o Povo
Vou aprender a lutar ao lado da Natureza
Vou ser camarada de armas dos quatro elementos

A minha singela homenagem ao SENHOR JOSÉ AFONSO, vulgarmente conhecido como Zeca Afonso, gratidão a um ícone da Revolução de Abril.

             NEM QUERO ACREDITAR !!! 
OS AMERICANOS É QUE DETERMINAM SE PORTUGAL VENDE PARTE DA EDP AOS CHINESES??? 

PARPÚBLICA: ENTRADA DOS CHINESES NA EDP DEPENDE DE REGULADORES NORTE-AMERICANOS ???????????????????????????????????????????????

 Era o que me faltava!!!
Passamos a vida a ser roubados, para o governo pagar dívidas que não fizemos.
Temos um futuro mais negro que um tição!
Obrigam-nos a emigrar e até um dos meus filhos, já obedeceu!
Felizmente que não foi para os Estados Unidos, senão a partir de agora quem o quiser fazer tem de ir ser interrogado (é mesmo interrogado!!!) em Paris, porque deixaram de confiar nos serviços em Portugal.
Já vendemos os anéis todos e agora que queríamos “alugar” os dedos, temos de pedir autorização aos americanos para o fazer.
RAIOS OS PARTAM!!!!!!!!!!!! 









22 Fevereiro 2012 | 20:39

PARPÚBLICA: ENTRADA DOS CHINESES NA EDP DEPENDE DE REGULADORES NORTE-AMERICANOS

As entidades reguladoras do sector da energia e do investimento estrangeiro nos Estados Unidos ainda têm de aprovar a venda da posição do Estado na EDP, gerida pela Parpública, aos chineses da CTG.
A Parpública disse hoje que a “efectiva transmissão” dos 21,35% que Estado detém na EDP para a China Three Gorges (CTG) está dependente da aprovação dos reguladores norte-americanos para o sector da energia e para o controlo do investimento estrangeiro no país.
O esclarecimento foi publicado no “site” da Comissão do Mercado e dos Valores Mobiliários (CMVM) pela Parpública na sequência de notícia avançada pela agência Lusa, no último Domingo.
A notícia dava conta de que a conclusão do negócio entre o Estado português e a CTG estava dependente de reguladores dos Estados Unidos da América (EUA). Hoje, a Lusa deu conta de que a CMVM tinha pedido um esclarecimento ao organismo estatal a respeito de quais as autoridades de regulação que ainda terão de se pronunciar sobre a entrada da CTG no capital da EDP.
 “Na sequência de solicitação dirigida pela Comissão do Mercado e Valores Mobiliários, a Parpública – Participações Públicas. S.A vem esclarecer o mercado”, introduz o comunicado.
“A efectiva transmissão das acções abjecto do acordo [de venda de 21,35% da EDP à CTG] ocorrerá logo após serem observados determinados procedimentos administrativos junto das entidades reguladores do sector da energia e do controlo do investimento estrangeiros nos Estados Unidos da América”, lê-se no documento.
                                     PETIÇÃO PELO 
                      PEQUENO ALMOÇO NA ESCOLA

Nem de propósito, depois de ter comentado o vídeo que aparece a seguir, tive conhecimento deste abaixo-assinado que já assinei com todo o gosto.
Apelo a si, que faça o mesmo e não se limite a assinar.
Envie a todos os seus amigos, porque esta é uma forma de luta possível nos tempos que correm.

PARA TER ACESSO AO ABAIXO ASSINADO 
BASTA CLICAR AQUI

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

      UM BELO PROJECTO EDUCATIVO 

Acabei de ver o vídeo que publicamos no fim deste texto, que chegou aos meu conhecimento pelo facebook, e como se tratava de uma questão ligada à educação, despertou-me imenso interesse.
O apresentador é uma pessoa cheia de sentido de humor, que torna muito agradável a palestra.
O tema é superiormente importante e nada do que ele diz, deixa de corresponder ao que pensamos deveria ser o projecto da sociedade futura.
Acontece que quando acabou o vídeo, ficámos um pouco frustrados, reflectindo como é possível uma pessoa altamente qualificada profissionalmente, dissertar sobre matérias daquela natureza e importância, com aquela naturalidade, fazendo crer que os problemas que levanta e as soluções que sugere, são uma mera opção dos educadores, ficando a impressão que só não são levadas à prática por incompetência ou falta de vontade.
O conferente, não estava a falar para nós, que fazemos parte do povo em geral.
Estava a falar para o seu grupo de amigos. Estava a dissertar criticamente, mas para as elites de que faz parte.
Esse seu projecto, para tornar exequíveis as suas propostas, deveriam antes do mais esclarecer como na sociedade actual, sob o regime de tão injusta distribuição da riqueza, se poderia tornar extensiva a todos os cidadãos tais medidas.
Aí, se estivesse a ser sincero, verificaria que tal como funciona a sociedade Capitalista, à qual dispara críticas contundentes na sua área específica, necessitaria de uma alteração profunda nas regras de funcionamento.
A começar pela remuneração do trabalho assalariado e da apropriação das mais-valias pelos proprietários dos meios de produção, passando pelas correcções necessárias nas interacções especulativas dos mercados financeiros.
Estamos a deixar de fora a forma escandalosa como se produz liquidez no sistema bancário, as regras de apropriação e distribuição da riqueza, tal como se verifica no seio da actual sociedade, tornando-a profundamente elitista, segregacionista e monopolizadora.
A forma como se utilizam as ferramentas financeiras que vão inventando, que empobrecem as populações e proporcionam a um reduzido núcleo de privilegiados, a obscena manutenção de uma vida de luxo, opulência e fausto.
Falar é fácil!!!
Inteligente e honesto, seria dizer como tornar exequível tal metodologia!
Então vê-lo-íamos caminhar direitinho a Marx, porque não há outra maneira.
Então o seu discurso embora tecnicamente não fosse radicalmente diferente, a argumentação tornar-se-ia certamente apaixonante.
Se quisesse sugerir a distância a que estamos daquela realidade e as dificuldades que seriam necessário ultrapassar para lá chegar, teria de explicar igualmente quais as soluções necessárias para evitar que morra de fome uma criança de 5 em 5 segundos e então as gargalhadas que ouvimos na assistência, transformavam-se num compungido mar de lágrimas.
Num mundo que tende a reduzir a capacidade de sobrevivência, que propõe exclusivamente para algumas elites, o direito à vida e à felicidade, como é possível considerar que aquele homem esteja a ser sincero?
Não duvido nem por um momento a sua inteligência e na sua sagacidade.
Mas como é possível encaixar as suas teorias, sem ser numa sociedade socialista ???
E então com aquele nível intelectual, não sabe tudo o que nós estamos a dizer?
Se calhar a sua intenção é só fazer rir quem o ouça!!!
Só pode!!!

 
        MANIFESTAÇÕES EM ESPANHA 
             SÃO PARTICULARMENTE IMPORTANTES PARA OS 
             PORTUGUESES

O que se está a passar em Espanha, tem neste momento uma particular importância para Portugal e para os portugueses.
A extensão das nossas fronteiras e suas características geográficas, influenciam de uma forma relevante a problemática política de ambos os países.
É fundamentalmente por essa razão que Portugal e Espanha não poderão manter um sistema político-económico diferenciado durante muito tempo.
A osmose de características e particularidades que a sua extensão fronteiriça permite, tende a igualizar os factores diferenciais entre os dois povos.
Sobram os condicionalismos históricos e de natureza, para manter as personalidades específicas de cada um desses povos.
Nos condicionalismos económicos e financeiros por que estamos a passar, as diferenciações não são tão grandes como à primeira vista poderiam parecer.
A classe política de ambos os países é muito fraca, e os princípios por que se regem são muito semelhantes.
As características específicas de cada povo, é que estão a influenciar de forma determinante as opções políticas dos seus governantes.
Portugal, desde Pina Manique, nas suas características sociológicas, sofre das dificuldades inerentes a um povo reprimido por forças policiais particularmente rudes, com corpos especiais de espiões e denunciantes e consequentemente tornou-se um povo apático e de uma forma geral misantropo.
A Espanha, mais temperamental, caldeada numa feroz e bárbara guerra civil, mantém um sentido crítico político, muito mais intenso e activo.
Resultado, enquanto o governo português (de jovens e inexperientes patetas!!!) ,se gaba orgulhosamente de estar a exceder as imposições de uma Tróica estrangeira para equilibrar as finanças, contrariamente ao que o mais elementar bom censo recomenda, os portugueses só encontram nas forças políticas mais progressistas e nomeadamente no Partido Comunista Português e na CGTP, uma oposição consequente.
Por outro lado em Espanha, apesar do seu governo ser da mesma família de interesses financeiros, obrigado pela opinião pública, que saiu à rua em força, já pediu uma revisão dos prazos dos seus compromissos, para pagamento das suas dívidas.

CONCLUSÃO ÓBVIA: 
QUEM LUTA,  PODE NÃO GANHAR-QUEM NÃO LUTA SÓ PODE PERDER.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

                           NESTE CASO
                   PAUPER LEX, SED LEX
O QUE QUER DIZER , FRACA LEI, É LEI !!!
 
UMA HOMENAGEM AO JUIZ BALTAZAR GARZON 

Notícia do Fórum Social Temático 2012, em Porto Alegre Brasil 

 O juiz espanhol Baltasar Garzón, de 56 anos, julgado na Espanha por ter investigado os crimes do franquismo, foi condenado a 11 anos sem poder exercer a profissão por ter ordenado escutas ilegais, informou o Supremo Tribunal espanhol.
A alta corte o julgou em meados de Janeiro por ter comprometido o direito de defesa por ordenar a gravação de conversas na prisão entre advogados e seus clientes.
Eles seriam supostos organizadores de uma rede de corrupção que em 2009 envolveu lideranças do Partido Popular (PP), que governa hoje a Espanha.
O juiz espanhol ficou conhecido pela detenção do ex-ditador chileno Augusto Pinochet em 1998, em Londres.
O tribunal deve ainda ditar a sentença de outro julgamento contra o magistrado, acusado por dois grupos de ultra direita espanhóis de ter tentado investigar o destino de mais de 114 mil desaparecidos durante o franquismo, apesar de uma lei de Amnistia de 1977.
A coincidência destes casos contra Garzón, e a existência de um terceiro para o qual ainda não foi anunciado julgamento, levaram seus partidários a denunciar uma manobra política contra um magistrado.
NESTE LINK                                                            


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

                NOVA CARTA ABERTA 
                   A MÁRIO CRESPO 

Caro senhor
Mais uma vez me dou ao incómodo de falar de si, pelos piores motivos.
Publiquei no meu Blogue o vídeo com entrevista que o senhor fez ao coronel Manuel Martins Pereira Cracel, que considero mais do que desonesta… é obscena.
Recordar-lhe que a sua involução, me é extremamente penosa, até pela consideração que tinha pelo seu trabalho, é estar a chover no molhado.
Custa-me a conceber que uma pessoa possa mudar, da forma que o senhor o fez.
Aliás as 4 ou 5 elogiosas reproduções de trabalhos seus, que em tempos fiz no meu Blogue, são disso testemunha.
Pior do que a sua mutação, é o facto de sendo a Sic Notícias o meu canal de eleição, o senhor aparece com uma frequência que me incomoda, mais por aquilo que representa, do que por aquilo que agora diz, ou como o diz.
O selo de garantia que o senhor colocou nas cínicas respostas que deu à carta aberta que lhe enviei há tempos, para além de uma repugnante falta de carácter, acumula a uma característica de racionalismo esotérico muito curiosa.
Ao pretender mostrar-se muito inteligentemente frio e superiormente indiferente a comentários que lhe sejam menos favoráveis, só demonstra que maleabilidade do seu carácter, permite enquadrá-lo no mesmo tipo de pessoas, em que o fascismo hitleriano foi pródigo.
Infelizmente o mundo é mesmo assim.
Tanto produz Álvaros Cunhais, como Mários Crespos.
O espírito de sobrevivência e as suas imanentes sequelas, ainda estão fortemente implantada no ADN da humanidade.
Serão precisas muitas gerações, para os comportamentos como o seu desaparecerem.
Não lhe gabo a prosápia, nem o talento!!!
Sem consideração
Juvenal Lucas
Para não se dar ao trabalho de ir ao Blogue, junto o texto que ali publiquei.

NOTA DO BLOGUE:
JUNTO COM ESTA CARTA ABERTA, FOI ENVIADO O TEXTO QUE ANTECEDE O VÍDEO,  QUE PUBLICAMOS A SEGUIR.
    MÁRIO CRESPO, INQUISIDOR-MOR 
ENTREVISTA DO CORONEL MANUEL PEREIRA CARCEL, NA SIC NOTÍCIAS 

Não vou perder muito tempo a analisar este vídeo.
Ele consta de uma entrevista que Mário Crespo fez ao Presidente do Conselho Nacional da Associação de Oficiais das Forças Armadas, a propósito de uma carta aberta que este oficial, enviou ao ministro da Defesa e que nós tivemos ocasião de publicar neste Blogue, no dia 8 de Fevereiro passado.
A posição tendenciosa que Mário Crespo assumiu, na forma e no conteúdo das perguntas, clarifica o seu carácter, de profissional engajado, que manda a isenção às urtigas.
Já me indignei suficientemente com o seu comportamento malicioso, para me ter dado ao trabalho de em 16 de Janeiro passado lhe ter enviado uma “carta aberta”, a propósito da vergonhosa entrevista que fez a Arménio Carlos, novo secretário-geral da CGTP.
A sua grande experiência profissional, permite-lhe utilizar uma técnica que confunde a acutilância das perguntas, com a manipulação dos factos.
A interpretação tendenciosa que utiliza sistematicamente, para interrogar os entrevistados que não tenham uma posição política reaccionária semelhante à sua, leva-o a exprimir-se como se de juiz em causa própria se tratasse, obrigando os entrevistados a uma manifesta retracção intelectual, como é óbvio.
Deu-se muito mal com Arménio Carlos, que fez dele “gato- sapato”.
Com o coronel Manuel Martins Pereira Cracel, dada sua qualidade de militar e a escassa experiência a lidar com ilusionistas da palavra, teve a vida mais facilitada.
Embora sendo militar na reserva, as suas responsabilidades como dirigente máximo de uma associação de oficiais das forças armadas, obrigava-o a uma contenção, que foi miseravelmente explorada por Mário Crespo.
Teve mesmo o descaramento de utilizar o testemunho incógnito de muitos outros oficiais que disse ter interrogado sobre a matéria, para afirmar que de uma forma geral estariam em desacordo, uns com os termos da carta, outros com a matéria de facto.
A cereja em cima do bolo, foi quando para finalizar, tentou associar a posição do coronel Pereira Carcel, á Greve Geral da CGTP do dia 22.
Mário Crespo não tem limites.
Não há dúvida … virou o João Coito dos tempos modernos!!!.
Uma tristeza, que é um assustador sinal dos tempos. 
Não adivinha nada de bom!!!


domingo, 19 de fevereiro de 2012

O DIREITO AO TRABALHO 
E O TRABALHO COM DIREITOS 

A “CARTA REIVINDICATIVA DE TODOS OS TRABALHADORES”, não é mais do que uma série de considerações que estabelecem as regras justas para o Mundo do Trabalho.
Baseando os direitos humanos, numa avaliação de prioridades, no plano dos direitos e liberdades, expressos Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclamados pela Assembleia Geral da ONU a 10 de Dezembro de 1948, chegamos á conclusão que o direito ao trabalho é o primeiro direito que um individuo tem, na medida em que a cada um cabe compensar a sociedade, do encargo que uma sociedade (civilizada) deverá ter com cada individuo.
Sociólogos que se dedicaram ao estudo dos valores a considerar dessa compensação, chegaram á conclusão de que 2.000 horas de trabalho, seriam o suficiente para tal.
Esse valor é considerado compensatório da sociedade em geral, pelos encargos que um individuo gera na sociedade, para obter deles os apoios necessários á satisfação das suas necessidades.
É evidente que na sequência deste direito/dever de trabalhar, estarão os restantes que constam da referida Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Estamos a viver uma época de transição, em que a substância desses direitos, estavam submersos na capacidade dos detentores do poder explorar os trabalhadores, fazendo tabua rasa desses direitos.
É evidente que a Sociedade Humana só pode sobreviver se organizadamente utilizarmos a produção na satisfação de toda a humanidade e não só numa reduzida elite de privilegiados.
Vivemos um tempo em que isso se tornou claro para a maioria esmagadora das populações.
Daí os tempos de mudança que vivemos.
Tempos de mudança e tempos de conflito.
De facto quem tem o poder não o quer perder e quem procura um “lugar ao sol” tem de lutar por ele.
É neste clima de transformação dos processos de produção, que se impõem novos instrumentos de renovação social.
Os novos meios de produção tecnológicos, graus de desenvolvimento das forças produtivas obrigam a um novo humanismo jurídico, e uma nova organização interna das comunidades, tendo em vista uma nova e mais justa divisão social do trabalho.
É certamente na preocupação de dar substância e conteúdo à luta dos trabalhadores, que a sua principal organização representativa, a CGTP, lançou um série de princípios, no que designou de “CARTA REIVINDICATIVA DE TODOS OS TRABALHADORES” para ilustrar e direitos conquistados com a Revolução de Abril de 1974 e que foram o início de um processo que pretendia promover o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, em liberdade e na base do desenvolvimento económico e da justiça social.

CLIQUE AQUI PARA TER ACESSO Á LEITURA DA CARTA REIVINDICATIVA DE TODOS OS TRABALHADORES
                 PASSOS LEPORÍDEO
TENTA MATAR O CARNAVAL EM TORRES VEDRAS 

Todos os Torrienses sabem que Carnaval de Torres Vedras, só encontra um rival ligeiramente à altura no Carnaval do Rio de Janeiro.
As esculturais matrafonas de Torres Vedras, pedem meças aquelas peito-rabudas brasileiras que não sabem fazer mais nada que rebolar o bum-bum, para enviesar o olho ao portuga e fazê-los babar, digamos, pela inveja que têm do “calorzinho” que faz no Rio de Janeiro, enquanto nós trememos de frio (pelo menos á noite!!!!)
De resto que outra razão poderia haver!
Só os debochados mal-intencionados, perante os nossos olhos esbugalhados à vista daqueles corpinhos rechonchudos, em movimentos freneticamente sinuosos e ondulados, nos poderiam atribuir outros pensamentos pecaminosos, outra viciosa intenção, que não seja prestar muita atenção, aquela música …que tanto mexe com a nossa sensibilidade “musical”!!!
Este ano uma crise provocada por uma nova espécie de “mixomatose” provocada pelo governo presidido pelo primeiro-ministro Passos Leporídeo, tinha a intenção de matar o Carnaval mais português de Portugal.
A Real Confraria do Carnaval de Torres, Associação de Ministros e Matrafonas do Carnaval de Torres Vedras e a Promotores, encarando as medidas trapaceiras deste governo, com o espírito mais desportivo possível, a condizer com o tema carnavalesco deste ano que é o “Desporto” cujo monumento aos “Deuses do Desporto” se encontra na Praça da Republica, resolveram ir a Lisboa, mostrar ao Passos Leporídio, triste chefe do Governo (para nossa infelicidade!), que contrariamente ao que ele pensa, os torrienses "produzem" não são uns calaceiros.
Os cerca de 150 foliões de Torres Vedras que foram a Lisboa bateram com o nariz na porta porque o leporídeo primeiro-ministro, que nem sequer se dignou a aparecer.
Os 'reis' entraram na residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, na companhia do presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras e respectivos “carteiros”, mas o busto carnavalesco de Pedro Passos Leporídio, que fazia parte da embaixada, foi obrigado a ficar à porta.
Passos Leporídio, mais bota-de-elástico que o seu salazarento padrinho, que nunca se tinha atrevido a criar condições que pudessem impedir festejar o Carnaval, provou com esta e outras medidas, que tem um especial aversão, a ver os outros felizes e como diz o povo, "quem não sabe rir, não sabe gerir".
Esta valente gente torrejana para lhe mostrar que é capaz de fazer das tripas coração, mesmo perante a “Negra-Vida” que eles lhes estão a impor, vai cumprir o programa carnavalesco.
Eles seguem o sábio principio...
Viva todos os dias de sua vida como se fosse o último. 
Um dia, você acerta! 
 Depois do corso de sábado dia 18, os foliões participam no concurso de mascarados que tem início às 21h00.
Domingo, dia 19
A partir das 14h30, tem início o corso diurno, no qual saem à rua os carros alegóricos, construídos por empresas e artistas locais, carregados de sátira política e social entre os quais “O Lançamento do Zé Martelo”, “Cromos da Bola” e “Troika Trainning”. Além dos carros alegóricos, o corso de domingo é animado pelos cabeçudos e pelos Zés-Pereira de Amarante.
Segunda-feira, dia 20
Corso trapalhão, a partir das 21h00, no centro da cidade. O Tó’Candar, espécie de trio eléctrico torriense, vai percorrer as ruas. A noite, à semelhança de todas as outras terá muita animação. A praça Machado Santos, os Jardins de Santiago e a praça em frente ao Mercado Municipal de Torres Vedras terão palcos montados com DJ’s.
Terça-feira, dia 21
O corso sai novamente à rua com muitos mascarados, carros alegóricos, matrafonas, Zés-Pereira e Cabeçudos.
Quarta-feira, dia 22
A partir das 21h00, decorrerá o enterro do Entrudo e depois… bem, depois… os torrienses que recomeçam a pensar na Crise e na forma de alterar esta política que está a destruir o país.

 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

MUDAR DE VIDA 

 Este ”power point” insere-se naquela série de apresentações sentenciosas, em que a cada imagem corresponde um pensamento mais ou menos elaborado.
Neste caso concretamente, a sua mensagem filosófica tem implícita a necessidade de mudança, que todos acabamos por sentir vezes sem conta, durante a vida.
Encerra também um defeito fundamental.
Esquece que só alguns privilegiados têm o condão de viver a vida que sonharam, sem ter de fazer qualquer adaptação, quer na vocação, tipo de tarefa, local do seu exercício, etc., etc.
Para tornar mais convincente a vantagem de mudar, serve-se de imagens de uma rara beleza, tendo como fundo uma música romântica a condizer.
Das duas uma, ou está a propor aquelas imagens à laia de um catálogo onde escolhamos a que mais nos agrada, ou pensa que quem viva num daqueles ambientes …. tem razões para se mudar!!!
Enfim são opiniões!!!!

NESTE LINK

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

GRANDIOSA MANIFESTAÇÃO NO TERREIRO DO PAÇO 

Não posso, nem quero, deixar de assinalar neste Blogue o êxito que foi esta grandiosa manifestação.
Vou fazê-lo só hoje, porque motivos de força maior me impediram de utilizar o computador.
Fruto das limitações que tenho, dado o isolamento do local onde vivo, a minha informação assenta no que vi e no que posteriormente ouvi na televisão.
Confesso que quando cheguei a Lisboa, me assustei, dada a relativa facilidade com que a camionete onde viajei, descia a Avenida da Liberdade. Eu explico.
A informação que tinha de que a concentração era nos Restauradores, fazia-me supor que iria encontrar não só uns Restauradores cheios de gente e a própria Avenida da Liberdade intransitável.
Quando nos apeámos muito próximo dos Restauradores constatámos que contrariamente ao que supúnhamos, a quantidade de manifestantes não correspondia à mobilização que tínhamos imaginado, na medida em que  pensávamos  seria ali o único local de concentração.
Quando atravessámos o Rossio,  ainda mais preocupados ficámos perante um Rossio cheio de gente, mas nada que pudesse encher o Terreiro do Paço.
Só mais tarde, já no Terreiro do Paço, quando começámos a ver chegar gente aos magotes, quer do lado do Cais do Sodré, quer do lado da Estação Sul e Sueste, nos apercebemos que afinal havia muitos mais locais de concentração.
O Terreiro do Paço ficou cheio que nem um ovo, e até o próprio largo adjacente da Estação Sul e Sueste, ficou repleto, na medida em que não conseguiram entrar, pelo menos até terem terminado os discursos.
À noite, nos programas de televisão, tive conhecimento de “analistas contratados" consideraram um exagero a avaliação feita de mais de 300.000 os manifestantes.
Houve um a que tive ocasião de assistir, convidado pelo novo “neo-liberal” Mário Crespo, que se deu ao trabalho de fazer cálculos aos metros quadrados do Terreiro do Paço, concluindo que com 2 pessoas por metro quadrado,  patati, patata,….300.000 era o exagero,  mas cuja matemática teve o condão de abrir o sorriso rasgado,  ao camaleão Mário Crespo. "Táva" feito!!!

 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

                  ONDE JÁ VAMOS!!! 
              SOLDADOS NORTE-AMERICANOS 
      POSAM COM BANDEIRA NAZISTA DAS SS

















A sangrenta guarda pretoriana SS, era uma unidade de elite e uma organização criminosa, considerado o braço armado do partido nazi, da Alemanha Hitleriana.
Aliava as suas funções policiais às actividades militares e composta exclusivamente por indivíduos seleccionados pelos critérios de pureza racial e de uma fanática lealdade ao führer.
Como podemos ler na legenda que está na base da foto, foi tirada em Setembro de 2010, mas só há pouco foi divulgada na Net.
Segundo consta, este escândalo está a ocasionar grande alvoroço no governo de Barack Obama, até porque sabemos a influência que o lobby judeu tem não só entre os seus colaboradores, como junto do próprio presidente, cuja carreira política só foi possível,  porque desde sempre foi acompanhada e apadrinhada pelos judeus mais influentes.
Paradoxalmente um comunicado do comando do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC), perante os intensos protestos de ex-combatentes da II Guerra Mundial, confessa que:  “o uso do símbolo nazista é inaceitável, mas que os soldados não serão punidos”. 
Como as investigações internas chegaram à conclusão:
“que o incidente não esteve motivado por racismo”,
somos logicamente levados a deduzir que terá sido um irresistível impulso artístico, que levou aqueles soldados a acrescentar alguma beleza, à desacreditada bandeira dos Estados Unidos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

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OUTRA MENSAGEM INDIGNADA 
SOBRE O ÚLTIMO DISCURSO DO MINISTRO 
TIDO COMO SENDO DA DEFESA NACIONAL

QUARTA-FEIRA, 8 DE FEVEREIRO DE 2012
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Por João José Brandão Ferreira
Tenente Coronel piloto Aviador (Reformado)
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“A falta de personalidade das elites portuguesas constitui um perigo nacional permanente”
Artur Ribeiro Lopes
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 O texto do último discurso do Sr. Ministro da Defesa, efectuado num almoço - debate promovido pela Revista Segurança e Defesa, em 1/2/2012, tinha a seguinte advertência “só serão válidas as palavras proferidas pelo orador”. Vamos pois, ater-nos a isso.
Sr. Ministro, devemos começar por convir que este seu texto não lhe saiu bem. É pobrezinho, não deve muito à escrita (benza-o Deus) e está cheio de vacuidades e incongruências. Presumo que, mesmo assim, lhe tenham batido algumas palmas.
Vou tentar chamar a atenção para alguns pontos que, eventualmente, possam ser tidos por importantes com a humildade de quem reflecte sobre estas coisas vai para 40 anos, ao contrário de V. Exª que, sobre este assunto (sabendo pouco), tem a pesporrência da ignorância atrevida.
Em primeiro lugar quero lembrar-lhe que o senhor não exerce a função e o título que ostenta. O Senhor não é Ministro da Defesa Nacional pelo simples facto de não haver Defesa Nacional em Portugal desde que esta 3ª República entrou em exercício, pela razão simples de nenhum governo, até hoje, ter ligado a mínima a semelhante âmbito, da vida política e social do País. O senhor é, tão só e apenas, o Ministro para as FAs - note-se que nem sequer é o ministro das FAs, para o caso de entender a diferença. É isso que o senhor é, e todos os seus antecessores foram-no, eufemísticamente, para meter os “militares na ordem”. Entendo que tal, para si, possa ser uma maçada. Juro, porém, que não tenho culpa alguma.
Dou-lhe duas provas do que afirmo: a primeira é a de que, até hoje, o único conceito estratégico existente é o militar, não existe mais nenhum e nunca vi nenhum MDN preocupado com isso; a segunda é a de que os MDN até ao Dr. António Vitorino, eram a segunda figura da hierarquia e às vezes acumulavam com o cargo de Ministro de Estado, justamente para poderem actuar junto dos outros ministérios, dado o carácter transversal da Política de Defesa Nacional. É claro que tal nunca serviu para nada, e quando o Dr. Vitorino se foi por causa de um caso mal contado de um monte alentejano, deixou-se cair a máscara, voltando tudo à célebre frase de Salazar: “Defesa Nacional? Em Portugal não existe, é um milagre permanente!”. Mas, ao menos, Salazar era tido como um crente…
Com o Sr. Ministro reposto no seu devido lugar – que deve estar para ser despromovido a Secretário de Estado, o que para a importância que dão à coisa até é muito - analisemos a primeira frase digna de nota: o ter-se referido à revista “Segurança e Defesa”, como “uma casa de pensamento, como poucas no nosso país, infelizmente”. Poucas, Sr. Ministro? Então e a Revista Militar, os Anais do Clube Militar Naval, todas as Revistas Militares, as Secções da Sociedade de Geografia, as diferentes Academias de Saber; o IDN, o IESM, os Estados-Maiores dos Ramos, etc., tudo isto é pouco? Não lhe chega? Que a Universidade portuguesa (à excepção das Escolas Superiores Militares) se tenha dissociado da temática da Defesa Nacional isso seria um assunto que o devia preocupar se acaso exercesse o tal cargo de MDN; mas o que resta não é suficientemente rico? A Revista Segurança e Defesa foi, até, a última a chegar… E, Sr. Ministro, para que serve estudar assuntos e propor coisas se quem tem o poder executivo ou legislativo não quer saber disso, em rigor, para nada?
E vem o senhor falar outra vez em reformas? Mas está a brincar connosco ou a querer acusar todos os seus antecessores que não fizeram nada que jeito tivesse?
E vem mais à frente dizer, que esta “reforma… faz-se com os militares, faz-se com os chefes ou não se faz de todo?” Mas alguma vez fizeram alguma reforma, para o bem ou para o mal, com os chefes ou os militares? Será por isso que constituiu um grupo de trabalho só com civis para reestruturar o Ministério? Ou terá contratado uma menina para o seu gabinete que, na prática, curto - circuita o chefe do dito, na esperança que o seu sorriso cative as tropas?
O Sr. Ministro ainda não reparou que aquilo que está agora a aprender já a nós há muito esqueceu?
E, já agora, ainda não reparou que depois de ter dito, em Mafra, a 14 de Agosto, que o governo do PS devia “pedir desculpa às FAs” e a seguir ter mantido tudo igual, o desqualificou? Quem é que quis enganar?
E vem afirmar que “à semelhança do que está a acontecer noutros sectores, tudo está, entre nós, a ser repensado”, mas então se a IM está sempre a ser repensada, vive de quê e como? E que as reformas se fazem por “necessidade” e por “oportunidade”? Necessidade porquê? Funcionam mal? Não cumprem as missões? São corruptas? Fazem greves? São um desperdício?
Desde que a Lei 29/82 entrou em vigor, acaso as FAs contribuíram em alguma coisa, ou têm sequer a mínima responsabilidade no estado caótico económico/financeiro/social/etc., a que a sociedade portuguesa chegou? Conhece algum sector do Estado que possa servir de exemplo reformador, às FAs? Desafio-o a responder!
E diz de “oportunidade” porquê? Para se aproveitar e desculpar com o acordo da “Troika” que nunca devia ter sido chamada? O senhor devia envergonhar-se e estar coberto de vergonha por causa de pertencer a uma classe política que colocou o país debaixo da canga de tal tripeça! Como é que, em termos de Defesa Nacional, qualifica o acordo da Troika, é capaz de dizer? S. Exªs chegaram cá e mandaram cortar 3000 homens nos efectivos e os senhores cortaram e agora diz que as FAs, como estão, são insustentáveis? Mas insustentáveis em relação a quê? Qual é a referência? O senhor não me tire do sério!
Será que é por isso que fala em ser necessário repensar o Conceito Estratégico de Defesa Nacional, que tem sido um conjunto de frases feitas cujo português tem sido melhorado com o tempo? E do que lá está escrito, é capaz de dar um exemplo - só para descansar os leitores – de algo que algum governo tenha consubstanciado a sério?
Quer repensar a Lei da Programação Militar? Mas para quê se não têm a menor intenção de cumprir seja com o que for que lá esteja especificado?
E o que quer dizer com “mas podemos e devemos ir mais além questionando, mesmo, se o papel das FAs é apenas o da Defesa”. Então há-de ser o quê? Quererá pôr o que resta do Regimento de Engenharia de Espinho, por ex., às ordens de um presidente de câmara qualquer? Quer pôr o pessoal do Regimento de Infantaria de Beja (hoje com 36 homens) a plantar batatas para ajudar a Misericórdia local? Ou quer transformar as poucas centenas de tropas especiais (a desaparecerem) como reforço da GNR, quando esta já não conseguir colmatar a PSP que está a caminho da dissolução?
E quer fazer o quê, com a tropa, se já só quase existem quadros?
E como tem o topete de vir falar em “condição militar”, quando clamou: “um militar não é um funcionário público”, quando é precisamente a esse estatuto que o seu partido e os restantes do “centrão” têm, porfiadamente, tentado reduzir os militares desde que o seu antecessor Nogueira aprendeu a distinguir um helicóptero de uma lancha de desembarque?
Não tenho, por outro lado, qualquer papel de advogado de defesa relativamente às Associações Militares. Há muitas e variadas e foram os senhores da política que as autorizaram, mas ainda não vi nenhuma delas andar a “cavar fora da sua horta”. Confesso que não sei em que âmbito se fez referência à extinção de um feriado. Mas quero dizer-lhe que eu, que apenas falo como cidadão, vejo muito mal que se acabe com o 1º de Dezembro. E isto já diz respeito a todos os militares porque tem a ver com a tal Defesa Nacional. O 1º de Dezembro é um símbolo identitário do país e da Independência de Portugal. E o ministro se de facto fosse da Defesa, ter-se-ia oposto a mais este disparate.
A resposta já vai longa apesar de ainda não o ter zurzido com um décimo daquilo que o seu discurso merecia. E não pense que “há algum descontentamento”, tenha antes a certeza que já ninguém o(s) quer ver ou ouvir.
Fará o favor, ainda, de não tornar a convidar nenhum dos meus camaradas no activo para se retirarem ou, já agora, emigrarem. Eles estão lá a servir o País de muitas maneiras, que o senhor não era capaz de fazer.
O que o senhor tem dito e feito é que configura já uma situação em que ninguém tem dúvidas de quem é que está a mais.
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    D.JANUÁRIO TORGAL FERREIRA
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              DIZ O BISPO DAS FORÇAS ARMADAS:
           INJUSTIÇAS PODEM LEVAR À QUEDA DO 
                                       GOVERNO
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O bispo das Forças Armadas diz que o dinheiro em Portugal tem sido usado «para muito disparate e muita injustiça» e para o favorecimento de alguns, o que pode levar à queda do Governo.
Depois de se saber que em 2010 um em cada quatro portugueses vivia em risco de pobreza ou exclusão social, Januário Torgal Ferreira garante que existe dinheiro, mas este tem sido mal usado.
D. Januário Torgal Ferreira disse, em declarações à TSF, que começa a sentir a dor «que antecede as quedas de regime».
«Não me admira que, de escombro em escombro, este Governo pudesse ter horas contadas.
Neste momento, em que ainda não fez um ano [no poder], isso seria uma tristeza para um país que não sabe consolidar e fomentar a devida estabilidade», considerou.
D: Januário Torgal Ferreira lamentou que os pobres só entrem na agenda política em época de eleições, frisando que o Orçamento do Estado bem como os orçamentos das autarquias deviam colocar os pobres em primeiro lugar.
«A questão social é vista no país como uma solidariedade ultrajante», com alguns a olharem de cima para baixo, sempre com receio que os mais pobres «subam demais», analisou.
Esta situação, avisou, pode levar à desordem social, até porque «quem semeia ventos colhe tempestades, quem semeia injustiças não terá paz».
Avançando que não quer ser piegas, o bispo Januário Torgal Ferreira explicou que se sente «desassossegado» com o panorama de miséria, de pobreza e de instabilidade, perante a política rigorosa do corte e da «insensibilidade».

Se estas palavras do Bispo das Forças Armadas são um grito de alma lúcido, escolhemos entre os imensos comentários que os leitores fizeram a estas perspicazes considerações  este que corresponde inteiramente ao que nós pensamos, globalizando a responsabilidade da Igreja nestas circunstâncias.


"Ah, se mais igreja ouvisse D. Januário e cumprisse a missão que lhe foi confiada de estar sempre do lado dos mais desfavorecidos, que tanto sofrem... Evitar-se-iam guerras e a igreja, ainda que materialmente mais pobre, enriqueceria muito mais a humanidade...... Assim, porque maioritariament serve ao dinheiro e não a Deus nem à humanidade, cabe a quem tem lucidez, como D. Januário, servir de profeta...Na verdade, Passos Coelho e o seu governo que chegaram a ser esperança, têm já certidão de óbito anunciada, para o pior mas també, espera-se, para o melhor. Adiar mais, no entanto, só servirá para gerar mais dor, mais miséria e desespero.O "ano do Coelho", inequivocamente, findou!"
                AI...NÃO NOS CALAM" 
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                      AI NÃO NOS CALAM NÃO!!!...
                         NO DIA 11 DE FEVEREIRO, 
                 NEM QUE A GARGANTA NOS DOA!!! 
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APOIO À GRANDE MANIFESTAÇÃO NACIONAL CONTRA A EXPLORAÇÃO E A AUSTERIDADE SÓ PARA ALGUNS.

"Ai, Se eu te pego", Numa nova versão de apelo à participação na manifestação nacional de dia 11 de fevereiro no Terreiro do Paço, organizada pela CGTP. O “Ai, Não nos calam” vai ser um hino contra a
austeridade!!!


              ABENÇOADA PORRA!!! 
           DOS COCKTAILS MOLOTOV GREGOS 
     AOS GEMIDOS PIEGAS DOS PORTUGUESES

Quando cheguei a casa vindo do café, onde tinha acabado de ler um artigo “ Os gemidos dos piegas” do jornalista Miguel Alexandre Ganhão, vinha muito deprimido!!!
Ele comparava a virilidade dos gregos na sua forma de protestar, com a passividade dos portugueses, que tinham como forma de protestar… o lamento!
Considerava ele que os gregos arremessavam pedras, atiravam cocktails molotov , incendiavam carros e saqueavam bancos.
E pobres de nós, "quando nos tiram o subsídio de Natal e de férias, respondemos com um longo queixume, quando aumentam os transportes, gememos com dificuldades, quando nos retiram quatro feriados, fazemos um coro de lamúrias” e ainda por cima temos um primeiro-ministro que nos acusa de sermos piegas.
Quando acabei de ler disse para comigo….Porra!!!, isto é demais!!!
Cheguei a casa absolutamente desmoralizado, mais por ter cedido a quebrar a linha de boa educação a que a minha santa mãe me tinha obrigado, do que pelo facto ter um criançola dum governante que propõe trabalho escravo para os meus filhos “Custe o que custar” e “Nem que tenha de morder a língua” (esperemos que sim... para morrer envenenado!) e ainda por cima me chama piegas!!!
Eis senão quando….Tchim …tchim..tchim…tchim!!!!
Abro o computador, para ler o correio e nem de propósito!
Um camarada enviara -me um vídeo com a audiência do nosso brilhante ministro da economia, Álvaro Santos Pereira, na comissão de economia do Parlamento, a acusar o Partido Comunista Português de atacar os emigrantes.
Perante esta "rasteira" acusação, o deputado Agostinho Lopes não se contém e depois de pedir ao ilustre ministro que não dissesse asneiras …..dispara uma valentíssima PORRA!!! .
O presidente da comissão parlamentar, aterrorizado, como legítimo guardião do vernáculo parlamentar, esclareceu que a terminalogia, quer na forma, estilo, conteúdo e volume não admitia aquela expressão.
Aí eu percebi porque é que os portugueses não atiram cocktails molotov, incendeiam carros e assaltam bancos!
Se nem uma "Porra!!!" podem dizer!!!
Afinal não era só a minha santa mãe!!!
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NESTE LINK

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

   MAIS UMA MENSAGEM INDIGNADA 
EM RESPOSTA AO DISCURSO DO MINISTRO DA 
DEFESA NACIONAL PELO
TENENTE GENERAL SILVESTRE DOS SANTOS

Ex.º Sr. General Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, Caro camarada:

Apresento a V. Ex.ª os meus cumprimentos. Tomo a liberdade de me dirigir a V. Ex.ª para lhe solicitar que transmita a S. Ex.ª o Sr. Ministro a minha indignação relativamente à forma pouco respeitosa e mesmo insultuosa como se referiu às Forças Armadas, aos militares e às suas Associações representativas, no passado dia 1 de Fevereiro. De todos os governantes, o Ministro da tutela era o último que deveria proferir palavras dessa estirpe.
Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas.
Diz o Sr. Ministro que “a solução está em todos nós. Em cada um de nós”. Não é verdade! A solução está única e exclusivamente na substituição da classe política incompetente que nos tem governado (?) nos últimos 25 anos, e que nos tem levado, de vitória em vitória, até à derrota final! Os comuns cidadãos deste País, nomeadamente os militares, não têm qualquer responsabilidade neste descalabro. Como disse o Sr. Coronel Vasco Lourenço no seu livro, “os militares de Abril fizeram uma coisa muito bonita, mas os políticos encarregaram-se de a estragar…”
Diz também S. Ex.ª que as Forças Armadas estão a ser repensadas e reorganizadas. Ora, se existe algo que num País não pode ser repensado nem modificado quando dá jeito ou à mercê de conjunturas desfavoráveis, são as Forças Armadas, porque serão elas, as mesmas que a classe política vem sistematicamente vilipendiando e ultrajando, a única e última Instituição que defenderá o Estado da desintegração.
Fala o Sr. Ministro de algum descontentamento protagonizado por parte de alguns movimentos associativos. Se S. Ex.ª está convencido que o descontentamento de que fala se limita a “alguns movimentos associativos”, está a cometer um erro de análise muito sério e perigoso, e demonstra o desconhecimento completo do sentir dos homens e mulheres de que é o responsável político. Este descontentamento, que é geral, não tenha dúvida, tem vindo a ser gerado pela incompetência, sobranceria, despudor e, até, ilegalidade com que sucessivos governos têm vindo a tratar as Forças Armadas. É a reacção mais que natural de décadas de desconsiderações e de desprezo por quem (é importante relembrar isto) vos deu de mão beijada a possibilidade de governar este País democraticamente!
As Forças Armadas não querem fazer política! Não queiram os políticos, principalmente os mais responsáveis, “ensinar” aos militares o que é vocação, lealdade, verticalidade e sentido do dever. Mesmo que queiram, não podem fazê-lo, porque não possuem, nem a estatura nem o exemplo necessários para tal.
Quem tem vindo a tentar sistematicamente destruir a vocação e os pilares das Forças Armadas, como o Regulamento de Disciplina Militar, destroçado e adulterado pelo governo anterior? Quem elaborou as leis do Associativismo Militar, para depois não hesitar em ir contra o que lá se estabelece? Quem tem vindo a fazer o “impossível” para transformar os militares em meros funcionários do Estado? Apesar disso, tem alguma missão, qualquer que ela seja, ficado por cumprir? Fala S. Ex.ª de falta de vocação baseado em que factos? Não aceita S. Ex.ª o “delito de opinião”?
Não são seguramente os militares que estão no sítio errado!
Por tudo o que atrás deixei escrito, sinto-me profundamente ofendido pelas palavras do Sr. Ministro. Com respeitosos cumprimentos de camaradagem

EDUARDO EUGÉNIO SILVESTRE DOS SANTOS
Tenente-General Piloto-Aviador (Ref.) 000229-B

P.S. – Informo V. Ex.ª que tenho a intenção de tornar público este texto.

NÃO SEJAMOS PIEGAS
CUSTE O QUE CUSTAR
 
NÃO SEJAMOS PIEGAS
CUSTE O QUE CUSTAR
Ora aqui está mais uma classe profissional que "custe o que custar" se deve sentir quase tão "piegas" como os milhões de portugueses  condenados à miséria,  segundo as palavras do nosso ilustre jovem que não sabe o que diz e que está a brincar aos primeiros-ministros.

CARTA ABERTA 
A SUA EXª O MINISTRO DA DEFESA NACIONAL




Do Presidente do Conselho Nacional da AOFA,
Associação de Oficiais das Forças Armadas
Coronel Manuel Cracel
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Entendeu Sua Ex.ª o Sr. Ministro da Defesa Nacional (MDN), em almoço/debate promovido pela Revista Segurança e Defesa no passado dia 1 de Fevereiro, fazer afirmações que, consideramos, desprestigiam os militares e a própria Instituição Militar. Entretanto, em troca de impressões com vários oficiais dos três Ramos das Forças Armadas, constatei que existe um sentimento generalizado de desagrado pelo teor das afirmações proferidas por Sua Ex.ª, razão que levou a que fosse incumbido de lhe dirigir esta carta aberta.
As Forças Armadas são insustentáveis, Sr. MDN? Não são! Estão! Porque entre respeitar os militares e a Instituição que se honram de servir ou dar continuidade a muitas desconsiderações que os seus antecessores cometeram, o Sr. Ministro escolheu trilhar o mesmo caminho destes, como repetidamente temos vindo a afirmar:
1. Em manifesta e aberta desconsideração pela condição de quem é militar, deu-se seguimento ao congelamento das promoções, situação que, conjugada com a redução de efectivos e a persistente suborçamentação, desde logo considerámos constituírem ingredientes propositadamente aplicados e que objectivamente contribuem para a descaracterização e desarticulação das Forças Armadas. Isto sim, Sr. Ministro, é insustentável!
2. Em nome da convergência com os restantes subsistemas de saúde públicos foi materializado um dos maiores atentados à condição militar, em resultado da qual os militares viram significativamente agravadas as condições sanitárias (comparticipações, desconto obrigatório de 1,5%, pagamento de taxas moderadoras pelos familiares, extensão aos reformados das regras aplicadas aos restantes militares, nomeadamente no que respeita às comparticipações, com as gravosas consequências que daí advêm para inúmeros camaradas a braços com um estado de saúde mais e mais exigente em matéria de gastos na farmácia, frequentemente, para os ex-combatentes, devido a sequelas da Guerra, etc.). Isto sim, Sr. Ministro, é insustentável!
3. Como se tal não bastasse, o OE2012 prevê uma redução de 30% nas verbas para a saúde no corrente ano, sabendo-se que está prevista a redução de mais 20% em 2013 e outras reduções até 2016, visando o autofinanciamento do subsistema de saúde militar, numa postura de manifesto desrespeito pela Lei de Bases Gerais da Condição Militar (Lei nº 11/89, de 01 de Junho). Isto sim, Sr. Ministro, é insustentável.
4. As Forças Armadas aproximam-se da paralisia por falta de recursos que lhes permitam suportar as despesas de funcionamento e de manutenção. O nível de instrução está abaixo do que é minimamente exigível por iguais motivos. Isto sim, Sr. Ministro, é insustentável!
5. A óbvia desmotivação, insegurança e falta de confiança reinantes entre os militares, constituem claros sinais, cuja natureza deveria ser motivo de preocupação de qualquer responsável pela Defesa Nacional, mas que o Sr. Ministro parece não levar em conta. Isto, sim, Sr. Ministro, é insustentável! 6. Mais do que qualquer outra Instituição, as Forças Armadas são aquela que maior número de reestruturações sofreu desde 1974, a última das quais se verificou em 2009. Sem que, de uma vez por todas, o poder político decida e defina qual deverá ser a estrutura que permita às Forças Armadas exercer capazmente a sua competência constitucional de defesa militar da República. Isto sim, Sr. Ministro, é insustentável!
7. Depois da redução das remunerações em 2011, da aplicação de uma taxa extraordinária ainda em 2011, dos cortes nos subsídios de férias e Natal em 2012 e 2013, dois anos passados sobre a transição para a Tabela Remuneratória Única, entendeu o Sr. Ministro penalizar ainda mais a remuneração de cerca de 4.000 militares, numa lógica que mais se assemelha a punição colectiva. Isto sim, Sr. Ministro, é insustentável!
8. Afirmar que os militares não são funcionários públicos (pelos quais nutrimos, aliás, o maior respeito), e tecer-lhes outros encómios mas, na prática, reduzir gradualmente a condição militar em termos de direitos e regalias, equiparando-os, deste modo, ao funcionalismo público em geral, continuando contudo a sujeitá-los à totalidade de especiais deveres (incluindo a permanente disponibilidade para o serviço e o sacrifício da própria vida), sem que existam contrapartidas morais e materiais adequadamente justas, consubstancia uma atitude muito pouco séria. Isto sim, Sr. Ministro, é insustentável!
9. Entendeu o Sr. Ministro discorrer acerca das Associações Profissionais de Militares (APM), com uma insanável contradição subjacente ao que disse: se, por um lado, reconhece existirem razões de descontentamento entre os militares, depois, quando as APM, que, procuram, como V. Exa. sabe, privilegiar o diálogo e exercer as competências estabelecidas na Lei Orgânica nº 3/2001, de 29 de Agosto, tentando contribuir para as necessárias soluções, vêem o Sr. Ministro ignorar esse quadro legal. Isto sim, Sr. Ministro, é insustentável!
10. Confrontados com tudo o que lhes vai acontecendo, os militares, por se fecharem as portas do diálogo e da concertação, utilizam, com toda a dignidade, os seus direitos, nomeadamente os de reunião e manifestação constantes na Lei da Defesa Nacional, para darem pública conta dos problemas com que são confrontados. As APM deveriam ser auscultadas ou envolvidas em matérias do seu âmbito, situação que não acontece porque o Sr. Ministro não cumpre a referida Lei. Isto sim, Sr. Ministro, é insustentável! Importa, no entanto, sermos claros Sr. Ministro. A Associação de Oficiais das Forças Armadas, se e quando auscultada ou envolvida em matérias do seu âmbito, situação que não acontece simplesmente porque não é atendido o quadro legal que obriga o Sr. Ministro a fazê-lo, dará nota das suas posições de modo frontal e com toda a lealdade. No entanto, só concordará com aquilo que merecer a sua concordância e nunca com medidas que ponham em causa o sentir profundo dos oficiais, contrariamente ao que parece ser o desejo do Sr. Ministro.
11. E diz mais, o Sr. Ministro; que as APM’s fazem política, até partidária. Como assim, Sr. Ministro? Denunciar perante a opinião pública as medidas lesivas e, consideramos nós, carregadas de falta de respeito pela dignidade de quem jurou e serve abnegadamente (sem se servir) a Pátria, é fazer política?
12. Porque, na realidade, sendo verdade que os militares estão sujeitos a severos deveres e restrições de vária ordem, nada os obriga a serem submissos, acomodados (pelos vistos, daria jeito ao poder político que assim fosse), ignorantes e apolíticos, alheados do que vai acontecendo no País e, concretamente, com o que de uma forma mais directa interfere com a sua condição militar e com as Forças Armadas.
13. Tudo nos leva a crer que o Sr. Ministro anda mal informado, pois senão saberia das conversas que correm em Messes, nos corredores das U/E/O e na NET, sobre as situações que ocorrem e que provocam a indignação da maioria dos oficiais. Conversas que têm como tema, não só as notícias que surgem nos órgãos de comunicação social, como, até, as situações descritas no livro “Como o Estado gasta o nosso dinheiro”, cujo autor, o Juiz Jubilado do Tribunal de Contas, Carlos Moreno, o ofereceu à AOFA com uma amável dedicatória, onde constam palavras como “respeito”, “consideração” e “estima”.
14. Será, portanto, política alertar para situações de que poderão decorrer a penalização dos militares e das Forças Armadas, dando a conhecer, a título de exemplo, a forma como, nessas conversas, os oficiais vêem o modo como tem vindo a ser tratado o “dossier” BPN, obrigando uma significativa parcela do orçamento a ser desviada para dar cobertura, tudo leva a crer, às consequências de criminosos desmandos? Será que é política ter consciência, formada nessas conversas dos oficiais (neste caso, graças aos dados insuspeitos trazidos para a opinião pública pelo analista económico Gomes Ferreira, no dia 24 de Janeiro passado, no programa da SIC Notícias iniciado às 22H00) de que o “dossier” das PPP’s, com as astronómicas verbas envolvidas, deveria constituir-se como primeira prioridade, de modo a fazer reverter para o interesse de todos, as milionárias verbas de que alguns beneficiaram a coberto de leoninos contratos celebrados? A rápida eliminação destas situações, permitiria, por exemplo, entre outras, criar condições para evitar onerar da forma como o estão a ser, os militares e as Forças Armadas. Não consideramos política e, muito menos, política partidária, tal postura. Trata-se, isso sim, do uso de um direito que a própria cidadania impõe.
15. “…se algum destes homens não sente a vocação, está no sítio errado”; “… Se algum destes homens não sente a vocação, antes de protestos, manifestações ou conferências de imprensa, precisa de mudar de carreira”, disse o Sr. Ministro. Sr. Ministro: nunca lhe ocorreu que falava de gente honrada, de cidadãos que, sendo militares, aprenderam a amar a sua Pátria, muitos deles louvados e condecorados pela forma exemplar como vêm cumprindo ou cumpriram o seu Juramento de Honra? Sr. Ministro: nunca lhe ocorreu que, nessa condição, é legítimo pronunciarem-se (acerca das questões que, em seu entender e no quadro que a Lei lhes permite), sobre matérias que consideram colocar em causa um dos principais pilares do que sobra da Soberania desta nossa Terra?
16. O Sr. Ministro, bem poderia, ponderando de outra forma o pensamento, ter evitado pronunciar o que pronunciou, respeitando quem o merece, porque, ao contrário de outros que se servem da coisa pública e dos cargos que ocupam, para vultuosos proveitos privados, os militares são cidadãos de uniforme, investidos da responsabilidade maior de defender a sua Pátria, se necessário com o sacrifício da própria vida, e que, por esse e outros motivos que a sua condição lhes impõe, consideram consubstanciar uma falta de consideração a forma e os termos como se lhes dirigiu.
17. Parafraseando Martin Luter King, um cidadão do mundo atento às injustiças a que assistia, “O que mais preocupa, não é o jeito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem dos sem ética. O que mais preocupa, é o silêncio dos bons!” Sem qualquer presunção, procuramos fazer parte do grupo daqueles para quem o silêncio, a passividade e o conformismo não são modos de estar na vida, seja na condição de cidadãos e, por maioria de razão, como militares que somos, na forma e com a alma, e esta, Sr. Ministro, não há vocação, como a entende, que a substitua! 18. Bem gostaríamos que o Sr. Ministro olhasse de outro modo para o que vai acontecendo aos militares e à Instituição Militar. Pode crer, Sr. Ministro: os militares compreendem como ninguém o sentido de reformas, desde que colocadas ao serviço da Nação a que pertencem e cuja perenidade se deve à forma como se bateram ao longo dos séculos e não merecem, longe disso, as palavras que proferiu. Face ao que precede, pela acção, mas fundamentalmente pela inacção relativamente ao que vai acontecendo aos militares e à Instituição Militar, mas também dando voz ao descontentamento de muitos que se sentiram humilhados com as palavras proferidas, nos termos em que o fez, entendemos que o cargo de que V. Ex.ª , Sr. Ministro, é responsável, bem mereceria outra clarividência ao serviço de uma causa maior: a da Pátria a que pertencemos. Tudo isto, Sr. Ministro, é insustentável!

7 de Fevereiro de 2012
 Assinatura -  Manuel Martins Pereira Cracel  - Coronel