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terça-feira, 2 de julho de 2013

A DANÇA DA DEUSA DA MISERICÓRDIA

     A DANÇA DA DEUSA DA MISERICÓRDIA    

Espetáculo com o grupo "Kuan Yin de Mil Braços", apresentado nas comemorações do Ano Novo Chinês por uma das televisões chinesas.
Quando vimos este fabuloso espetáculo, decidimos publicá-lo no Blogue.
Ao procurar perceber a filosofia que presidia à coreografia, encontrámos nas observações subjacentes ao vídeo, a explicação para a presença das personagens que muito nos intrigavam, por estranhamente contrastarem com todas as outras, ao aparecerem vestidas de branco e antecipando o sincronismo dos movimentos coreográficos, como se de maestros frente a uma orquestra se tratasse.
Compreendemos o seu papel quando ficámos a saber que os movimentos impecavelmente síncronos das intérpretes, eram praticados por deficientes auditivas, sendo essa afinal a justificação da sua presença, dadas as suas numerosíssimas intérpretes, não terem a mais pequena noção dos sons com que teriam de harmonizar os seus movimentos.
Ao entendermos a fundamentação inspiradora de todas aquelas maravilhosas sequências, percebemos perfeitamente que não podemos divorciar esta coreografia da deficiência das suas intérpretes.
Independentemente e do seu caracter religioso, assentes em motivações significantes de amor e compaixão, baseadas na existência de uma divindade a que atribuem mil mãos como símbolo religioso, dada a impossibilidade de se transformarem num Buda, “enquanto houver uma única gota de lágrima neste mundo”
Ao procurar mais vídeos deste grupo, encontrámos um endereço que tem vários vídeos com estas maravilhosas artistas, bem como a outros espetáculos, protagonizados por indivíduos com outros tipos de deficiência, juntamente com outros que mostram alguns rituais da religiosidade oriental.
Quando os quiser ver CLIQUE AQUI.
Julgamos que não se trata de sensibilizar especificamente os espectadores para a deficiência. Verificamos é que os deficientes são tratados nestes casos, com uma dignidade, que só uma filosofia de vida milenar como a chinesa, seria capaz de praticar, sem intenções caritativas ou por misericordiosa piedade.
Temos de reconhecer, que infelizmente o chamado Ocidente, entretido a desenvolver uma sociedade de consumo, subestima o ser humano e particularmente o deficiente no seu direito à dignidade, relegando-a para segundo ou terceiro plano, procurando estruturar os indivíduos como máquinas de consumo, que produzam lucro e alimentem os mecanismos da sociedade capitalista.
O Ocidente ainda tem um longo caminho a percorrer, no sentido de criar uma sociedade justa, equitativa e solidária, onde todos tenham os seus direitos garantidos, de acordo com as suas necessidades e não só consoante aquilo que produzem, ou seja uma sociedade verdadeiramente socialista!
 

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