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terça-feira, 21 de setembro de 2010

AVEIRO Á NOITE

Não sabemos que mais admirar.
Aveiro de dia é encantadora, mas á noite com o relevo misterioso que as luzes lhe dão, fica mais romântica.
Veja se não temos razão


NESTE LINK

AINDA O PREÇO DA

GASOLINA EM PORTUGAL

O escândalo do preço dos combustíveis em Portugal entrou novamente em turbulência.
No início do ano o preço médio de um litro de gasolina era de 1,074 euros. Hoje custa cerca de 1,310 euros.
Os dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) mostram que o preço médio de um litro de gasolina subiu 22% nos primeiros seis meses do ano.
Dados da Comissão Europeia também mostram que, aos preços actuais, Portugal é o sétimo país da União Europeia a 27 onde os preços dos combustíveis são mais elevados.
Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) acusou de absoluta inoperância a Autoridade da Concorrência (AdC), a propósito do preços dos combustíveis, dando como exemplo a recente abertura de um posto da Galp, em Setúbal, onde são praticados preços mais baixos, que os dos restantes postos concorrentes da petrolífera.
O ACP, bem como o Partido Comunista Português (PCP) desde sempre tem defendido que a concertação entre as gasolineiras é uma realidade, acusando a Galp de dominar "não só os pipelines, o sistema de refinação, como o sistema de armazenagem" estabelecendo as regras segundo os seus interesses particulares, lesando gravemente os interesses dos consumidores e da economia nacional.
É sua convicção que "não há efectivamente concorrência em Portugal" e de acordo com o último relatório de Bruxelas, depois de impostos, o preço médio da gasolina 95 octanas praticadas em Portugal são o nono mais caro em toda a União Europeia e o gasóleo ocupa a 11ª posição entre os 27 países do espaço comunitário.
Em consequência do escândalo público provocado pelas declarações do presidente do ACP, a Comissão Parlamentar dos Assuntos Económicos, resolveu a convocá-lo para ser recebido hoje, a que se seguirá Manuel Sebastião, presidente da Autoridade da Concorrência, em 28 de Setembro.
Seguir-se-ão a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), a Direcção Geral de Geologia (DGEG), a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).
A dimensão, o prestígio do Automóvel Clube de Portugal e o extracto social da maioria dos seus sócios, preocupados exclusivamente com o preço da gasolina que é o consumo que mais os afecta, dá á acusação do seu presidente um peso específico, no âmbito do problema mais geral dos combustíveis.
No entanto, segundo o PCP, o problema do preço electricidade e do gás natural ainda é mais grave, dado que a diferença dos preços praticados pelos grupos económicos que dominam o mercado em Portugal, são muito maiores, que a média dos preços nos restantes países da União Europeia,)., contribuindo assim para agravar ainda mais as dificuldades da maioria das famílias trabalhadoras portuguesas.
Esta afirmação, muito pouco publicitada pelo nossos meios de comunicação social, não é gratuita, nem demagógica, como prova o estudo do economista Eugénio Rosa, que pode ler
AQUI

ELVIS PRESLEY &

MARTINA MAC BRIDE

Cantam “Blue Christmas” – Um “milagre” da tecnologia


O vídeo que apresentamos a seguir, é de uma sessão ao vivo, em que o “rei” Ellvis Presley , canta o celebre “Blue Christmas” acompanhado pela “coqueluche” americana Martina MacBride.
Acontece que Elvis Presley morreu em 1977 e nessa altura Martina McBride tinha 11 anos.
Só assim se percebe, que este vídeo é fruto de um elevadíssimo tratamento técnico de estúdio.
Quando Elvis Presley canta estava-se em 1968, ao passo que quando Martina MacBride canta a mesma canção, já corria o ano de 2008.
Não fora esta diferença temporal e ninguém se daria conta que este vídeo não era a reportagem de uma sessão ao vivo destes dois ídolos da canção.
O facto de Elvis Presley só olhar para ela no final da música não tem grande significado, até pelo facto de quando ela entra, ficar num plano diferente!
A montagem está perfeita. Do ponto de vista técnico, é uma obra de arte que vale a pena apreciar!!!
Já em 1991, a filha de Nat King Cole gravou a canção “Unforgettable” simulando que fazia dueto com o seu pai.
A voz dele foi remasterizada e misturada com a sua, para simular que os dois estavam a cantar em simultâneo e o resultado foi um êxito espectacular, na época.
Priscila Presley em 2008 convidou uma série de notáveis cantoras, como por exemplo Winonna Judd, Sara Evans, Amy Grant, Le Ann Rimes, Carrie Underwood, Martina MacBride, etc., para usando a mesma técnica, fazerem dueto com o seu marido, falecido há muitos anos, com as canções de Natal, que ele na altura tinha gravado.
Aceite o convite, deu lugar ao disco “Elvis Presley” “Cristmas Duets” que pode ser ouvido
AQUI
A novidade que apresentamos a seguir, vai mais longe no aspecto técnico.
Não só faz a “mixagem” das vozes como da imagem e de forma tão perfeita, que não resistimos a reproduzi-lo na íntegra.







sábado, 18 de setembro de 2010

ROUBARAM-ME A JUVENTUDE

Este” power point” foi feito com alguma falta de rigor histórico.
Algumas imagens do seu início, podem confundir os espíritos menos atentos, dado que a sua acção se passa numa época longínqua. Isso é evidente não só pelas características das fotos em sépia, como pelos trajes das crianças e até pelos ambientes em que elas se situam.
Acontece que, exceptuando 3 ou 4 dessas fotografias do inicio da apresentação, todas as outras mostram a exploração do trabalho infantil nos tempos actuais.
Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho) cerca de 218 milhões de crianças entre 5 e 17 anos trabalham no mundo, das quais 126 milhões realizam trabalhos perigosos e uma, em cada seis crianças trabalham como forma de complementar o rendimento da família.
De facto ainda hoje nos países subdesenvolvidos, onde reina a pobreza e a miséria, as crianças são obrigadas a trabalhar em ofícios penosos e violentos, como muito bem o testemunha o “power point “ que apresentamos em baixo.
Em África, na Ásia (principalmente na Índia e no Paquistão), e em muitos desses países subdesenvolvidos, milhões de crianças são exploradas sexualmente ou obrigadas a trabalhar em actividades brutalizantes e desumanas e muitas vezes impedidas de frequentarem a escola ou de terem qualquer protecção.
A violência sobre as crianças está de tal maneira enraizada em certos países que, por exemplo, no Paquistão uma criança que aos 4 anos fora vendida pelo pai a um artesão de tapetes para saldar uma dívida de 12 dólares e mais tarde resgatada por uma organização de defesa das crianças, foi assassinada na adolescência, por profissionais do crime, e a família permanentemente ameaçada e sujeita a perseguições, para servir de exemplo.
Voltaremos ao assunto, pois ele é uma das expressões mais criminosamente violentas, da desumanidade do modo de produção capitalista.



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AINDA A FESTA DO "AVANTE"

A ÓBVIA DIFERENÇA

Artigo de Ruben de Carvalho


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Publicado no semanário "Expresso" de hoje

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O afunilamento da comunicação social sobre a Festa do “Avante” resulta de um trivial anticomunismo, mas é possível vislumbrar algo mais.
Em raras vezes (bem raras é verdade…) alguns comentadores politicamente á direita pronunciam-se e comentam a vertente cultural da Festa do “Avante”.
Vasco da Graça Moura fê-lo há uns anos em crónica no “DN”, Miguel Esteves Cardoso igualmente, salvo erro, no “Independente”, Marcelo Rebelo de Sousa referiu na TV, José Pacheco Pereira escreveu o ano passado.
É curioso verificar que estas intervenções apresentam, nos seus diferentes estilos, o comum reconhecimento de três traços da Festa: a dimensão e o carácter autenticamente popular, o ambiente simultaneamente alegre e tranquilo de uma assistência completamente transversal (todas as idades, todas as origens sociais, todos os interesses culturais) e a qualidade e diversidade da programação cultural.
E, nessa diversidade, também a multiplicidade da oferta, do desporto ás artes plásticas, da música á promoção livreira, do teatro á culinária regional e, nelas próprias, igual multiplicidade de estilos, tendências, sonoridades.
Nada disto é novidade para os frequentadores da Festa. Mas merece reflexão o contraste com o tratamento habitual da comunicação social, em particular da imprensa.
É claro que nenhuma daquelas quatro personalidades ignora o óbvio: a componente política da Festa, de resto frontal e orgulhosamente assumida pelo PCP e pelos seus militantes.
Mas, exactamente porque isso é óbvio, sentem a singela imposição da evidência e sublinham o que é silenciado.
As intervenções do secretário-geral do PCP, em particular o discurso de domingo (era o que faltava!), e muito de vez em quando um fait divers banal constituem o redutor retrato que de um evento sem paralelo no país fornece a comunicação social.
Este afunilamento resulta evidentemente de trivial anticomunismo, mas é possível vislumbrar algo mais.
Trata-se de tentar silenciar, e assim menorizar, o PCP, as suas propostas e intervenções, a implantação nos trabalhadores, a capacidade de mobilização e diálogo com a sociedade: mas, ao confinar ao discurso político a imagem da Festa tenta-se a sua absurda identificação com quaisquer outras iniciativas de qaisquer outros partidos!
Colocar no mesmo patamar a exaltante realização, política e partidária sem dúvida, mas de uma imensa dimensão cultural e humana, com os escusos favores políticos dos sacos azuis empresariais ou tráfico de influências partidariamente rentável não é operação inocente quando tanto se discute o financiamento partidário.
A questão é que realizar uma exposição de elevado nível científico sobre a biodiversidade, expor dezenas de obras de arte, representar Brecht ou colocar uma orquestra de oito dezenas de músicos sobre um palco e tocar Lopes-Graça ou Rachmaminov para dezenas de milhar de pessoas ( que compraram a sua EP!) não é exactamente o mesmo que almoçar com um empreiteiro porque…”precisava de ver umas coisinhas consigo. Está a ver?”
Estamos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

DE GRITOS....
É UM GOZO, É PARA RIR ESTE PAÍS!

Aqui as novas regras de avaliação da Função Publica não foram postas em prática.

1º dia foi de apresentações e conhecer o local de trabalho.
O 4º dia foi utilizado nas despedidas.
Os 2º e 3º dias no exercício de funções: sendo de evidenciar a forma extremamente leal, competente e dedicada como desempenhou a função, de excelentes qualidades pessoais e profissionais.
Assim, sim, até dá gosto...









SUPREMA BELEZA

Os adjectivos que deviam estar aqui a classificar este “power point” excepcionalmente, estarão ausentes.
Deixamos a si e á sua sensibilidade a responsabilidade de o fazer.
O nosso mutismo, reflecte a nossa avaliação!!!



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UMA NOVA PROFISSÃO LIBERAL

Quando passar numa das principais artérias da cidade de Lamego, não vai precisar de muita atenção para esbarrar numa original placa.
Não se trata de um escritório de advogado, ou um consultório médico, nem mesmo de um gabinete de contabilidade, mas sim da novíssima profissão liberal de, imagine lá... deputado!!
A mediocridade não enxerga além de si mesma, já dizia Doyle e, antigamente este tipo de pessoas recebiam apropriado adjectivo mas hoje, ainda que tal aconteça pouco lhes importa... já perderam a noção do ridículo e a vergonha!


Eça de Queiroz, 1867

in “O distrito de Évora”

“Ordináriamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e por corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?”

quarta-feira, 15 de setembro de 2010



DICA DA
LARANJA


UMA SUPER DICA

PARA QUEM COZINHA

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Siga este conselho se quer fazer uma feijoada...
Coloque uma laranja inteira e não descascada, depois de lavada, na dita feijoada junto com as carnes...
Parece milagre!!!
A gordura fica toda dentro da laranja, basta cortá-la para ter a confirmação.
A laranja não modifica em nada o gosto da feijoada, que fica super light!
Experimente com um pedaço de linguiça, ferva a água, fure a linguiça com 1 garfo, coloque a laranja na panela e depois a linguiça e....
Comprove, em 5 minutos a gordura está toda dentro da laranja!
Depois frite a linguiça e veja como está deliciosa... e a panela sem gordura...
TRANSMITA ESTA DICA AOS SEUS AMIGOS, QUE FICARÃO MUITO GRATOS!!!


ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

UMA FÁBULA EM PHOTOSHOP

Ao procurar o “power point “ que iríamos publicar com o texto de hoje, saltou-nos á memória que no referido texto se acusam os cidadãos dos Estados Unidos da América, de terem uma visão do mundo, profundamente influenciados por Hollywood.
Nesta apresentação, levamos mais longe esse raciocínio.
Consideramos que o Photoshop é meio técnico que mais virtualidades têm, para representar o imaginário americano.
Hollywood serve principalmente para transformar as derrotas americanas em gloriosas e heróicas vitórias, onde os seus heróis virtuais, consolam o quimérico sonho americano de que o “american way of life” tem algum futuro.


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O FIM QUE NÃO É O FIM

A propaganda americana bem se esforça por fazer crer ao mundo, que a sua intervenção no Iraque foi virtuosa e que a retirada do seu exército do Iraque a partir de 31 de Agosto, seria uma realidade.
Pelo que consta, os habitantes estão muito cépticos e a escalada de violência que se tem verificado nestes últimos dias, só confirmam que têm toda a razão para alimentarem as maiores dúvidas.
A comprovar esses maus presságios, apesar das eleições legislativas terem sido levadas a efeito no início de Março, ainda não se conseguiu formar qualquer espécie de governo.
Sob o título com que iniciámos este texto, recebemos de um camarada uma série de notas retiradas do Blogue “Resistir.info” que aborda este tema, focalizando os aspectos mais importantes da actual situação do Iraque.
Pareceu-me importante reproduzi-lo aqui, na medida em que muito resumidamente transmite uma imagem clarividente da situação, utilizando o colorido cinematográfico tão querido aos cidadãos americanos, cuja vivência, muito por influência de Hollywood, se passa autenticamente de forma virtual.


Eis o texto:

Facto apresentado na comunicação social ocidental (CS):
As últimas tropas dos EUA abandonaram o Iraque, "como prometido e dentro do prazo", de acordo com o presidente Barack Obama.
Os ecrãs das televisões encheram-se de cenas cinematográficas com as imagens das silhuetas dos "últimos soldados dos EUA" contra a luz do nascer do Sol, a cruzar a fronteira para as bases do Kuwait.

Facto: Ainda lá estão.
Continuam a operar, em 94 bases.
Diminuíram os perigosos patrulhamentos nas estradas e caminhos que passaram a ser entregues a paramilitares ou mercenários.
Os mercenários de origem iraquiana têm um ordenado base de 300 dólares. Barato para quem arrisca a vida.
Os paramilitares de origem ocidental, normalmente ex-militares que operaram no Iraque, têm de ordenado base 4.000 dólares, equipam farda e usam equipamento militar, viaturas e blindados exactamente igual aos soldados do exército regular que ganham metade. Pelas queixas destes se soube os seus valores.
São coordenados por generais norte-americanos e têm o suporte logistico do governo dos EUA
As incursões aéreas não sofreram qualquer alteração, bem como os assassinatos selectivos levados a cabo pelas forças especiais.
O número de paramilitares actualmente ultrapassa os 100 mil e continua a aumentar. A maior parte do petróleo iraquiano encontra-se agora sob controlo estrangeiro e vai pagando os serviços e vigilância destes mercenários.
Quando lhes acontece alguma coisa, são tratados pela comunicação social ocidental, como “civis”.

Facto na CS: os apresentadores e os jornalistas da BBC têm descrito a partida das tropas dos EUA como "uma espécie de exército vitorioso" que conseguiu concretizar "uma notável alteração nos destinos do Iraque". O seu comandante, o general David Petraeus, é uma "celebridade", "encantador", "hábil" e "notável".

Facto: não houve qualquer vitória. Há um desastre catastrófico e uma tentativa de levar a cabo uma campanha para "rebaptizar" o banho de sangue como tendo sido "necessário" e "nobre".
Em 1980, Ronald Reagan, na corrida à presidência, rebaptizou a invasão do Vietname, na qual tinham morrido três milhões de pessoas, de "causa nobre", temática entusiasticamente açambarcada por Hollywood.
Os actuais filmes sobre a guerra do Iraque têm uma similar temática purgante: os invasores são simultaneamente retractados como sendo vítimas e idealistas.

Facto na CS: Não se sabe quantos iraquianos terão morrido. As baixas são "incontáveis" ou "na ordem das dezenas de milhares."

Facto: como consequência directa da invasão liderada pelos anglo-americanos, morreram um milhão de iraquianos. Esta estatística da Opinion Research Business baseia-se numa pesquisa, revista pelos seus pares, levada a cabo pela Universidade Johns Hopkins de Washington, DC, cujos métodos são secretamente tidos na conta de "melhor prática" bem como a mais "robusta" por parte do principal conselheiro científico do governo Blair, como foi revelado numa pesquisa efectuada ao abrigo da lei da Liberdade de Informação.
Raramente se confrontam os "encantadores" e "hábeis" generais americanos com esta estatística. Nem com a expropriação de quatro milhões de iraquianos, a subnutrição da maior parte das crianças iraquianas, a epidemia de doenças mentais ou o envenenamento do meio ambiente.







ECOLOGIA

A CULTURA QUE SE IMPÕE!!!

O nosso “power point” de hoje aborda o tema da ecologia.
Se considerarmos que a ecologia é a ciência que defende o bem estar e a saúde da Terra, o texto que se segue também se poderia classificar de “ecológico”, porque trata do bem estar e da saúde política do povo cubano, tão maltratado desde sempre, mas agora com requintes de malvadez!!!


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FIDEL E O JORNALISTA

TRAMPOLINEIRO

OS MÉDIA INTERNACIONAIS

E O FRACASSO DO MODELO CUBANO

Fidel Castro acaba de desmentir, que alguma vez tenha reconhecido o fracasso da revolução cubana, na entrevista que deu ao jornalista americano Jeffrey Goldberg.
Nós tivemos anteontem conhecimento de que era atribuído a Fidel Castro a afirmação de que a revolução cubana era um fracasso e que em suma, não servia para exportar, até porque, segundo a versão que li, Fidel, considerava que nem para os cubanos tinha servido.
É evidente, que nós tínhamos a certeza que tal não era verdade, ou não fosse a Revolução Cubana, como revolucionários que somos e pelo conhecimento do que lá se passa….a nossa menina dos olhos.
Só para ver se percebíamos o que de facto se passara, procurámos mais informações.
A conclusão a que chegámos, é que por deficiência de tradução da intérprete, e pouca preparação política do jornalista (para não dizermos outra coisa), a teorização que Fidel Castro fez sobre a natureza das revoluções populares, das características peculiares e diferenciadas de cada uma, se caracterizando por não ser possível exportar o mesmo modelo, fosse qual fosse a nação onde ela se verificasse, foi extrapolado que tinha dito que a Revolução Cubana não servia aos cubanos, quando ele afirmou foi :

"O Capitalismo não serve nem para os americanos"
Calculem!!!..... .
No fundo Fidel estava a recordar uma realidade revolucionária, muito semelhante às múltiplas declarações que nesse mesmo sentido ouvimos muitas vezes a Álvaro Cunhal e outros camaradas responsáveis, quando se referiam á especificidade da Revolução dos Cravos.
Um dos grandes problemas que uma revolução socialista sempre apresentou e vai continuar a apresentar, seja em que país for, é a originalidade de que se revestirá, sendo que não há modelos iguais e portanto as referências são nulas.
Há sempre dúvidas sobre que etapas se irão ter de ultrapassar, de que modo e com que velocidade.
Que obstáculos se lhe apresentarão e que tipo de soluções adoptar.
Que condições objectivas e subjectivas, se desenvolverão na evolução natural do processo revolucionário.
Como e com quem, fazer a política de alianças, para ultrapassar os milhentos problemas que se apresentarão na alteração do “status quo”.
Que tipo de sabotagens e sabotadores serão detectáveis e neutralizáveis.
Com que forças se poderá contar, mantendo e estimulando o espírito revolucionário, para anular os adversários.
Muitas e fundamentais perguntas, ficaram por fazer, sobretudo de natureza económica, na densidade de problemas que sempre levanta uma revolução.
Estas questões só foram postas para demonstrar que ao contrário do que aconteceu, esta matéria, pelo menos em teoria, devia fazer parte da bagagem cultural do jornalista.,
Se assim fosse teria evitado o equívoco que foi a degeneração das palavras de Fidel Castro, dando azo a que centenas de agências, televisões, rádios e jornais de de todo o mundo tenham convertido em notícia com o capcioso título:
“Fidel Castro: o modelo cubano já não funciona nem sequer para nós".
pondo na boca de Fidel a ideia de que a fantástica e exemplar Revolução Cubana, já tinha dado o que tinha para dar!!!.


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A BELEZA DA NATUREZA

Este “power point” começa com uma pergunta: “O QUE FAZ UM SER HUMANO PARA SE APROXIMAR DA BELEZA DA NATUREZA” “TALVEZ MÚSICA” e sem desistir da proposta, mostra-nos algumas maravilhas da própria natureza, corporizadas por alguns elementos da fauna, excepcionalmente fotografados, no seu meio ambiente.
A beleza das imagens é de tal maneira poderosa, que não hesitamos em desistir de jamais pensar em ser tão perfeito com ela, independentemente do conceito estético que se queira considerar.
Nós, seres humanos, por muito que porfiemos, jamais conseguiremos produzir tanta e tanta beleza em que a Natureza é perdularia, mesmo com a música mais maviosa ou o som mais harmonioso que se componha.
O que fazemos, por inconsciência, ignorância, maldade, selvajaria, estupidez, incivilidade ou barbarismo, é destruir e esbanjar por vezes metodicamente aquilo que ela, na sua imensa generosidade, prodigalizou para felicidade do género humano.


POR FAVOR NÃO CLIQUE E APRECIE OS PORMENORES E A MÚSICA

NESTE LINK
É DE CAIR DE CÚ

QUE ME PERDOEM OS PURISTAS DA LINGUA PORTUGUESA

OBRIGADO MIGUEL ESTEVES CARDOSO!!!

Já tínhamos conhecimento deste texto de Miguel Esteves Cardoso, que relata a sua ida a uma anterior Festa do Avante.
Julgamos que nessa ocasião, tivemos ocasião de o publicar neste Blogue.
No entanto como nunca é demais relembrá-lo, aproveitamos a circunstância de um nosso amigo e camarada nos ter enviado ontem este importante e esclarecedor texto, para sentirmos que era boa ideia, voltar a publicá-lo.
A quem já o leu, certamente vai dar por bem empregado o tempo a relê-lo.
A quem ainda não o fez, das duas uma: se é comunista ou simpatizante fica babado de orgulho por ser esta a sua Festa.
Se não é e resistiu ao apelo da curiosidade (quanto mais não seja!!!) de ir até á muito badalada Festa do Avante, vai ficar cheio de pena de não ter ido lá.
Quem lá foi este ano, constatou que não exageramos quando dizemos que a Festa do Avante é a maior manifestação cultural, artística e popular que se realiza neste país e que foi testemunhado por uma imensa multidão, que encheu a Festa do Avante durante os três dias e pôde certificar, que apesar das numerosas certidões de óbito passadas ao PCP, das tentativas de asfixia e isolamento, das discriminações e silenciamento dos média, os comunistas são cada vez mais e a Festa do Avante cada vez melhor.
Imensamente difícil se torna descrever a heterogeneidade dos sentimentos que emanam das pessoas que a visitam.
Consideramos por isso, uma referência lúcida e valiosa este texto de Miguel Esteves Cardoso, porque conseguiu não só avaliar perfeitamente, o esforço que representa a construção e o funcionamento da Festa do Avante, como também descrever de forma emotiva e verdadeira, aquele monumento á alegria e ao fraterno e solidário companheirismo dos comunistas, que transpira constantemente, em todo e qualquer canto daquela imenso e encantador espaço.
Eis então esse belíssimo texto:

REPORTAGEM, UMA AVENTURA DENTRO DO COMUNISMO REAL.

O MEC FOI À FESTA DO AVANTE!

“Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante! Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.
Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.
O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.
Porque é que a Festa do Avante faz medo?
É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum.
Pode não ser de bom-tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei?
É sempre desconfortável estar rodeado por pessoas com ideias contrárias às nossas. Mas quando a multidão é gigante e a ideia é contrária é só uma só – então, muito francamente, é aterrador.
Até por uma questão de respeito, o Partido Comunista Português merece que se tenha medo dele. Tratá-lo como uma relíquia engraçada do século XX é uma desconsideração e um perigo. Mal por mal, mais vale acreditar que comem criancinhas ao pequeno-almoço.
BEM SEI QUE A condescendência é uma arma e que fica bem elogiar os comunistas como fiéis aos princípios e tocantemente inamovíveis, coitadinhos.
É esta a maneira mais fácil de fingir que não existem e de esperar, com toda a estupidez, que, se os ignoramos, acabarão por se ir embora.
As festas do Avante, por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas.
É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça.
A condescendência leva-nos a alvitrar que “assim também eu” e que as festas dos outros partidos também seriam boas caso estivessem um ano inteiro a prepará-las. Está bem, está: nem assim iam lá. Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo.
Em vez de usar, para explicar tudo, o velho chavão da “ capacidade de organização” do velho PCP, temos é que perguntar porque é que se dão ao trabalho de se organizarem.
Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história. É por isso que não podem parar; que aguentam todas as derrotas e todos os revezes; que são dotados de uma avassaladora e paradoxalmente energética paciência; porque acreditam que são a última barreira entre a civilização e a selvajaria. E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão.
É por isso que não se sentem “derrotados”. O desaparecimento da URSS, por exemplo, pode ter sido chato mas, na amplitude do panorama marxista-leninista, foi apenas um contratempo. Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é mínimo e saudável.
Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É muito refrescante esta honestidade. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.
Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados.
Não há psicologias de multidões para ninguém: são mais que muitos, mas cada um está na sua. Isto é muito importante. Ninguém ali está a ser levado ou foi trazido ou está só por estar. Nada é forçado. Não há chamarizes nem compulsões. Vale tudo até o aborrecimento. Ou seja: é o contrário do que se pensa quando se pensa num comício ou numa festa obrigatória. Muito menos comunista.
Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso.
Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias.
Convinha-nos pensar que as comunas eram um rebanho mas a parecença é mais com um jardim zoológico inteiro. Ali uma zebra; em frente um leão e um flamingo; aqui ao lado uma manada de guardas a dormir na relva.
QUANDO SE CHEGA à Festa o que mais impressiona é a falta de paranóia.
Ninguém está ansioso, a começar pelos seguranças que nos deixam passar só com um sorriso, sem nos vasculhar as malas ou apalpar as ancas. Em matéria de livre de trânsito, é como voltar aos anos 60.
Só essa ausência de suspeita vale o preço do bilhete. Nos tempos que correm, vale ouro. Há milhares de pessoas a entrar e a sair mas não há bichas. A circulação é perfeitamente sanguínea. É muito bom quando não desconfiamos de nós.
Mesmo assim tenho de confessar, como reaccionário que sou, que me passou pela cabeça que a razão de tanta preocupação talvez fosse a probabilidade de todos os potenciais bombistas já estarem lá dentro, nos pavilhões internacionais, a beber copos uns com os outros e a divertirem-se.
A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é difícil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.
Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideologicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista.
O desaparecimento da União Soviética foi, deste ponto de vista, particularmente infeliz por ter eliminado a potência cujas ordens eram cegamente obedecidas pelo PCP.
Sem a orientação e o financiamento de Moscovo, o PCP deveria ter também fenecido e finado. Mas não: ei-lo. Grande chatice.
Quer se queira quer não (eu não queria), sente-se na Festa do Avante!
Que está ali uma reserva ecológica de Portugal. Se por acaso falharem os modelos vigentes, poderemos ir buscar as sementes e os enxertos para começar tudo o que é Portugal outra vez.
A teimosia comunista é culturalmente valiosa porque é a nossa própria cultura que é teimosa. A diferença às modas e às tendências dos comunistas não é uma atitude: é um dos resultados daquela persistência dos nossos hábitos. Não é uma defesa ideológica: é uma prática que reforça e eterniza só por ser praticada. (Fiquemos por aqui que já estou a escrever à comunista).
A Exposição do Mundo português era “para inglês ver”, mas a Festa do Avante! Em muitos aspectos importantes, parece mesmo inglesa. Para mais, inglesa no sentido irreal. As bichas, direitinhas e céleres, não podiam ser menos portuguesas. Nem tão-pouco a maneira como cada pessoa limpa a mesa antes de se levantar, deixando-a impecável.
As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. É maravilhoso ver o resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. Raios os partam.
Se a Festa do Avante dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau. A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisíveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca.
O preconceito anticomunista dá-os como disciplinados e regimentados – se calhar, estamos a confundi-los com a Mocidade portuguesa. Não são nada disso. A Festa funciona para que eles não tenham de funcionar. Ao contrário de tantos festivais apolíticos, não há pressa; a ansiedade da diversão; o cumprimento de rotinas obrigatórias; a preocupação com a aparência. Há até, sem se sentir ameaçado por tudo o que se passa à volta, um saudável tédio, de piquenique depois de uma barrigada, à espera da ocupação do sono.
Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras.
Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.
Nem vale a pena indagar acerca da marca do champô.
Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do Avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.
E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas.
É UM ALÍVIO A FALTA de entusiasmo fabricado – e, num sentido geral de esforço. Não há consensos propostos ou unanimidades às quais aderir.
Uns queixam-se de que já não é o que era e que dantes era melhor; outros que nunca foi tão bom.
É claro que nada disto será novidade para quem lá vai. Parece óbvio.
Mas para quem gosta de dar uma sacudidela aos preconceitos anticomunista é um exercício de higiene mental.
Por muito que custe dize-lo, o preconceito - base, dos mais ligeiros snobismos e sectarismos ao mais feroz racismo, anda sempre à volta da noção de que “eles não são como nós”. É muito conveniente esta separação. Ma é tão ténue que basta uma pequena aproximação para perceber, de repente, que “afinal eles são como nós”
Uma vez passada a tristeza pelo desaparecimento da justificação da nossa superioridade (e a vergonha por ter sido tão simples), sente-se de novo respeito pela cabeça de cada um.
Espero que não se ofendam os sportinguistas e comunistas quando eu disser que estar na Festa do Avante! Foi como assistir à festa de rua quando o Sporting ganhou o campeonato. Até aí eu tinha a ideia, como sábio benfiquista, que os sportinguistas eram uma minúscula agremiação de queques em que um dos requisitos fundamentais era não gostar muito de futebol.
Quando vi as multidões de sportinguistas a festejar – de todas as classes, cores e qualidades de camisolas -, fiquei tão espantado que ainda levei uns minutos a ficar profundamente deprimido.
POR OUTRO LADO, quando se vê que os comunistas não fazem o favor de corresponder à conveniência instantaneamente arrumável das nossas expectativas – nem o PCP é o IKEA - a primeira reacção é de canseira.
Como quem diz:”Que chatice – não só não são iguais ao que eu pensava como são todos diferentes. Vou ter de avaliá-los um a um. Estou tramado. Nunca mais saio daqui.”
Nem tão pouco há a consolação ilusória do pick and choose.
.É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível. Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas.
Hás uma frase do Jerónimo de Sousa no comício de encerramento que diz tudo. A propósito de Cuba (que não está a atravessar um período particularmente feliz), diz que “resistir já é vencer”.
É verdade – sobretudo se dermos a devida importância ao “já”. Aquele “já” é o contrário da pressa, mas é também “agora”.
Na Festa do Avante! Não se vêem comunistas desiludidos ou frustrados.
Nem tão pouco delirantemente esperançosos. A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.
Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar.
NA FESTA DO AVANTE! Sente-se a satisfação de chatear. O PCP chateia.
Os sindicatos chateiam. A dimensão e o êxito da Festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia. Do ensimesmamento online, do relativismo ou niilismo ideológico. Chatear é uma forma especialmente eficaz de resistir. Pode ser miudinho – mas, sendo constante, faz a diferença.
Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele? Resta-me apenas a independência de espírito para exprimir a única reacção inteligente a mais uma Festa do Avante:
dar os parabéns a quem a fez e mais outros a quem lá esteve. Isto é, no caso pouco provável de não serem as mesmíssimas pessoas.
Parabéns! E, para mais, pouquíssimo contrariado.”(E só com um bocadinho de nada com medo).

domingo, 12 de setembro de 2010

ESTÁTUA VIVAS

UMA FORMA DE ENCANTAR

Perante o horror que descrevemos no texto que se segue, um pouco de encantamento, para podermos continuar a acreditar que vale a pena cultivar a beleza apesar de tudo, ou melhor..... sobretudo!!!
Os belos sentimentos serão sempre o padrão base do ser humano


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ISTO É O QUE SE SABE!!!

Uma coisa é certa …..não queria estar na pele do denunciante!!!

Já começou por ser atacado pelos colegas, seguir-se-há os que defendem o “espírito de corpo”, depois se escapar a estes, seguem-se os “militarões” por ter colocado o exército na lama, e se mesmo assim sonharem que ele escapou, um dos milhares de “secretas assassinos”, limpá-lhe-há o sarampo por ter mostrado ao mundo a animalidade que o sistema americano consegue produzir.
As últimas noticias que iremos ter dele, serão como habitualmente, que foi colocado no rol das testemunhas protegidas, mudada a identidade, e na melhor das hipóteses ……algumas operações plásticas para mudar o aspecto!!!

Jornal de Notícias - 09 de Setembro de 2010

Soldados matavam civis por "desporto" no Afeganistão

Doze soldados norte-americanos estão a ser acusados de criarem um "esquadrão da morte" que assassinava civis afegãos e coleccionava os seus dedos como troféu. O grupo era constituído por cinco soldados que terão morto três homens afegãos em diferentes ataques. Outros sete são acusados de encobrir os crimes e de atacar um outro soldado que denunciou o sucedido aos superiores.
De acordo com a versão online do jornal britânico "The Guardian", os soldados envolvido integram a brigada de infantaria "Stryker" colocada na província de Kandahar, no Sul do Afeganistão. O "The Guardian" afirma que esta é uma das mais graves acusações de crimes de guerra no Afeganistão. Todos os soldados negaram os factos que, a serem provados, podem resultar em pena de morte ou prisão perpétua.
De acordo com os investigadores e os documentos que integram o processo, a discussão sobre as mortes começou com a chegada do sargento Calvin Gibbs à base Ramrod, em Novembro passado. Nessa altura, o comando foi informado que Gibbs exibia dedos que havia conseguido quando esteve colocado no Iraque e contaca aos restantes soldados como era fácil "lançar uma granada para alguém e matá-lo".
De acordo com as provas coligidas, Gibbs, de 25 anos, arquitectou um plano, juntamente com o soldado Jeremy Morlock, de 22 anos, e outros elementos da unidade para formar um "esquadrão da morte" que acabou por matar três afegãos durante as patrulhas.
A primeira vítima terá sido Gul Mudin, sobre quem "atiraram uma granada e disparam uma espingarda" quando a patrulha entrou na aldeia de La Mohammed Kalay, em Janeiro. Após o ataque, Morlock terá afirmado ao soldado Andrew Holmes, de 19 anos, e que se encontrava de guarda nesse dia, que o assassinato tinha acontecido por "desporto" e ameaçou-o caso contasse alguma coisa sobre o ocorrido.
A segunda vítima, Marach Agha, foi morta a tiro no mês seguinte. Gibbs matou-o e colocou uma espingarda Kalashnikov ao lado do corpo para justificar a morte. Em Maio, Mullah Adadhdad foi morto após ter sido atingido por tiros e uma granada.
O jornal "Army Times" relata ainda que pelo menos um dos soldados acusados coleccionava os dedos das vítimas como recordação e que alguns deles posavam para fotos com os corpos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O ALQUEVA

A publicação deste “power point” sobre o Alqueva, é uma modesta homenagem á memória dos esforços que o Partido Comunista Português levou a cabo, desde 1975 pela construção da barragem do Alqueva.
Não podemos desligar o nosso pensamento das maravilhosas jornadas de solidariedade proporcionadas pelas visitas que fizemos às Unidades Colectivas de Produção, durante a heróica epopeia que foi a Reforma Agrária, para transformação da vida do Alentejo e dos alentejanos.
A finalidade da construção de Barragem do Alqueva, tinha um fim muito mais nobre, do que aquele que lhe está destinado.
O Alqueva propunha-se em primeiro lugar, fornecer a preciosa água, que iria irrigar os campos do Alentejo, e aumentar a sua produção agrícola, enriquecendo dessa forma em primeiro lugar aquela região e os seus trabalhadores e por arrasto o nosso país, poupando divisas na importação dos preciosos produtos agrícolas que só com regadio são possíveis de obter.
Infelizmente, com o fim da Reforma Agrária, são principalmente os latifundiários e grandes grupos estrangeiros, os principais beneficiários das redes de irrigação que estão planeadas, como nos comprova o acordo de revisão do Plano de Ordenamento das Albufeiras de Alqueva e Pedrógão.
Quanto ao turismo, numerosos grupos capitalistas, propõem-se desde já explorar as belezas daquela zona com numerosos empreendimentos, alguns de grande envergadura.
O turismo, a pesca e a prática de actividades náuticas, são de momento as principais fonte de aproveitamento reservada aos 250 kilómetros quadrados da sua albufeira, que a transformam no maior lago artificial da Europa.



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CARTA ABERTA A JOFFRE JUSTINO

ESTOU PASMADO….ESTUPEFACTO!!!

Este indivíduo, que nos bombardeia quase diariamente com textos onde se intitula umas vezes apátrida, outras português, outras angolano, outras ambas ou nenhuma das coisas e com alguma jactância se intitula “director pedagógico” e maçom.
Defendendo algumas vezes de forma perversa, posições políticas na linha do Partido Socialista de que se diz dirigente, enviou-nos hoje mais um texto, que é um fiel retrato da sua mentalidade astuciosa e labiríntica.
Nesse texto, aborda o que se está a passar na tentativa de branquear o facínora do Salazar.
Limito a algumas frases, a nossa identidade de pontos de vista, mas mesmo assim por ser tão surpreendente, vinda de quem vem, justifico plenamente as adjectivações que utilizamos no subtítulo.
A razão invocada pelo Doutor (???) Joffre Justino para a indignação que expressa no texto que nos enviou, foi provocada por uma entrevista de um tal Filipe Ribeiro de Menezes, saída no jornal i, intitulada “Salazar era um democrata cristão convicto”!
Para que não haja confusões, começamos por descrever as partes do texto com os quais estamos solidários, passando a comentar posteriormente, aquelas com que não estamos de acordo, tentando explicar porquê.
Diz ele a páginas tantas:
Sinto-me verdadeiramente derrotado, na comunicação social abundam como se vê os/as totalitários/as, 36 anos depois do 25 de Abril, e abundam com o poder suficiente para terem direito a chamada de 1ª página, com tais notícias.
E, mais grave ainda, o energúmeno que escreve que Salazar era um democrata cristão convicto, foi pago pelo governo irlandês, uns pais da democrática União Europeia, para escrever tamanhas diabólicas frases…
Que fazer….Sinto-me verdadeiramente perdido.
E mais adiante interroga-se:
Mas é possível escrever sensacionalismos com falsidades históricas e as mesmas falsidades serem assim, sem mais, aceites, numa comunicação social que se quer democrática?
Salazar “democrata cristão” e escreve-se isto em Portugal, (que se escreva na Irlanda, onde como se vê, até nas contas erram,…), como se nada fosse.
Dir-me-ão que se trata somente de uma tentativa de branqueamento deste incompetente ditador que, hoje, não pode ser reconhecido como fascista, a bem do branqueamento de tantas instituições, bem, mais “importantes” que Portugal, (para alguns).
Salazar que assumiu em todos os seus textos que era arrogantemente antidemocrata, que se arrepelaria todo se lesse tal nos seus jornais, ao seu tempo!
Salazar que inventou o Tarrafal, que eliminou fisicamente adversários, que mandou torturar, que impôs leis racistas sobre o Império português, que, anos a fio combateu a miscigenação racial.
Salazar que se aliou, mesmo dizendo-se neutro, a Hitler e a Mussolini e recebeu depois de derrotado o Eixo fascista, os ditadores fascistas e os alimentou com os impostos dos portugueses.
Salazar que impôs, não a Portugal mas a todo o Império Português índices de analfabetismo superiores a
os 70% porque ler e escrever ficava mal a um camponês.
Esse Salazar que obrigava as mulheres a verem os seus recibos de vencimento terem de ser assinados pelos esposos, que proibiu o divórcio, que impôs, talibã que era, a religião única, que tinha medo de andar de avião, esse Salazar, era, pois, “democrata cristão” e ninguém nunca o soube até surgir esta dita biografia.

Para além da forma confusa como se expressa em algumas das ideias que atrás reproduzimos, torna-se necessário fazer uma precisão: são estas as únicas partes do texto com as quais duma forma geral estamos de acordo.
Sempre temos considerado este indivíduo, potencialmente perigoso na sua argumentação, mais matreiro do que sagaz, querendo induzir por vezes que é muito humilde, respeitoso e democrata, pela forma como parece aceitar os argumentos de quem não concorda com ele.
No entanto, acabo sempre por chegar á conclusão de que é intelectualmente ardiloso.
E Isso é objectivamente evidente quando afirma:
Salazar que “inventou”, inclusive, uma filosofia e um modelo político económico e social próprio – o anti democrático e quase estalinista corporativismo – e sobre ele laudatoriamente escreveu.
Lá está e não poderia faltar, envenenando o subconsciente, com o estafado epíteto de “estalinista” da sua matriz anti-comunista primária.
Salazar que se bateu contra os americanos por serem democratas e, por tal, delapidadores da “civilização ocidental”.
Não conhecia esta “pseudo” virtude a Salazar.
Bateu-se contra os americanos??? Por serem delapidadores da “civilização ocidental”???
Bastava ver o que recentemente os americanos fizeram no Iraque, berço da civilização ocidental, para me transformar num abnegado salazarista (O diabo seja surdo, cego e mudo !!!)
Salazar que fraudulentava as “eleições” que ia fazendo, que proibia partidos políticos, que não combateu, prendeu e torturou, somente os comunistas, (que raio quando paramos com este anticomunismo serôdio que só alimenta a ideologia comunista?), mas sim também, monárquicos liberais, republicanos conservadores, republicanos democrata cristãos, republicanos liberais, republicanos socialistas, ou os anarquistas e, claro, também tal qual Hitler, os “fascistas” ideólogos, já inúteis para o poder fascista.
Esta manobra de tentar fazer passar uma comparação entre o que se passou com os comunistas portugueses e o oportunismo com que os judeus utilizam para camuflar a barbárie que exercem sobre os palestinos, ao apoderarem-se do Holocausto, como uma tragédia que só vitimou os judeus, ao mesmo tempo que esquecem os comunistas, homossexuais, cristãos, ciganos, deficientes, etc., etc., demonstra a desonestidade intelectual deste cavalheiro.
1º Onde é que ele viu um texto de um camarada responsável, afirmar que só os comunistas foram perseguidos e torturados?
2º Alguém tem a menor dúvida que foram os comunistas portugueses, as vítimas que de longe, maior numero de mortos, anos de prisão e selvática tortura, tiveram ás mãos dos fascistas salazarentos???
3º Para se compreender a que ponto é revoltante, tentar diminuir os comunistas, na sua luta pela liberdade, emancipação dos povos e por uma nova sociedade sem exploração do homem pelo homem, sinto-me obrigado a fazer esta pergunta a esse mentecapto:
O senhor, que é professor de história, julgo eu, conhece algum martirológio que se compare de perto ou de longe com o que têm sofrido os comunistas em toda a História da humanidade???
Salazar que impôs à economia de mercado as inacreditáveis solicitações, de joelhos e com declaração anticomunista, para se ter autorização para abrir uma empresa, aos empresários e, assim, destruiu o sentido e a cultura de livre concorrência em Portugal, o que ainda hoje pagamos.
Confesso humildemente que não percebo nada do que ele está a dizer, porque julgava que só os funcionários públicos eram obrigados a fazer uma declaração anti-comunista prévia.
Nós sempre fomos empresários durante a ditadura salazarenta e nunca tivemos que assinar nenhuma declaração anti-comunista para exercer a actividade, independentemente de todo o tipo de perseguições de que fomos alvo de 1956 até 1974, mas por outras razões, evidentemente!
Salazar que beneficiava uns, os bons empresários, em detrimento de outros….
Ridícula afirmação!
Salazar só beneficiava quem lhe interessava, independentemente de ser bom ou mau empresário!!!
Salazar que não construiu portanto escolas, a não ser o mínimo necessário para uma elite que tinha como dever adorá-lo, tal como não construiu hospitais suficientes, nem estradas, ou pontes.
Esta ainda é mais ridícula!!!
As elites andavam em colégios particulares.
Era o que faltava as elites irem para as escolas oficiais onde andavam os filhos dos operários, trabalhadores rurais, vendedores ambulantes etc., etc.
Quando não haviam colégios na terra das elites, colocavam os filhos em colégios internos!!!
Salazar que impôs ao país, sem referendo, note-se, uma Guerra Colonial que o seu ministro da defesa recusava, ( e que por isso tentou um golpe de estado que só falhou porque os generais que inicialmente apoiavam o tal ministro da defesa foram cobardes e recuaram, obrigando o país a manter 14 anos de uma inútil guerra), quando todos os dirigentes nacionalistas estavam disponíveis para uma transição pacifica para as independências, (e viva Manuel Alegre e Abaixo os ditos militares, generais ou não, que o criticam e esquecem os seus antecessores que, traindo o seu ministro, impuseram uma inútil guerra Portugal e ao Império).
Olhem a confusão que vai nesta cabecinha “Salazar que impôs ao país, sem referendo, note-se, uma Guerra Colonial”
Por acaso, se bem me lembro o Bush também!!! Que grande maroto!!!
Onde é que se viu alguém declarar uma guerra, “QUE SE NOTE”, sem fazer primeiro um referendo???
Salazar que, por tal, delapidou uma incomensurável fortuna a Portugal, e a todos os PALOP.
Só uma incomensurável fortuna?
E os que morreram?....e os estropiados?.... e a fome, miséria e todas as restantes dificuldades que ainda estão e estarão a passar ???
E desanimado termina, depois de confessar:
Nada a fazer…
Estou a mais, porque não consigo entender a necessidade de branquear o filho do diabo que foi Salazar.

E segue-se uma série de razões para justificar porque sente que está a mais.
Nós interrogamo-nos sobre as razões de fundo, que estarão na base do abatimento deste cavalheiro.
Será que chegou á conclusão que a pouca diferença política dos tempos salazarentos, para as grandes massas trabalhadoras em termos de cidadania, se limitou ás liberdades e pouco mais???
Será o desânimo provocado por o PS se ter esquecido dele e ter sido excluído dos tachos que o seu partido tão profusamente distribuiu entre os militantes???
Será num milagre de lucidez, percebeu finalmente que a destruição do aparelho produtivo, a miséria e desemprego em que os portugueses se encontram, estão na razão directa da política de direita praticada desde 1975, com a obscena conivência principalmente do seu Partido (dito) Socialista,???
Será que em relação aos comunistas acha.... já que não podem ser exterminados, deviam persegui-los.

Persegui-los???
Então que outra coisa têm sido feita, senão isso?
Que outro significado pode ter o silenciamento, perseguições, tentativas de isolamento, descriminações, mentiras, traições, difamação e ofensas a que têm submetido ao Partido Comunista Português, às suas iniciativas e a muitos dos seus abnegados militantes?
Ele era fascista, totalitário, incompetente, destruiu o Império e ponto final.
Só por tal, ter destruído o Império, (ou já se esqueceram dos anos em que o Império soviético, a par com o americano, dominou os PALOP?), mereceria o nosso total desprezo

A destruição do nosso “Império” deve estar-lhe atravessada na garganta, mas para compensar …atira-nos com o Império Americano e de caminho, junta também com um Império soviético, porque é tudo a mesma coisa!!!
Acontece que nós, pobres iletrados, nem sabíamos que existia um império soviético!!!
Nós julgávamos que “soviético” era relativo a soviete e significava o órgão dirigente onde tinham assento os delegados dos camponeses e soldados, após a Grande Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, sendo posteriormente o superior órgão deliberativo da União Soviética.
Mas “tá bem”! Se o director pedagógico diz que era um império….quem sou eu para o desmentir!!!
Não fora Mário Soares, (e não Salazar) e não haveria esta réstia de Pátria que é a Língua Portuguesa que se chama Língua Portuguesa e que Fernando Pessoa recorda.
O senhor, não podia ter escolhido pior dia para fazer uma afirmação dessas.
Soube-se hoje, que a partir de agora até o nosso orçamento de Estado passa obrigatoriamente a ser aprovado préviamente, pelo o ECOFIN (ECOnomic and FINancial Committee), organismo da União Europeia, que é o Conselho de ministros da União Europeia, onde se reunem os ministros da Economia e das Finanças dos 27 Estados membros juntamente com o presidente do (BEI) Banco Europeu de Investimentos mais o presidente do BCE (Banco Central Europeu) e o comissário dos assuntos económicos da União Europeia.
Na prática o que vai acontecer será a Alemanha e a França a ditar as regras!!!
O que quer dizer que a partir de agora o nosso Parlamento e nossos deputados vão passar a ter menos trabalho e responsabilidade.
Quer-se dizer….cumprem as ordens vindas da União Europeia e pronto….não têm mais chatices!!!
Dou toda a razão ao excelentíssimo “director pedagógico”!!!.
É de facto devido a Mário Soares que só nos resta a língua Portuguesa e mesmo essa, não por muito tempo, pois a maioria esmagadora dos portugueses estarão em breve a falar Inglês, ou pelo menos espanhol, quando quiserem pedir esmola.
Por isso sinto-me, hoje, não mal, mas ainda pior.
Sinto-me a mais.
Joffre Justino
(Director Pedagógico)
Só agora! Então dê-se por muito feliz, porque a maioria do povo português há mais de trinta anos que se sente a mais, e por culpa principalmente, deste Partido Socialista!!!


terça-feira, 7 de setembro de 2010

HOJE É SÓ CONVERSA!!!
UMA HISTÓRIA Á MANEIRA DAS FÁBULAS DE FEDRO

Hoje o "power point" é “só conversa”, pela primeira vez.
Aliás bastante bem adequada aos intervenientes, que de concreto e positivo só têm conversa!


NESTE LINK



É TUDO UMA QUESTÃO DE LATA!

A LATA DO BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS.


O Dr. Pedro Nunes, ilustríssimo bastonário da Ordem dos médicos, acusou o antigo ministro da saúde Correia de Campos, de ter um “grande lata”, por o acusar de ter conhecimento há quatro anos, dos casos do oftalmologista do Algarve e não ter feito nada, para interditar o referido clínico.
É bom recordar, que na clínica particular deste médico (diria antes pseudo-curandeiro), em consequência de uma simples operação às cataratas, cegaram quatro doentes., devido às deficientes condições em que tiveram lugar essas operações.
A pesar disso, esse pseudo-curandeiro, continuou a exercer medicina, de forma criminosamente incompetente e segundo o depoimento do Dr. Correia de Campos, por culpa exclusiva da Ordem dos Médicos que: “diz não ter meios financeiros para montar uma supervisão desses casos”.
No entanto, ainda segundo as palavras de Correia de Campos “têm recursos financeiros imensos que lhes permite ter sedes óptimas, um restaurante de luxo numa delas e oferecer viagens”
Eu julgo que com dirigentes destes, exportar lata, talvez fosse uma saída para a crise.
Tanto um como outro, embora por razões diversas, têm uma lata que nunca mais acaba.
Junte-se a eles o nosso primeiro-ministro e digam lá se não poderíamos criar uma indústria de exportação de lata, com mais matéria-prima, que os árabes têm de petróleo???

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A BELA NATUREZA

Colocamos intencionalmente este belo “power point”, para compensar a miserável sensação de revolta e indignação, que nos levou a escrever o texto que se segue a esta apresentação.
Para os milhares de desempregados vão os nossos pensamentos, e a memória das sábias palavras ouvidas um dia a Jerónimo de Sousa: "Quem luta pode não ganhar! Mas quem não luta, perde sempre!!!."
Gozemos entretanto algumas das boas coisas que a vida ainda nos proporciona…. belas imagens e bela música.


NESTE LINK


QUE TODO O MUNDO LEIA

O REFLEXO DO QUE PENSAMOS,

NA BOCA DE QUEM SABE!!!

A seguir a este texto, reproduzimos um artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no jornal “Público”, que é o retrato da sociedade portuguesa e reflecte a realidade de uma sociedade perturbada e doente.
A manipulação obscena, que o poder público tem feito da situação, suscita a quem tem um mínimo de sensibilidade e sentimentos, uma sensação de revolta de tal dimensão, que transforma a sua frustração num ódio visceral á política e aos políticos, que lhes rouba a racionalidade.
É com isso que contam os responsáveis pela catastrófica situação actual, na medida em que deixando cada um sentir na pele a trágica dimensão da sua situação, levá-lo a pensar que está sozinho e como tal não tem alternativa, roubando-lhe dessa forma forças e discernimento para procurar encontrar uma saída.
Mas há solução!!!Há uma solução!!!

REFORÇAR O PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS!!!
Sendo o PCP o partido da classe operária e de todos os trabalhadores, é a forma organizativa das massas populares, de quem só tem para vender a sua força de trabalho, quer seja manual ou intelectual.
Os que não podem contar com ele, são os que vivem de explorar essa força de trabalho, os corruptos, os que vivem da exploração e especulação financeira.

Todos os que dominando os poderes públicos, e os “ mass média”, pretendem a todo o custo isolar o Partido Comunista Português, negando-lhe tratamento igual aos outros partidos e tudo fazendo para o isolar, não permitindo que se dê notícia das suas iniciativas, das suas posições, dos honrados e nobres princípios que defendem.
Se alguém que me esteja a ler, considerar estas afirmações exageradas, experimente a comprar ou consultar um dia o jornal “Avante” e verá todas as semanas a penúltima e muitas vezes até antepenúltimas páginas desse jornal, cheias de pequenas informações das variadíssimas iniciativas levadas a cabo por todo o país.
Depois confira a divulgação dada pelos média e terá uma prova da criminosa atitude discriminatória de que é vítima o PCP.
Mas, para além da manipulação, há um elemento incontrolável pelos reaccionários, que é a inteligência e lucidez das pessoas, que a pouco e pouco vão ultrapassando as barreiras que os reaccionários obscurantistas procuram colocar no seu caminho e que permitiu por exemplo que este ano se inscrevessem como militantes do PCP, 1200 jovens com menos de 40 anos.
Isto é um bom sinal!
Isto é uma grande esperança que nos faz rir e considerar caricato algumas das manifestações que os reaccionários conservadores utilizam para manter uma resistência mental aos superiores desígnios dos comunistas.
Embora diversificada e numa versão moderna o velho slogan: os comunistas “comem as criancinhas e matam os velhos com uma injecção atrás da orelha”, encontra nas várias modalidades de desinformação que utilizam, formas mais modernas e sofisticadas dessa velha prática.
Umas vezes de forma elaborada, utilizando o testemunho manipulado de organismos oficiais, outras forjando falsas estatísticas iludindo a realidade, outra publicando ou fazendo vergonhosas pressões, para manter uma cerrada desinformação sobre o PCP , outras que pretendendo ser subtis, se tornam caricatas e ridículas.
Um bom exemplo deste ultimo caso, foi o noticiário da meia noite de ontem da Antena Um.
Para justificar o engarrafamento monstruoso que se fazia sentir a partir da meia-noite do Fogueteiro até Almada, numa distância de 17 Kilómetros, a locutora, para diminuir o impacto do extraordinário êxito que tinha tido a Festa do Avante, deu como justificação para este excepcional engarrafamento em primeiro lugar o facto de ele se ter ficado a dever: ao regresso de férias de veraneantes do Algarve ao que se "juntou", o “encerramento da Festa do Avante”.
Quem assistiu a que pacientemente milhares e milhares de conductores, levassem horas e horas para conseguir abandonar os numerosos parques de estacionamento da Festa do Avante, enchendo e esgotando completamente a capacidade de escoamento das estradas e nomeadamente da auto-estrada do Sul entre o Fogueteiro e Almada, sentiria como nós sentimos que era absolutamente ridículo, dar ênfase ao regresso dos veraneantes algarvios, como factor principal ou pelo menos destacado, daqueles monstruosos engarrafamentos.
Mas enfim, não há dúvida que estamos num pais surrealista, em que a realidade é tão grosseiramente manipulada, que consegue colocar na boca do primeiro-ministro, diariamente, sinais de avanços económicos, eventuais melhorias nos índices de desemprego, desenvolvimento de exportações e novas indústrias, aumento nas visitas dos turistas, progressos nos índices inflacionários, tudo na maior parte das vezes, melhor ou igual ao que têm conseguido os outros países da União Europeia.
É olhando a tanto progresso, que não se consegue perceber como a destruição do sistema produtivo e o sistemático desregulamento do mercado laboral a que tão porfiadamente se têm dedicado, consegue metamorfosear-se nesse quimérico discurso.
As verdadeiras consequências desta trágica situação, reflecte-se gravemente em Portugal apresentar os mais elevados índices de doenças psiquiátricas da União Europeia.
Não é por acaso que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população.

O resto é demagogia, populismo, mistificação, ou simples astúcia.
Um estudo sobre “A saúde mental dos portugueses”, feito pelo médico psiquiatra Pedro Afonso que há pouco tempo foi publicado no jornal “Publico” e cuja transcrição fazemos a seguir, demonstra á saciedade porque classificámos de surrealista este país.



A SAÚDE MENTAL DOS PORTUGUESES

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.
Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres umanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa,
deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família.
Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três
anos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ESTÁ PREVISTO PARA 2014!!!

EIS O QUE NO FUTURO IMEDIATO OS
ECRANS TÁCTEIS
NOS RESERVAM

Em breve os ecrãs tácteis terão características tão fabulosas que certamente irão modificar a forma como organizamos a nossa vida.

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